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21 de nov. de 2018
16 de fev. de 2012
Carnaval em Pitangui terá blitze educativa contra a Aids
Incentivar o sexo seguro. Este é o principal objetivo de uma blitze educativa que será realizada em Pitangui nesta sexta-feira de carnaval. Equipes da Vigilância Epidemiológica e de dois postos de saúde da cidade estarão das 13 às 15h nas ruas dos Azevedos e Lacerdino Rocha, no centro da cidade, distribuindo preservativos e panfletos sobre a Aids e várias outras doenças como tuberculose, hepatite, hanseníase, câncer de mama e de colo de útero.
As crianças não ficarão de fora. Segundo o educador em Saúde e organizador do evento, Ivan Campos, o intuito deste trabalho é alertar sobre as doenças típicas do carnaval e aproveitar a época para reforçar a importância de se prevenir contra a contaminação pelo vírus HIV, da Aids. "O slogan criado para a campanha desse carnaval é: "se rolar, use camisinha", conta.
Para chamar ainda mais a atenção de quem passar pelo local, os organizadores montarão uma tenda e haverá, ainda, uma moto equipada com som. Após a blitze, as equipes envolvidas irão para a Feirinha, local do carnaval, onde também haverá uma barraca de informações e distribuição de panfletos e camisinhas.
Até onde vai a falta de consciência das pessoas?
Estas imagens foram feitas por mim na manhã desta quinta-feira (16) na Rua Doutor Jacinto Álvares, no Centro de Pitangui. Espalhadas num canto da via, ao lado de uma lixeira relativamente pequena para tanto lixo, sacolas aparentemente rasgadas por animais (ou por pessoas em busca de materiais recicláveis para vender).
Por conhecer este local, sou capaz de afirmar que a maior parte deste lixo (senão todo ele) foi produzida pelos moradores deste prédio abaixo. Por ser uma construção grande, com muitos moradores, a lixeira deveria ser bem maior. Certo?
A equipe da prefeitura que trabalha coletando o lixo de porta em porta não é obrigada a juntar a imundície de ninguém. Os cidadãos precisam ter mais consciência ecológica e social e juntar todo o lixo (de preferência separando o seco (reciclável) do molhado (orgânico)) em sacolas plásticas capazes de suportar o volume. É preciso armazená-las em locais seguros, fora do alcance de cães e gatos, e ficar atento aos dias e horários de coleta na sua rua.
Enquanto clicava a sujeira, passaram por ali algumas mulheres com crianças. Aquele garotinho caminhando ao lado delas, de roupa branca, ficou olhando para o lixo. Talvez ele tenha pensado que aquilo ali é normal. Porque gente na idade dele ainda está conhecendo o mundo. A partir do momento em que ele se depara com tanta coisa ruim, pode simplesmente achar que é algo certo, pois os adultos o fazem.
Ainda bem que existe a escola para reverter esse pensamento de criança com a promoção da Educação Ambiental, Cultural, etc. Espero que aquele menino aprenda em casa e na escola a cuidar mais do lugar em que vive - e a condenar as ações de quem não se preocupa com isso (como eu faço).
7 de nov. de 2011
Esgoto a céu aberto exige cuidados
Em Pitangui, esgoto a céu aberto traz desconforto para a população e coloca em questão a capacidade do poder público de enfrentar o problema de modo competente. Prefeito diz que a solução está na educação dos cidadãos
Ricardo Welbert
| Córrego em Pitangui (foto: Ricardo Welbert) |
O aposentado Messias dos Santos Lemos, de 62 anos, é vizinho de um córrego no bairro Gameleira e diz que o ideal seria interromper o curso dos riachos e limpar todo o caminho. Porém, não soube explicar como fazer isto. “Do jeito que está não pode ficar. Essa porcaria toda é a pouca vergonha das autoridades. O prefeito deveria colocar tambores nas esquinas. Talvez assim as pessoas parem de jogar lixo onde não devem”, sugeriu.
Opinião diferente tem o soldador Rogério Nunes, de 48 anos, que mora ao lado do mesmo córrego. “A prefeitura faz a coleta do lixo em todos os bairros. Mesmo assim, existem pessoas sem consciência que confundem o quintal dos outros com a lixeira de casa”, comenta.
Para a dona de casa Adriana Fonseca, o pior de tudo são os pernilongos. “Eles gostam de sujeira. Onde tem esgoto, lixo, embalagens, pneus e até animais mortos, eles fazem a festa”, conta.
Em outro ponto da cidade, agora na região central, Célia Maria Timóteo, 43, balconista, falou sobre o incômodo causado pelo esgoto que corre a céu aberto nos fundos do local em que trabalha. “Mesmo com o estado de poluição avançado, vi uma pessoa jogando lixo e resolvi conversar com ela. Acho que todos nós, cidadãos, precisamos atuar como fiscais do meio ambiente e dos bons costumes. As pessoas reclamam do problema que todas elas criam. Mesmo com a natureza gritando por socorro, a maioria finge não ouvir”, lamentou.
Meio dia. No fogão à lenha, um vasto cardápio de comidas típicas de Minas. No ar, misturado com o cheiro de tempero, o odor que exala de um córrego que passa nos fundos e é trazido pelos ventos. Para Normando Lemos, 42, proprietário de um restaurante na Rua Lacerdino Rocha, uma situação bastante desagradável. “Deveriam dar início a um processo de despoluição imediata, instalando manilhas em caráter de urgência e arborizando as margens para evitar que as pessoas se aproximem”, sugeriu.
Prefeito já sabe
Em seu gabinete, o chefe do Executivo pitanguiense, Evandro Mendes (PT), recebeu a reportagem e falou sobre a situação dos córregos da cidade. “Antigamente, no tempo dos índios que viviam na região, estes riachos eram a principal fonte de subsistência. Era onde bebiam, se banhavam, lavavam suas vestes e utensílios. Eles, porém, tinham muito respeito pela natureza e evitavam poluir as águas. Hoje, as pessoas zelam pela limpeza do quintal de casa e jogam lixo dentro dos córregos. Pensam que tem domínio sobre a natureza, mas não têm. E a natureza reage. Com as chuvas, começam as enchentes que fazem as correções necessárias no leito”, divagou.
Para o prefeito, o capeamento (colocação de pedras soltas no fundo dos córregos) não é o melhor a ser feito. “Não se fala mais nisso e, sim, na recuperação dos córregos”, acrescentou. Perguntado sobre alguma atitude que esteja sendo tomada para amenizar ou resolver de vez o problema, Mendes disse que o melhor a ser feito é educar a população para que não jogue lixo nos regueiros. “Existe tecnologia para interceptar e tratar a água. Porém, ela exige investimentos constantes em manutenção”. O prefeito de Pitangui avaliou de forma negativa o comportamento das empresas de saneamento básico que preferem tratar a água totalmente poluída ao invés de recolher o esgoto de forma separada.
De acordo com o político, os governos do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) e da atual, Dilma Rousseff (mesmo partido), registram investimentos maciços em saneamento básico, com tratamento de esgoto e fim dos lixões que chegam a contaminar o lençol freático. “Em Pitangui, esse depósito de lixo a céu aberto não existe mais porque criamos a Associação de Catadores, oferecemos um galpão para a separação do lixo e realizamos a coleta seletiva com um caminhão para o lixo seco (reciclável) e outro para o molhado (restos de comida), que segue para um aterro controlado”, contou.
Outra atitude tomada por Evandro Mendes, de acordo com ele próprio, foi o convênio firmado com o abatedouro de gado. “Antes, os resíduos de animais processados no matadouro iam parar no córrego. A prefeitura cedeu espaço para uma empresa licenciada pela Fundação Estadual do Meio Ambiente que realiza a eliminação adequada dos materiais orgânicos”, afirma.
“Ainda espalhamos pela cidade vários coletores de pilhas e baterias, para que a população não faça o descarte nas sacolas destinadas aos catadores ou ao aterro controlado”, disse o prefeito. Os resíduos são colocados no subsolo, em uma vala de concreto que impede o contato dos componentes químicos com o meio ambiente.
Todos estes procedimentos adotados pela prefeitura, ainda segundo seu administrador, integram um conjunto maior que visa despoluir os córregos do município. Para isso, ele diz, precisa da participação de todos. “Já lançamentos várias campanhas educativas para que as pessoas evitem descartar lixo nos riachos. Apesar de haver um número considerável de moradores que não se identificam com as mensagens, continuaremos tentando. As crianças são os principais alvos, pois muitos pais já possuem uma mentalidade formada de que local de lixo é no córrego. A criança, conhecendo o mal que isso gera, chama a atenção dos pais”, explicou.
Todos estes procedimentos adotados pela prefeitura, ainda segundo seu administrador, integram um conjunto maior que visa despoluir os córregos do município. Para isso, ele diz, precisa da participação de todos. “Já lançamentos várias campanhas educativas para que as pessoas evitem descartar lixo nos riachos. Apesar de haver um número considerável de moradores que não se identificam com as mensagens, continuaremos tentando. As crianças são os principais alvos, pois muitos pais já possuem uma mentalidade formada de que local de lixo é no córrego. A criança, conhecendo o mal que isso gera, chama a atenção dos pais”, explicou.
Engenheiro vê politicagem
O engenheiro civil sanitarista Pedro Xavier Filho conhece bem cada um dos córregos de Pitangui. Em seu escritório, no centro histórico da cidade, ele usa o Google Earth para detalhar os caminhos percorridos pelas águas e lamenta não ter conseguido convencer um ex-prefeito a aprovar um projeto seu que poderia amenizar o sofrimento de quem mora à beira do esgoto.
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| Galeria de córrego que deságua no centro de Pitangui (foto: Ricardo Welbert) |
Solo forte
De acordo com o engenheiro Filho, o solo de Pitangui é composto por um tipo de argila muito consistente. O assoreamento dos córregos é criado pelo acúmulo de entulhos. “Em Belo Horizonte, vários córregos estão sendo capeados, mas é uma obra muito cara. Nem todo político quer investir nisso”, comentou.
Um dos grandes problemas da atualidade, segundo ele, são aquelas pessoas que, sem formação adequada, dão palpites errados e tomam importantes decisões relacionadas ao meio ambiente. “Abriu-se um mercado de emprego que virou modismo”.
Para resolver o problema sanitário, o engenheiro sugere a construção de novas galerias que cobririam todos os trechos de córrego a céu aberto. Asfaltadas por cima, se transformariam em grandes avenidas que seguiriam em linha reta até a baixa região central. “Para isso, porém, seria preciso investimento do governo Federal, porque obra de esgoto fica embaixo do chão e nenhum político local quer investir recursos próprios em algo que não estará ao alcance dos olhos dos eleitores. Verba federal chega carimbada e com ordem de serviço. O Brasil nunca teve tanto dinheiro como hoje. Deveria ajudar municípios menores a acabar de vez com o esgoto a céu aberto”, confessou.
Ao que tudo indica, será difícil, pelo menos nos próximos quatro anos, ver o sonho de Filho realizado, uma vez que o grosso da verba federal destinada à infraestrutura está sendo injetado em estádios de futebol.
9 de set. de 2011
Medida certa
Em Pitangui, cada vez mais pessoas estão começando a correr atrás da boa saúde pelo método mais eficaz: a atividade física. Passando pela BR-352, no trecho que leva ao parque de exposições, observo que a quantidade de pessoas caminhando aumenta muito no início da manhã e no fim da tarde.
O local virou "caminhódromo". Apesar de existirem calçadas nos dois lados da pista, uns e outros caminham pelo acostamento - o que acaba se tornando um perigo.
Ao mesmo tempo em que devem receber nossos parabéns por estarem preocupados em manter a boa forma, merecem um puxão de orelha aqueles que pensam que estrada é lugar de pedestre.
Podem ser atropelados ou atingidos por alguma peça que eventualmente venha a se soltar de veículos. Sem falar na poluição que sai dos escapamentos das motos, carros, caminhões e carretas - fumaça que faz um mal danado à saúde.
Não adianta parar de caminhar na rodovia e passar a queimar calorias no centro da cidade, porque a situação vai ser praticamente a mesma. O centro está cada vez mais cheio, mais tumultuado e cada vez mais pequeno com a crescente quantidade de veículos que acaba gerando uma série de outras mazelas como o stress, a falta de educação de motoristas e de pedestres que atravessam sem olhar para os lados, quando não caminham no meio da rua.
Existem outros lugares bem mais interessantes para caminhar em Pitangui. Locais cheios de verde, com ar puro e sem perigo como, por exemplo, o trecho da Estrada Real, no bairro Serra, a subida para a Cruz do Monte (que já tem calçamento) e a estrada que liga o bairro São Francisco ao JK, passando pela mata da pedreira.
Aproveite e chame um parente ou amigo para passear por esses lugares. Vocês verão que a cidade tem cenários maravilhosos por onde podem manter a saúde em dia, passear e se divertir, vivendo bons momentos. Fica a dica.
Aproveite e chame um parente ou amigo para passear por esses lugares. Vocês verão que a cidade tem cenários maravilhosos por onde podem manter a saúde em dia, passear e se divertir, vivendo bons momentos. Fica a dica.
8 de set. de 2011
Auto-medicação pode ser perigosa
Uma doença não respeita o limite da outra. A aposentada Maria Helena Nunes Cançado diz que muitas vezes consome à risca o remédio que julga ser ideal. “Vou à farmácia, compro e tomo, mesmo sem receita médica. Quem está com dor sou eu”.
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| Maria Helena confessa: "tomo remédios sem receita" (foto: Ricardo Welbert) |
Em outubro do ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a proibição da compra de antibióticos sem receita médica. A determinação entrou em vigor um mês depois. O cliente deve comparecer à farmácia com duas vias da receita. Uma fica com o balconista e as informações vão para um cadastro nacional. A cópia é devolvida ao paciente, com um carimbo para mostrar que já foi usada.
Em Pitangui, Antônio Augusto de Freitas dedicou a maior parte da vida ao trabalho de farmacêutico. Ele diz que a procura indiscriminada por estes medicamentos ainda é alta e que a ordem da Anvisa não será sempre obedecida.
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| Antônio Augusto de Freitas condena a medicação por conta própria (foto: Ricardo Welbert) |
Entrevista
A auto-medicação é perigosa? Muito perigosa. Infelizmente, tenho uma infinidade de clientes que adotam este sistema e ignoram meus conselhos. Levam os remédios para casa e os tomam. Acho que a Anvisa agiu corretamente ao proibir a venda de antibióticos sem receita.
Os clientes estão questionando esta determinação? Bastante. Explico a eles que leis existem para serem cumpridas e, por isso, não vendo sem receita. Porém, essa imposição deverá fracassar em pouco tempo. As pessoas tomam antibióticos até para unha encravada. Chegam à farmácia pedindo Benzetacil para dor de barriga. Mas, infelizmente, volto a falar, não vai funcionar por conta das condições financeiras do público. Não são todos os que conseguem atendimento imediato na rede pública. Até nas clínicas particulares os médicos não ficam disponíveis o tempo todo.
Os farmacêuticos costumam agir como médicos, receitando medicamentos? Em alguns casos, sim. Mas a auto-medicação ocorre principalmente por orientação dos vizinhos. Porque a recomendação do vizinho costuma valer mais que as do farmacêutico e do médico. É onde mora o perigo. A pessoa sugere medicamentos sem saber se o doente consumiu outros tipos de remédios. Como conseqüência, surgem casos de intoxicação ou de resistência aumentada a anti-bióticos.
Quando a auto-medicação pode ser perigosa? Em vários casos. Por exemplo, quando se trata de dengue. Não existe remédio para essa doença. Muitos tiram do jornal a informação de que o melhor medicamento é o Tylenol e uma série de outros anti-térmicos. Não se deve tomar Aspirina. Em todos os casos, é melhor procurar o médico, a quem cabe dizer quais são os melhores remédios. Mas o paciente precisa dizer a ele o que tomou sem indicação. A combinação de uma droga já consumida com outras que serão indicadas pode contribuir para novos (talvez até piores) problemas de saúde.
29 de jul. de 2011
PSF acompanha gestantes e orienta jovens
A equipe do PSF (Programa de Saúde da Família) Maria Martins, no bairro Chapadão, em Pitangui, atenta às necessidades das gestantes, convidou uma nutricionista para conversar com as futuras mamães sobre alimentação na gestação e cuidados durante a amamentação.
| Sede do PSF Maria Martins, no bairro Chapadão (foto: acervo do setor de Comunicação da prefeitura de Pitangui) |
A gestação é uma fase extremamente importante e que necessita de cuidados especiais. A gestante passa a se preocupar mais com sua saúde. Aumento de peso, escolha de alimentos, atividade física adequada e uso de medicamentos. Nesta etapa, é importante optar por alimentos ricos nesses nutrientes, tais como vegetais verdes escuros, feijão, carnes magras, fígado e consumir junto alimentos ricos em vitamina C para melhorar a absorção do ferro.
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| Especialista informa sobre alimentação correta durante a gestação e amamentação (foto: secretaria de Saúde de Pitangui) |
A nutrição exerce um papel importante durante a gestação. Não significa ter que comer por dois, mas, sim, comer com qualidade, sem excessos, seguindo orientações nutricionais, fracionando o volume em seis a sete refeições, consumindo todos os nutrientes necessários para o bebê.
Durante a gestação, aumenta a necessidade de vitaminas e minerais (ferro, cálcio, ácido fólico, vitaminas A, B, C, D, magnésio, fósforo...). Quando a alimentação é pobre nesses nutrientes, pode resultar em bebês com baixo peso ou prematuros, além de consumir todos os nutrientes do organismo da mãe.
Durante a amamentação, os cuidados continuam em relação à amamentação, hidratação, evitando alimentos fortes e condimentados. As exigências nessa fase continuam focadas na qualidade de nutrientes.
De acordo com a enfermeira Juliana Rodrigues, coordenadora do PSF Maria Martins, convidar uma nutricionista para a conversa foi muito importante.
Leia a entrevista
Como é feito este trabalho de acompanhamento de gestantes no PSF Maria Martins?
O acompanhamento de gestantes ocorre além das consultas com médicos, que são semanais. Temos um grupo de gestantes, que acontece sempre na segunda quinta-feira do mês, onde, em cada reunião, é dada um tipo de orientação. São orientações sobre o bebê, a gestação, cuidados com o nenê. E as reuniões são boas também porque facilitam as trocas de experiências entre gestantes e agentes de saúde que são mães. Então, há sempre uma troca de conhecimentos durante as reuniões.
| Juliana Rodrigues é enfermeira e coordenadora do PSF Maria Martins (foto: Ricardo Welbert) |
Em junho, vocês convidaram uma nutricionista para uma destas reuniões com gestantes. Qual a importância de convidar uma nutricionista?
As gestantes, geralmente, têm muitas dúvidas do que podem comer, o que não podem, o que faz mal, o que pode passar para o leite, o que não passa. Então, nosso intuito ao chamarmos a Betânia foi justamente de esclarecer estas dúvidas e orientar para uma alimentação mais saudável tanto durante a gestação como durante o poetério (quando a mãe ganha o nenê, até 40 dias após) e no período da amamentação também.
No dia sete deste mês de julho vocês tiveram uma reunião também com adolescentes para tratar da sexualidade. Como foi?
Isso. Foi uma das primeiras reuniões que fizemos este ano com adolescentes sobre sexualidade, drogas e outros assuntos que lhes interessam. Temos o intuito de trazê-los para perto da equipe do PSF, para tentarmos diminuir o índice de gravidez na adolescência e uso de drogas. Foi feita a reunião sobre sexualidade. Depois, uma dinâmica onde os adolescentes puderam expressar os prazeres que sentem, seus medos e responsabilidades que começam a ter neste período da vida. Depois disso, pretendemos aprofundar os assuntos em outras reuniões.
E o que você ouviu destes adolescentes? O retorno foi positivo? Eles aprovaram?
Eles participaram bastante. Estávamos até um pouco apreensivos sobre a participação deles. Foram cerca de 15 adolescentes. Eles sempre têm muitas dúvidas, fizeram muitas perguntas, participaram e já estão perguntando quando será a próxima reunião.
11 de mar. de 2011
Que tal uma torneira a pedal?
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| Torneira a pedal é mais higiênica que modelo tradicional (foto: portal odontologiabrasileira.com.br) |
Ontem fui à dentista e um detalhe do consultório chamou minha atenção. Observei a profissional lavando as mãos e vi que a torneira deixou de emitir água sem que ela tocasse nela para fechá-la. Era uma torneira acionada por meio de um pedal. Fiquei olhando e pensando nas possíveis razões pelas quais aquela tecnologia ainda não está presente na maioria das casas das pessoas.
Quando alguém tem noções básicas de higiene e chega num restaurante, por exemplo, a primeira coisa que faz é ir ao banheiro, lavar bem as mãos com sabão e, depois, fechar a torneira com os mesmos dedos que acabara de limpar. Lugares em que todos se sentam (como vasos sanitários) ou tocam (torneiras e descargas) são riquíssimas em bactérias. Imagine quantos coliformes fecais existem ali.
Agora pense em você podendo abrir uma torneira ou acionar uma descarga apenas com o pé devidamente calçado. Muitas contaminações poderiam ser evitadas se este recurso estivesse presente nas casas das pessoas e também nas ruas.
Vão dizer que “o equipamento é caro” ou que “crianças ficarão abrindo a torneira a toda hora, pisando no pedal sem necessidade”. Para o primeiro argumento, digo que é uma questão de bom senso. Melhor investir em uma pia com acionamento por pedal do que deixar a família sujeita a doenças evitáveis e, depois, precisar investir na indústria farmacêutica.
Para quem pensa nas crianças levadas como uma ameaça para as pias e descargas a pedal, o seguinte: é questão de educação. E criança nasce educada? Não. Precisa receber educação dos pais ou responsáveis. Pessoas que precisam dizer a elas o que pode ou não ser feito.
Porém, o índice de má educação no Brasil é notório. São raríssimos os casos em que pais sem instrução criam o hábito de alertar os filhos sobre seus direitos e deveres. Uma boa educação traz consigo preocupações com a higiene.
A pessoa educada sabe do acúmulo de bactérias em objetos de uso coletivo e recebe com sorriso no rosto qualquer ideia que possa contribuir para uma melhora em sua qualidade de vida.
Mais uma vez, fecho meu argumento focando um dos temas que mais gosto de abordar: a educação. O Brasil só será um país de todos quando todos forem bem educados. Hoje, infelizmente, resultados de uma boa educação, como a instalação de pias e descargas a pedal, ficam restritos a ambientes administrados por pessoas cultas. O consultório da dentista, por exemplo.
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