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31 de dez. de 2011

Lelé está de volta

A secretária municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico de Pitangui, Maria Helena Maia Gouthier Caldas ("Lelé") já deixou o hospital em Belo Horizonte e está em casa, em Pitangui. Ela chegou nesta sexta-feira (30) e deverá passar a virada de ano nesta cidade da qual tanto gosta, ao lado de pessoas queridas. Obviamente, Lelé está bastante chateada com todo o ocorrido, principalmente com o falecimento do marido, Ronan Ivaldo. Portanto, precisa muito da boa companhia de familiares e amigos. 

Desejo a ela, assim como aos familiares e amigos do Ronan e também do Caio (motorista da ambulância, que também morreu no acidente) uma boa virada de ano e que 2012 lhes traga apenas boas surpresas. 

Agradeço, desde já, a todos que visitaram meu blog neste período em que cobri os fatos relacionados ao acidente, com informações apuradas com fontes seguras. Meu intuito com este trabalho foi de fornecer informação correta em meio a tantos falsos boatos que circulavam. 

Feliz 2012 a todos. 

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19 de dez. de 2011

Evandro fala sobre acidente com veículo da prefeitura

Evandro Mendes
(foto: Ricardo Welbert. 17/06/11)

Em entrevista ao blog na manhã deste sábado (17), o prefeito de Pitangui, Evandro Rocha Mendes (PT), falou sobre o acidente de trânsito que tirou as vidas do motorista Caio Augusto Lopes Cançado; do presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Ronan Ivaldo; e deixou ferida a secretária municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico, Maria Helena Maia Gouthier Caldas ("Lelé"). 


"Perguntei pelo Ronan 
e ele não falou nada. 
Certamente porque a Lelé estava perto"


Blog do Ricardo Welbert - Evandro, como você ficou sabendo dessa tragédia?

Evandro Mendes - Fiquei sabendo pela própria Lelé. No momento do acidente, ela estava consciente e desesperada. Localizou o celular e telefonou para o Samuel, que me acompanhava. Estávamos saindo da conferência da Copa do Mundo, em Belo Horizonte. Ao escutar o relato da Lelé, o Samuel ficou pálido e tremendo muito. Peguei o telefone e falei com ela também. Fiquei muito assustado com o que ela estava dizendo e sugeri que mantivesse a calma. Ela estava desesperada. Contou que chamava o Ronan e ele não respondia. A ligação foi cortada e nós continuamos telefonando para o celular da Lelé. Pouco depois, um bombeiro atendeu. Perguntei pelo Ronan e ele não falou nada. Certamente porque a Lelé estava perto. Liguei para o Anderson (Barros, do setor de transportes) e para Luana (Duarte Medeiros, secretária de Saúde). Logo os dois foram para o hospital de Pará de Minas, se encontraram com a Lelé e, depois, foram para o local do acidente, perto do Milhão. E ficamos a noite inteira assim, monitorando o resgate e buscando informações sobre o estado de saúde de todos os envolvidos. A caminho do hospital, o socorrista mais uma vez não quis falar sobre o Ronan e contou que a Lelé também estava fazendo muitas perguntas sobre o marido. Contou que ela estava bastante assustada e confusa. 

Blog do Ricardo Welbert - Segundo os bombeiros que trabalharam no resgate, o veículo da prefeitura aquaplanou e bateu em outro que estava estacionado no acostamento. O que você teria a dizer sobre o acidente?

Evandro Mendes – Aquela ambulância era nova, tinha pneus novos e passava corretamente pelas revisões exigidas. Estive no local do acidente e observei a existência de uma via perpendicular à estrada, que vem de trás do milhão. Essa via, que era de terra, recebeu calçamento. Acredito que, com chuva forte, ela serve como escoador de água, jogando muita enxurrada para cima da pista. Acredito que foi uma fatalidade. Porque se não tivesse esse veículo estacionado no recuo da pista, não teríamos tido uma gravidade tão alta. Recomendo sempre todo cuidado aos nossos motoristas. Eles podem estar dirigindo da forma correta e vir outro imprudente no sentido contrário e causar o acidente. O melhor neste caso é aguardar o resultado da perícia técnica. Além da nossa ambulância, quantos veículos passaram neste mesmo local naquele mesmo horário e não foram vitimados? Neste momento, algumas pessoas criam especulações a respeito das condições do veículo. Quem escutá-los precisa tomar cuidado para não cair em argumentos vazios. 

Blog do Ricardo Welbert - Pitangui perdeu um funcionário público, o Caio Augusto Lopes Cançado. O que você tem a dizer sobre ele?

Evandro Mendes - O Caio foi um funcinoário exemplar. Super dedicado e extremamente competente naquilo que fazia. Lamentamos muito, muito mesmo, a perda dessa figura tão importante para nós. Lamentamos ainda pela família do Caio. Ele deixa um filho e a mulher. Foi uma tragédia realmente lamentável sob todos os aspectos. Caio prestava um grande serviço para nossa comunidade. Um motorista muito atencioso com o pessoal que transportava. Fazia o que gostava e, por isso, fazia muito bem. Ingressou na prefeitura por meio de processo seletivo. Não tenho a data exatada da admissão dele aqui, mas acredito que tenha sido há cerca de dois anos e meio. Outro fato que nos faz pensar muito em destino: naquela quinta-feira (15), Caio não estaria dirigindo aquele carro. Ele tinha uma consulta marcada e não trabalharia naquele dia. Mas, por algum motivo, a consulta foi adiada ou cancelada e ele resolveu, então, trabalhar. 

Blog do Ricardo Welbert - Lamentável. 

Evandro Mendes - Totalmente. 

Blog do Ricardo Welbert - E o Ronan?

Evandro Mendes - O Ronan desenvolvia um trabalho voluntário da maior importancia para nossa comunidade. De início, foi até um pouco incompreendido. Mas de algum tempo para cá, percebo que a maioria da população reconhece a importância de preservar a história da cidade. Assim como o Caio, o marido da Lelé gostava muito do que fazia. Por isso, era extremamente dedicado. Foi uma pessoa que soube da importância de resgastarmos nossa memória. É isso que faz diferença. Que faz nossa cidade ser diferente das outras. Caio e Ronan foram dois grandes exemplos de cidadãos e colegas de trabalho. 

Blog do Ricardo Welbert - Qual a mensagem que você gostaria de deixar para os familiares e amigos das vítimas?

Evandro Mendes - A gente acredita que, nestas horas, somente a fé em Deus e a amizade dos amigos e familiares podem nos dar forças na continuidade da luta diária. Apesar das perdas, nossas vidas continuam e, por isso, desejo muita fé para estas famílias e amigos que hoje choram. 

Sebastião Saldanha

Blog do Ricardo Welbert - Na mesma data do acidente com a ambulância da prefeitura de Pitangui, faleceu outro cidadão bastante conhecido, querido e admirado: o ex-bancário, então aposentado, Sebastião Saldanha. Ele era um dos proprietários da Chácara Saldanha, em Pitangui. O que você tem a falar sobre ele?

Evandro Mendes - Olha, Ricardo, o Sebastião Saldanha tinha um gosto muito grande por Pitangui. Desenvolveu sua carreira profissional na cidade de Recife, em Pernambuco, mas voltou para sua terrinha adorada, Pitangui. A todos os famialires e amigos do Sebastião, meus sentimentos.

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16 de dez. de 2011

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Movimentação intensa neste momento no velório de Pitangui, onde estão sendo veladas as duas vítimas de um acidente ocorrido na noite desta quinta-feira (15) com uma ambulância da prefeitura da cidade. O presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Pitangui, Ronan Ivaldo, e o motorista da ambulância, Caio Augusto Lopes Cançado, morreram na hora. 

Caio Augusto Lopes Cançado
Caio Augusto era funcionário público contratado para o setor de transportes da prefeitura de Pitangui. Reconhecido por não reclamar de dificuldades e trazer sempre um sorriso no rosto e disposição para ajudar quem precisasse. Caio deixa mulher e um filho de 13 anos muito apegado ao pai. 

A terceira ocupante da ambulância, Maria Helena Maia Gouthier Caldas ("Lelé"), secretária de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico de Pitangui, esposa de Ronan Ivaldo, foi levada primeiramente para o pronto-socorro do hospital Nossa Senhora da Conceição, em Pará de Minas, e transferida hoje para o João XXIII, em Belo Horizonte, onde permanece com quadro clínico estável, sem risco de morte. 

Ronan Ivaldo com a esposa, Maria Helena Maia
(foto: Ricardo Welbert. 17/06/11)
De acordo com familiares, ela ficou bastante machucada, principalmente na região da clavícula e do maxilar. Ainda segundo parentes que estiveram no velório, Lelé ainda não foi informada sobre a morte do marido. Os médicos teriam dito que ela não possui condições de deixar a unidade para dar o último adeus ao companheiro. Os sepultamentos de Ronan Ivaldo e Caio Augusto estão previstos para daqui a pouco, às 17h. 

A pessoa

Ronan Ivaldo era presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Pitangui. Era também empresário, proprietário da sorveteria Cara Melada. Sempre empenhado em assuntos relacionados à cultura do município, Ronan era uma das fontes de informações relacionadas ao tema mais procuradas por jornalistas interessados em contar alguma história da cidade. Eu mesmo já o consultei diversas vezes. 

Parentes e amigos de Ronan relataram há pouco que ele costumava dizer, irônicamente, que tinha as três coisas que mais matam no Brasil: vício em cigarro, câncer e trânsito, pois teria uma agitada rotina de viagens para Belo Horizonte, onde se submeteria à quimioterapia. 

Na última terça-feira (13), estive com Ronan em uma lanchonete no centro de Pitangui. Disse a ele o quanto me senti feliz em saber que sua luta contra o câncer estava rendendo bons resultados. Quem viu Ronan há alguns meses, quando ele e a esposa procuravam o diagnóstico correto para sua doença, percebe como ele ganhou peso nos últimos dias. Sempre bem humorado até mesmo nas piores situações, Ronan me disse que estava surpreso com a própria recuperação, pois temia não estar aí (no mundo dos vivos) para comer castanha no Natal. 

Eu, como amigo de Ronan, posso dizer que este camarada fará falta em Pitangui. Tive a satisfação de dizer a ele várias vezes o quanto admiro seu empenho em preservar o patrimônio histórico de Pitangui. Com sua morte, em meu ciclo de amizades, assim como na cidade de Pitangui, ficou um grande vazio. 

Ronan Ivaldo
(foto: reprodução do YouTube)

Relembre

No vídeo abaixo, Ronan fala sobre ações da Justiça para conservar casarões de cidades históricas de Minas, particularmente em Pitangui. 


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Luiz Silva (Espacial FM)

A BR-262 foi novamente palco de uma tragédia. Desta vez, foi na região de Sítio Novo, em Florestal. O acidente foi por volta das 19h20 desta quinta-feira (15). Segundo levantamentos, a ambulância Fiat Doblo, placa HLF 1143, da prefeitura municipal de Pitangui, ficou sem controle perto da lanchonete Milhão, na pista Belo Horizonte/Pará de Minas, rodou e bateu na traseira da caminhonete D10 baú, GLQ 1552, de Mateus Leme, que estava parada no acostamento com defeito mecânico.

Cabo Diógenes, dos Bombeiros
(foto: Luiz Silva)
Cabo Diógenes Albuquerque, do Corpo de Bombeiros de Pará de Minas, comandou a equipe que esteve no local. Segundo ele, a ambulância, que era dirigida por Caio Augustos Lopes Cançado, de 45 anos, rodou ao ficar sem aderência com a pista, que estava encharcada de água da chuva. Aliás, chovia forte no momento da tragédia.




Caio Augusto (vítima fatal)
De acordo com Diógenes, o motorista e o passageiro da Doblo, Ronan Ivaldo da Silva Souza, 49 anos, tiveram morte instantânea. “Chovia bastante no momento do acidente. O motorista e o paciente morreram no local. Socorremos a esposa de um deles em estado grave para o hospital de Pará de Minas. O local estava bem escuro, mas era possível ver que ela estava inconsciente e bastante ferida.”, afirma o policial. 




O impacto chegou a empurrar o veículo atingido a uma distância de aproximadamente cinco metros do local em que estava parado. 

A esposa de Ronan, Maria Helena Maia Gouthier Caldas, 49, viajava no banco da frente, ao lado do motorista, e sofreu ferimentos graves. Ela foi encaminhada pelos bombeiros para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Pará de Minas, inconsciente.

(foto: reprodução do YouTube)


Ronan Ivaldo era presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Pitangui e passou o dia fazendo exames médicos em Belo Horizonte. A esposa dele, Maria Helena Gouthier, é secretária municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico do município. Ela continua internada no HNSC.



Cabo Diógenes Albuquerque salienta que só nesta quinta-feira, o Corpo de Bombeiros atendeu a quatro acidentes na BR-262, trecho entre o Milhão e o trevo de Pará de Minas. O bombeiro adverte que é preciso reduzir a velocidade ao trafegar pela rodovia, que está com vários pontos onde o veículo pode aquaplanar com facilidade:

“A PRF estava vindo de outra ocorrência de acidente. Os motoristas muitas vezes não conhecem a rodovia. Com a chuva, ocorre a aquaplanagem. É o que estamos vendo. É preciso diminuir a velocidade e ter mais atenção”, afirma. 

Assim que a notícia da tragédia chegou a Pitangui várias pessoas correram atrás de informações. As vítimas eram muito queridas na cidade e isso comoveu ainda mais os pitanguienses.

Os corpos de Caio Augustos Lopes Cançado e Ronan Ivaldo da Silva Souza estão no velório municipal e serão sepultados às 17h desta sexta-feira no cemitério de Pitangui.

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