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19 de dez. de 2011

Evandro fala sobre acidente com veículo da prefeitura

Evandro Mendes
(foto: Ricardo Welbert. 17/06/11)

Em entrevista ao blog na manhã deste sábado (17), o prefeito de Pitangui, Evandro Rocha Mendes (PT), falou sobre o acidente de trânsito que tirou as vidas do motorista Caio Augusto Lopes Cançado; do presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Ronan Ivaldo; e deixou ferida a secretária municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico, Maria Helena Maia Gouthier Caldas ("Lelé"). 


"Perguntei pelo Ronan 
e ele não falou nada. 
Certamente porque a Lelé estava perto"


Blog do Ricardo Welbert - Evandro, como você ficou sabendo dessa tragédia?

Evandro Mendes - Fiquei sabendo pela própria Lelé. No momento do acidente, ela estava consciente e desesperada. Localizou o celular e telefonou para o Samuel, que me acompanhava. Estávamos saindo da conferência da Copa do Mundo, em Belo Horizonte. Ao escutar o relato da Lelé, o Samuel ficou pálido e tremendo muito. Peguei o telefone e falei com ela também. Fiquei muito assustado com o que ela estava dizendo e sugeri que mantivesse a calma. Ela estava desesperada. Contou que chamava o Ronan e ele não respondia. A ligação foi cortada e nós continuamos telefonando para o celular da Lelé. Pouco depois, um bombeiro atendeu. Perguntei pelo Ronan e ele não falou nada. Certamente porque a Lelé estava perto. Liguei para o Anderson (Barros, do setor de transportes) e para Luana (Duarte Medeiros, secretária de Saúde). Logo os dois foram para o hospital de Pará de Minas, se encontraram com a Lelé e, depois, foram para o local do acidente, perto do Milhão. E ficamos a noite inteira assim, monitorando o resgate e buscando informações sobre o estado de saúde de todos os envolvidos. A caminho do hospital, o socorrista mais uma vez não quis falar sobre o Ronan e contou que a Lelé também estava fazendo muitas perguntas sobre o marido. Contou que ela estava bastante assustada e confusa. 

Blog do Ricardo Welbert - Segundo os bombeiros que trabalharam no resgate, o veículo da prefeitura aquaplanou e bateu em outro que estava estacionado no acostamento. O que você teria a dizer sobre o acidente?

Evandro Mendes – Aquela ambulância era nova, tinha pneus novos e passava corretamente pelas revisões exigidas. Estive no local do acidente e observei a existência de uma via perpendicular à estrada, que vem de trás do milhão. Essa via, que era de terra, recebeu calçamento. Acredito que, com chuva forte, ela serve como escoador de água, jogando muita enxurrada para cima da pista. Acredito que foi uma fatalidade. Porque se não tivesse esse veículo estacionado no recuo da pista, não teríamos tido uma gravidade tão alta. Recomendo sempre todo cuidado aos nossos motoristas. Eles podem estar dirigindo da forma correta e vir outro imprudente no sentido contrário e causar o acidente. O melhor neste caso é aguardar o resultado da perícia técnica. Além da nossa ambulância, quantos veículos passaram neste mesmo local naquele mesmo horário e não foram vitimados? Neste momento, algumas pessoas criam especulações a respeito das condições do veículo. Quem escutá-los precisa tomar cuidado para não cair em argumentos vazios. 

Blog do Ricardo Welbert - Pitangui perdeu um funcionário público, o Caio Augusto Lopes Cançado. O que você tem a dizer sobre ele?

Evandro Mendes - O Caio foi um funcinoário exemplar. Super dedicado e extremamente competente naquilo que fazia. Lamentamos muito, muito mesmo, a perda dessa figura tão importante para nós. Lamentamos ainda pela família do Caio. Ele deixa um filho e a mulher. Foi uma tragédia realmente lamentável sob todos os aspectos. Caio prestava um grande serviço para nossa comunidade. Um motorista muito atencioso com o pessoal que transportava. Fazia o que gostava e, por isso, fazia muito bem. Ingressou na prefeitura por meio de processo seletivo. Não tenho a data exatada da admissão dele aqui, mas acredito que tenha sido há cerca de dois anos e meio. Outro fato que nos faz pensar muito em destino: naquela quinta-feira (15), Caio não estaria dirigindo aquele carro. Ele tinha uma consulta marcada e não trabalharia naquele dia. Mas, por algum motivo, a consulta foi adiada ou cancelada e ele resolveu, então, trabalhar. 

Blog do Ricardo Welbert - Lamentável. 

Evandro Mendes - Totalmente. 

Blog do Ricardo Welbert - E o Ronan?

Evandro Mendes - O Ronan desenvolvia um trabalho voluntário da maior importancia para nossa comunidade. De início, foi até um pouco incompreendido. Mas de algum tempo para cá, percebo que a maioria da população reconhece a importância de preservar a história da cidade. Assim como o Caio, o marido da Lelé gostava muito do que fazia. Por isso, era extremamente dedicado. Foi uma pessoa que soube da importância de resgastarmos nossa memória. É isso que faz diferença. Que faz nossa cidade ser diferente das outras. Caio e Ronan foram dois grandes exemplos de cidadãos e colegas de trabalho. 

Blog do Ricardo Welbert - Qual a mensagem que você gostaria de deixar para os familiares e amigos das vítimas?

Evandro Mendes - A gente acredita que, nestas horas, somente a fé em Deus e a amizade dos amigos e familiares podem nos dar forças na continuidade da luta diária. Apesar das perdas, nossas vidas continuam e, por isso, desejo muita fé para estas famílias e amigos que hoje choram. 

Sebastião Saldanha

Blog do Ricardo Welbert - Na mesma data do acidente com a ambulância da prefeitura de Pitangui, faleceu outro cidadão bastante conhecido, querido e admirado: o ex-bancário, então aposentado, Sebastião Saldanha. Ele era um dos proprietários da Chácara Saldanha, em Pitangui. O que você tem a falar sobre ele?

Evandro Mendes - Olha, Ricardo, o Sebastião Saldanha tinha um gosto muito grande por Pitangui. Desenvolveu sua carreira profissional na cidade de Recife, em Pernambuco, mas voltou para sua terrinha adorada, Pitangui. A todos os famialires e amigos do Sebastião, meus sentimentos.

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O blog Daqui de Pitangui publicou no sábado (17) uma justa homenagem a Ronan Ivaldo, presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Pitangui, falecido na quinta-feira (15) em uma acidente de trânsito na BR-262. A postagem traz fotos de Ivaldo durante a 1ª Conferência Municipal de Cultura e ainda na Mostra Fotográfica promovida pelos gestores do blog. 

Ronan Ivaldo
(foto originalmente publicada no blog Daqui de Pitangui)
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15 de dez. de 2011

Acidente com ambulância de Pitangui mata dois e fere uma

Duas pessoas morreram nesta quinta-feira (15), depois que a ambulância onde elas estavam capotou na BR-262, em Florestal, na região Central do Estado. A ambulância pertencia à prefeitura de Pitangui e levava três pessoas.

Morreram o motorista, Caio, e o passageiro Ronan Ivaldo, presidente do Conselho Municipial de Patrimônio, Cultura e Turismo de Pitangui, Ronan Ivaldo.

A secretária municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico de Pitangui, Maria Helena Maia Gouthier Caldas ("Lelé"), esposa de Ronan Ivaldo, também estava na ambulância e teria sido arremessada para fora do veículo. Ferida, ela foi socorrida para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, o Pronto-Socorro de Pará de Minas. 

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não soube informar a gravidade dos ferimentos. A pista não precisou ser interditada, mas o trânsito ficou lento no local. Ainda não há informações sobre as causas do acidente.

Novas informações sobre esta fatalidade e o estado de saúde de Maria Helena a qualquer momento aqui no blog e na programação da rádio Amigos FM 90,9.

Arquivo 


No vídeo abaixo, Ronan Ivaldo concede entrevista sobre ações da Justiça nas cidades históricas de Minas Gerais.  Vale a pena assistir e relembrar a presença deste grande cidadão pitanguiense. 


Abaixo, o registro de um dos muitos encontros meus com a secretária Maria Helena Maia Gouthier Caldas. Desejo uma boa recuperação a esta grande amiga e força para superar a triste perda do marido.

O autor deste blog ao lado da amiga e colega de trabalho na prefeitura de Pitangui, Maria Helena Maia
(foto: Selma Assis. 31/10/11)

5 de mai. de 2011

O triste adeus à querida Ana Letícia Fagundes


O rostinho marcante de Ana Letícia
Pitangui perdeu uma filha bastante notável hoje (5/5). Eu perdi uma colega de trabalho que considerava muito e por quem (apesar de não termos tido muita convivência fora do mundo jornalístico)  tinha sincera amizade. Ana Letícia Fagundes, 26 anos, era formada em Jornalismo e trabalhava como assessora de comunicação da prefeitura da cidade. Conversávamos quase que diariamente. Eu telefonava para ela em busca de informações para minhas matérias e ela, sempre demonstrando boa vontade e profissionalismo, me atendia - exercendo sua função e me ajudando bastante.

Registro feito durante passeio na praia
Estou procurando palavras, mas elas parecem estar fugindo de mim. Elas sabem que não são suficientes para descrever o triste significado desta perda. Tão jovem, teve o vigor e o sorriso tomados por um aneurisma cerebral. De acordo com familiares, Ana Letícia passou a sentir fortes dores de cabeça na semana passada. Passou pelo hospital de Pitangui, recebendo atendimento também em Pará de Minas e Divinópolis.

A criativa Ana Letícia
Um exame de tomografia detectou entupimento de algumas artérias na região do cérebro. No hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, passou por uma cirurgia na cabeça que durou horas dos últimos sábado e domingo. Na madrugada de hoje, o corpo não resistiu. Fui comunicado no início da manhã pela Isadora, irmã dela e grande amiga minha. Me senti obrigado a telefonar imediatamente para a rádio e fazer uma entrada ao vivo, de casa, para dar a infeliz notícia aos ouvintes que vinham acompanhando informações sobre o estado de saúde dela desde o início da semana.

A brincalhona Ana Letícia

No velório, era difícil caminhar devido à quantidade de pessoas. Demonstração óbvia de quão querida era aquela moça. Dificuldade para conter o choro. Na missa de corpo presente, a capela de São Vicente de Paulo (no asilo) ficou minúscula. Espaço lotado, com uma multidão acompanhando do lado de fora. No sepultamento, o pior dos momentos. Impossível controlar a emoção. Principalmente com as palavras do pai dela (grande senhor Rossini. Meus sentimentos a ele), que citou os momentos de angústia nos hospitais e agradeceu às inúmeras orações e preces que, de acordo com ele, bombardearam o céu.

A religiosa Ana Letícia

É difícil. Me encontrei com ela pela última vez na terça-feira da semana passada (26/4). Estava aparentemente bem. Pelo que sei, na tarde daquele mesmo dia ela começou a sentir as dores de cabeça. Ficam em minha memória os momentos em que sentamos para conversar sobre jornalismo (profissão que, sem dúvida, ela adorava) e outras coisas.

A amiga Ana Letícia voou para longe de nós e deixou muitas saudades

"Deus sabe o que faz" foi a afirmação mais dita durante a despedida. "Uma flor seguiu para o jardim de Deus". Com certeza.

Ana Letícia em momento de descontração e diversão com amigos
Outro dia, comentei com Ana Letícia sobre este meu blog e ela disse (exatamente com estas palavras): "Eu sei! Eu sei! Sempre visito seu blog!". É uma pena que, hoje, eu esteja colocando esta homanagem in memorian. Se, de onde estiver, puder ler este blog, fique sabendo, Ana, que você está fazendo falta. Meus pêsames aos parentes e demais amigos. Ao namorado dela, o Saulo de Tarso, força neste momento tão difícil.