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7 de nov. de 2024

Galerias antigas são perigo constante

Artigo meu publicado na edição 458 do jornal "O Independente" sobre os perigos oferecidos pelas antigas galerias subterrâneas de Pitangui. 


O tombamento, 20 anos depois

Página 4 da edição 458 do jornal "O Independente" traz reportagem minha sobre o documentário que analisa os 20 anos do tombamento do Centro Histórico de Pitangui.




Documentário analisa os 20 anos de tombamento do Centro Histórico de Pitangui

Capa da edição 458 do jornal "O Independente", que destaca na capa minha matéria sobre o documentário que analisa os 20 anos do Centro Histórico de Pitangui.


23 de out. de 2024

Papagalli Açaiteria chega a Divinópolis e inova nas combinações com açaí

Uma nova marca de açaí lançada em Divinópolis tem chamado atenção de quem aprecia degustar o fruto brasileiro que é um combo de nutrição e sabor. Matéria minha no G1 




22 de out. de 2024

Enem 2024: Professora dá 6 dicas para bombar na redação

 A redação é um dos maiores desafios para os estudantes no Enem. Para evitar erros e facilitar o processo de escrita, uma professora de Uberaba preparou 6 dicas de ouro. Matéria minha no G1



17 de out. de 2024

Mastologista explica importância do Outubro Rosa na luta contra o câncer de mama

O médico mastologista do Hospital Hélio Angotti, Cleber Sérgio da Silva, diz que ações afirmativas que visem a discussão do tema e o alerta às mulheres da importância da realização da mamografia são fundamentais para o diagnóstico. Matéria minha no G1






11 de out. de 2024

"Bem por Elas" acontece de 7 a 29 de outubro no Shopping Uberaba

Em comemoração ao Outubro Rosa (movimento internacional de conscientização para o controle do câncer de mama), será promovida em Uberaba a 4ª edição do "Bem por Elas", que tem como objetivo compartilhar a beleza feminina e seu engajamento em nobres ações. Fiz esta matéria pro G1.




24 de set. de 2024

Soterramento de girador de locomotivas preocupa em Velho da Taipa

Reportagem publicada na edição 457 do jornal "O Independente", de julho e agosto de 2024.  


13 de set. de 2024

Candidato a prefeito de Nova Serrana, Fábio Avelar é denunciado por compra de votos e ‘showmício’

(Foto: Henrique Chendes/ALMG)

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais apura uma denúncia de compra de votos e propaganda irregular por parte da candidatura do deputado estadual Fábio Avelar (Avante) à Prefeitura de Nova Serrana nas Eleições 2024. A denúncia à Justiça Eleitoral foi feita pela coligação “Progresso Continua”, da qual faz parte o também candidato ao Executivo Eneas Fernandes (PL). Outros detalhes e a manifestação da defesa, na reportagem para o PORTAL GERAIS. 





4 de set. de 2024

Ministério Público do Trabalho apura denúncia de assédio eleitoral em empresa de Divinópolis


O Ministério Público do Trabalho (MPT) investiga uma denúncia de assédio eleitoral durante expediente trabalhista referente às Eleições 2024 em Divinópolis, conforme apuração do PORTAL GERAIS nesta terça-feira (3/9). Leia a reportagem



2 de set. de 2024

Eleições 2024: candidatos de Divinópolis escolhem nomes inusitados para constar na urna; confira lista

A cada eleição, candidatos tentam chamar atenção do eleitor com nomes inusitados nas urnas. Em 2024 foram 251 candidaturas para disputar vagas de vereador em Divinópolis. Algumas delas não economizaram na criatividade, com inspirações que vão desde super-herói, personagem infantil e cantor sertanejo a até mesmo um popular tubérculo. Reportagem no Portal Gerais




27 de ago. de 2024

Planilha revela plantões dobrados no PA de São Sebastião do Oeste e valor acima da média


O Pronto Atendimento de São Sebastião do Oeste tem um médico que faz plantões de 48 horas e, noutro caso atípico, paga acima da média de outras cidades para plantões. É o que mostram escalas de junho, julho e agosto às quais o PORTAL GERAIS teve acesso. Reportagem completa aqui

21 de nov. de 2017

Jornalista Marcelo Freitas explica campanha em prol do Instituto Histórico de Pitangui

O Instituto Histórico de Pitangui celebra 50 anos com uma campanha em prol da preservação de seu acervo.

14 de fev. de 2014

População debate insegurança nas ruas

Moradores cobram presença de polícia e Acasp fala em mudança de leis; PM admite sensação de impunidade 

Ricardo Welbert

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) divulgou, na semana passada, um balanço dos crimes ocorridos em 2013, nas cidades mineiras com mais de 100 mil habitantes. Comparado com o ano anterior, Divinópolis teve redução de 21,21% no número de homicídios, o que deixa a cidade fora da lista das mais violentas. Nas ruas, porém, os números parecem passar despercebidos, pois muita gente diz ter medo de ser vítima de criminosos enquanto caminha pelas vias.

Encontro ocorreu em sala do colégio Roberto Carneiro

O assunto vem sendo debatido em muitas esferas e a necessidade de mudanças em leis que permitem a soltura quase imediata de criminosos foi tema de reunião na Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública (Acasp). 



Segundo o assessor de comunicação da entidade, Júlio César Corrêa, o foco do encontro esteve na cobrança de medidas em âmbito nacional. "Representantes de bairros e de diversos órgãos de segurança do município discutiram a respeito de uma posição, no sentido de exigirmos uma postura séria do Congresso Nacional para mudar leis que permitem que criminosos sejam soltos tão logo são presos. Precisamos nos unir localmente para cobrar esse interesse nacional", explicou. 


Para o professor universitário Leo Santos, presidente da Associação Comunitária do Centro, o primeiro passo para reduzir a violência é buscar conhecimento. "A segurança social é resultado de uma ciência da qual muitas vezes não queremos nos apropriar ou mesmo gastar nosso tempo em busca dela. Precisa-se de engajamento, de opiniões, da construção coletiva. O simples pagamento de impostos não é suficiente para garantir o Estado de Direito com o qual sonhamos", aponta.

O assessor de comunicação do 23º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Marco Paulo Gontijo de Oliveira, justifica que a redução nos índices de homicídio no município é resultado de um trabalho feito ao longo de anos. "Conseguimos esta redução em 2013, mas é um trabalho que continua. Nossa preocupação é transformar esses números em sensação de segurança, demonstrando que por mais ainda haja registros de homicídios e crimes contra o patrimônio, o número absoluto de registros tem diminuído", explica. 

Ainda segundo o capitão, a flexibilidade de leis que permitem a soltura acaba por desmotivar até os policiais. "O sistema criminal no Brasil é bastante falho. Em princípio, desmotiva. Mas não podemos deixar de trabalhar. Não vamos cruzar os braços por causa disso. Temos um esforço para contornar essa dificuldade, até porque não depende só da PM", esclarece. 

O delegado regional da Polícia Civil, Fernando Vilaça, participou da reunião. Ele aprova o papel da Acasp como canal para centralizar opiniões e direcionar demandas e lideranças políticas. "O que se discute não é a questão de mudar leis, porque não seria tão fácil. É questão de o Estado se estruturar para a execução de penas, para que sejam leis mais rigorosas e que tenham uma estrutura para que sejam cumpridas. Nossas leis são perfeitas na teoria, mas não são cumpridas na prática. Como não se cumpre, a manifestação precisa partir da sociedade", diz.

Insatisfação

A vendedora Flávia Camargos Nascimento, de 25 anos, trabalha em uma loja na avenida 1º de Junho, região central, e diz que não se sente segura. "Percebo que não há policiais, em quantidade suficiente para garantir a segurança na cidade toda. Já presenciei dois assaltos e, em ambos, os policiais demoraram tanto a chegar que os bandidos tiveram tempo de sobra para fugir", relata. 

O corretor de imóveis Márcio Donizete Couto, 37, conta que perdeu a sensação de segurança quando foi assaltado durante o dia, na praça do Santuário. "Veio um moleque, me ameaçou com uma faca e pediu minha carteira. Enquanto ele fugia, olhei em volta e não tinha sequer um policial. Liguei para o 190, mas eles demoraram tanto que fui embora sem fazer o registro. Tenho medo de que isso se repita", conta.

PALAVRA DE ESPECIALISTA: Márcio Lara
Sociólogo, mestre em Educação, doutor em Ciências da Religião e professor na Faced.


Arquivo pessoalNovamente a questão da insegurança pública está em pauta. Agora, o assunto é a reunião da Acasp, em que se discutiu o sentimento de insegurança da população frente ao cenário de violência. Para ter dados mais precisos seria necessário fazer uma pesquisa junto à população para perceber este sentimento. Mas a impressão que tenho é de que, em Divinópolis, a situação não é muito diferente dos grandes centros do país. Ao transitarmos pelas ruas e praças, tropeçamos em usuários de drogas e mendigos em um número que nos assusta. A população não sente segurança em caminhar por estes locais, sossegada, principalmente à noite, pois corre o risco de ser assaltada. Tenho notícias de pessoas mais próximas que tiveram suas casas invadidas em plena luz do dia, raptos simulados de pessoas da família e abordagens ao sair de agências bancárias. Os furtos e roubos fazem parte do cotidiano da população e são muitos os que já colocam algum dinheiro no bolso prevendo um possível assalto. A polícia, por mais que se esforce, não tem o poder de transmitir sentimento de segurança, pois está sobrecarregada e não pode estar em toda parte. Os chamados para socorro em situações de emergência muitas vezes são ineficazes. Quando a polícia chega, o bandido, agressor ou ladrão já escapou, não por sua culpa, mas não consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Para isso, precisaria ser melhor estruturada pelos nossos governos. Penso que não se trata de ser uma cidade mais ou menos violenta, mas constatar que a violência é uma realidade alarmante, uma doença crônica que afeta todas as sociedade e continuará a afetar até que se invista em políticas públicas, que propiciarão mais igualdade social e distribuição de renda. Este cenário é, para mim, o da “terceira guerra mundial”. Impossível pensá-la no universo restrito de Divinópolis.

12 de fev. de 2014

Vereador denuncia superfaturamento em Carmo do Cajuru


Processos licitatórios na Prefeitura teriam favorecimentos

Ricardo Welbert

A Prefeitura de Carmo do Cajuru (cidade com cerca de 20 mil habitantes e distante 14 quilômetros de Divinópolis) vai ser investigada por indícios de fraudes, em processos licitatórios para contratação de serviços contábeis e de informática. A denúncia foi apresentada, ontem à noite, durante reunião ordinária da Câmara Municipal da cidade vizinha. No dia 17 do mês passado, o vereador Anderson Guga (PT) levou a denúncia à Polícia Federal. No último dia 6, fez o registro também junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público (MP). 

De acordo com o vereador, o problema estaria em dois processos licitatórios abertos pelo prefeito José Clarete Pimenta (PR). O primeiro deles é o de número 34/2013, convite 03/2013, cujo objeto foi a contratação de pessoa jurídica especializada em assessoria e consultoria contábil. "A contestação aqui é de que houve indícios de direcionamento para determinado assessor jurídico no processo licitatório, mas não posso dar detalhes, para não atrapalhar o andamento da investigação", disse o vereador ao "Agora".

O segundo processo apontado é o de número 141/2013, de modalidade pregão, número 94/2013, para contratação de pessoa jurídica especializada em uso e suporte em sistema integrado de gestão pública municipal. "O serviço que era prestado pelo município, anteriormente, era muito inferior a esse. O valor anterior era de cerca de R$ 3.700, praticado até o fim de 2012. Agora, o valor que está sendo pago pelo Município fica entre R$ 17 mil e R$ 20 mil, ou seja, o serviço contratado tem valor muito superior ao anterior e não há o que justifique esse aumento tão desproporcional. A empresa contratada hoje tem contrato para receber R$ 355.500, mas o Município não está pagando pelo serviço completo ainda", disse. 

Prefeitura

Em nota, a procuradora-geral de Carmo do Cajuru, Fernanda Bechelane Maia, acusou o vereador petista de estar “em franca oposição ao governo, apresentando denúncias vazias e infundadas para prejudicar a administração e obter notoriedade”. "Primeiro, ele apresentou denúncia à Polícia Federal. Os processos licitatórios em questão tratam de recursos públicos do Município e não estão compreendidos, no âmbito de atuação da Polícia Federal. Eventuais dúvidas jurídicas sobre o assunto deveriam ser apuradas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, que já analisaram o caso sem constatar qualquer irregularidade", disse.

O órgão também afirmou que os processos licitatórios observaram todas as fases previstas na lei federal nº 8.666/93, com “ampla divulgação pública” e “participação de diversos concorrentes”, conforme disposto em lei. "A contratação de software para modernização de gestão resultou de concorrência pública na modalidade pregão, com ampla participação de concorrentes, resultando no menor preço para o Município. A cidade possuía diversos softwares contratados para gestão pública. Apenas um deles, o da saúde, custava R$ 3.700. O Município tinha um gasto mensal com todos os programas de R$ 11.800 para um conjunto de nove programas", explicou.

Com a licitação, disse a procuradora, serão implantados mais de 20 programas, com um custo proporcionalmente inferior. "A contratação atual abrangeu todos os softwares de gestão pública, tais como educação, saúde e administração, dentre outros. Portanto, ampliamos a gestão e reduzimos o custo proporcionalmente. O vereador em questão age de forma leviana e com absoluta má-fé, com fins notadamente políticos, pois a contratação da empresa foi apresentada em audiência pública na Câmara Municipal, onde ele próprio esteve presente e esses dados foram apresentados", complementou.

Ainda de acordo com a procuradora, a “ira” de Anderson Guga foi despertada com o veto do prefeito a um projeto que pretendia estabelecer obrigação de construção de passeios que seriam custeados pelo proprietário do imóvel, sob pena de multa de R$ 1.200. "Tratam-se de suposições com fundo político, carentes de provas. Pretendemos que a irresponsabilidade do vereador possa ser apurada pelo Ministério Público como denunciação caluniosa, conforme previsto no art. 389 do Código Penal Brasileiro", finalizou Fernanda Maia.

Do outro lado, o vereador Anderson Guga diz que torce para que sua denúncia seja investigada com rigor. "Espero que tudo seja apurado e que, se houver mesmo algum crime, o responsável seja penalizado", disse.

PERSONAGEM DA NOTÍCIA
Clarete José Pimenta, prefeito de Carmo do Cajuru

Divulgação
Chefe do Executivo foi eleito em 2012
O prefeito de Carmo do Cajuru é José Clarete Pimenta, de 57 anos. "Cabritinho", como é conhecido, formou-se como técnico em metalurgia. Ingressou na carreira política aos 32 anos, quando foi eleito suplente da Câmara Municipal, em 1988. Quatro anos mais tarde, foi eleito vereador e reeleito no pleito seguinte. Já no segundo mandato, em 1997, tornou-se presidente da Câmara. Em 2000 e 2004, foi eleito vice-prefeito da cidade. Em 2008, foi mais uma vez suplente. Em 2012, com larga vantagem de votos, foi eleito prefeito de Carmo do Cajuru.

11 de fev. de 2014

Municípios elaboram fase final do Plano de Saneamento Básico

Capacitação abrange cidades com menos de 50 mil habitantes

Ricardo Welbert

Ricardo Welbert
Terceira fase da capacitação de gestores municipais começou ontem
Começou ontem e vai até sexta-feira (14) a terceira e última etapa de um programa de capacitação oferecido a prefeituras mineiras que precisam elaborar seu Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB). O documento é uma exigência da lei federal 11.445/2007 para que municípios recebam repasses para obras em saneamento.

Realizado na sede da Associação Mineira do Vale do Itapecerica, em Divinópolis, o primeiro dia de orientações reuniu 28 representantes de várias cidades. O treinamento técnico é oferecido pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea/MG) e pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), por meio de um convênio.

Ricardo Welbert
Neide Lourenço, engenheira da equipe de treinamento
De acordo com a engenheira da equipe de apoio do treinamento, Neide Lourenço, a partir deste ano as prefeituras só receberão repasses do governo federal para a realização de obras de saneamento mediamente a apresentação do PMSB. "A condição do saneamento básico na maioria das cidade mineiras, quando existe, é precária. Muitas delas não dispõem de uma equipe técnica adequada e suficiente para produzir os planos, sendo isso um impeditivo para a concretização dessas ações essenciais. Por isso, estamos capacitando os secretários, engenheiros e assistentes sociais para a realização", explicou.

Em Minas, cerca de 460 municípios com menos de 50 mil habitantes não apresentaram o plano até 31 de dezembro de 2013, prazo limite para disputarem verbas em 2014. Por isso, precisam apresentá-lo até o fim deste ano se quiserem pleitear recursos em 2015. São Gonçalo do Pará, Carmo do Cajuru e Pompéu são alguns desses municípios.

Avaliações

O secretário municipal de Meio Ambiente e Turismo de Pains, Mário da Silva Oliveira, contou que o município (que tem 8.014 habitantes) não conseguiu concluir o PMSB no ano passado devido à falta de recursos econômicos. "Aproveitamos a oportunidade para nos capacitarmos, tendo em vista que podemos conhecer a realidade do saneamento no município e discuti-la com a sociedade, para que ela aponte problemas e opine sobre possíveis soluções. A participação social é uma das exigências da lei. Esse vai ser o nosso diferencial", disse o secretário.

Araújos (com cerca de 7.883 habitantes) tem a destinação correta do lixo como maior desafio ambiental. Secretária de Meio Ambiente da cidade, Eliane Aparecida da Paz também participou da capacitação.

"Temos consciência da importância do plano e do que ele pode trazer em termos de qualidade de vida para nós. Em Araújos, temos um aterro controlado, que não é um local ambientalmente correto para a destinação de resíduos. Precisamos de um aterro sanitário. Para isso, recursos federais são indispensáveis", explicou.

Divisões

A preparação dos municípios para a elaboração do PMSB foi dividida em três módulos. O primeiro teve a mobilização da população local e o diagnóstico do saneamento na cidade. O segundo se concentrou no planejamento estratégico. Já o terceiro, iniciado ontem, fará a montagem dos cenários e das demandas identificadas nos módulos anteriores. A partir dessa fase, o foco será nas atividades sobre programas, projetos, ações e o plano de execução de diretrizes, objetivos e metas estabelecidos no plano.

As oficinas da última etapa são realizadas em dez regionais do Crea/MG, com carga horária de 28h, durante três semanas. O acompanhamento dos municípios, através de orientações, esclarecimentos por telefone e e-mail, continua até dezembro de 2014, quando expira o convênio. "A expectativa é de que os gestores e técnicos sejam capacitados não somente para a elaboração de uma ferramenta de planejamento municipal de saneamento, mas, sobretudo, para acompanhar a execução das ações, metas e diretrizes propostas pelo PMSB", finaliza a engenheira Neide Lourenço.

10 de fev. de 2014

Presença de ambulantes nas ruas divide opiniões

Enquanto alguns criticam ocupação de calçadas, outros apoiam vendedores 

Ricardo Welbert 

Durante o horário comercial, as calçadas da região central de Divinópolis ficam cheias de gente. Tanto movimento atrai a atenção de ambulantes – vendedores que atuam informalmente e oferecem vários tipos de produtos, dentre alimentos, cosméticos, utilidades, artesanatos, discos a até títulos de capitalização. Enquanto alguns pedestres criticam a presença deles, outros dão preferência para seus produtos e irritam proprietários de estabelecimentos que pagam taxas e impostos para funcionar.

Na avenida 1º de Junho, trabalha o ambulante Ailton César, de 34 anos. Natural de Belo Horizonte, há anos ele percorre municípios mineiros com sua banca de descascadores de verduras. "É um negócio que não é registrado, mas é de onde eu tiro o meu sustento. O povo gosta dos meus produtos", conta. 

Ricardo Welbert
Vendedor empurra carrinho em ponto disputado na 1º de Junho
Bem perto dali, um vendedor de antenas automotivas [que pediu para não ter o nome divulgado, por medo de ser identificado pela fiscalização] conta apenas que veio de Goiânia (GO). Empurrando um carrinho com seus produtos, ele se posiciona debaixo de árvore em frente a uma agência bancária cheia de clientes na porta. Vale tudo para espantar o calor. 

Na rua Goiás, a dona de casa Natália Silva, de 43 anos, segura um tabuleiro com vários tipos de guloseimas. A mais famosa, ela vende no grito: "Aô, bombom! Aô, bombom!" 

Enquanto espera por um ônibus, a lavadeira Maria das Graças, 55, conta que prefere os produtos oferecidos pelos ambulantes. "Eles costumam ter muita coisa interessante, com preços muito bons. Além disso, a gente sabe que é um trabalho honesto, que eles fazem para sustentar a família". 

"Honesto, não", questiona Reinaldo Chagas, 30, dono de uma lanchonete. "A gente paga um monte de taxas para funcionar e sofre fiscalização pesada, enquanto esse pessoal sem alvará vende as mesmas coisas que a gente, só que sem procedência e a preços muito baixos", critica.

A opinião do comerciante é reforçada pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Rogério Aquino. "Esses aventureiros, vindos de outras praças, dão prejuízo ao nosso comércio quando oferecem produtos de procedência duvidosa e não pagam impostos", diz. 

Fiscalização 

A diretora de Meio Ambiente da Prefeitura, Sílvia Ribeiro, diz que a fiscalização contra o comércio ilegal ocorre semanalmente. Ela explica que nem todos os ambulantes são irregulares. "Aqueles que possuem a licença são autorizados a circular com seus produtos, mas não a montar um ponto fixo na via", explica.

Quando os fiscais constatam irregularidades praticadas pelos comerciantes, apreendem os materiais e lavram uma multa cujo valor varia de R$ 226,80 a R$ 567. O ambulante tem prazo de 60 dias para retirar a mercadoria, mediante o pagamento do valor. Em caso de reincidência, o custo dobra. Quando produtos alimentícios são apreendidos, após 24 horas um laudo é emitido pela Vigilância Sanitária e o produto é descartado. 

Mobilidade 

De acordo com o presidente da Associação de Deficiente do Oeste de Minas (Adefom), Reginaldo Couto, a ocupação de calçadas por vendedores ambulantes prejudica a acessibilidade. "A presença de bancas de produtos, assim como de caixas descartadas por lojas, dificulta a vida de quem usa muletas ou cadeira de rodas. Ressalto que os passeios são um bem público elaborado para servir a todos", diz.

Ricardo Welbert
Geraldo Ferreira usa muletas, mas não se incomoda
com a presença de ambulantes nas calçadas
O aposentado Geraldo Antônio Ferreira, 53, teve paralisia infantil. Para caminhar, usa duas bengalas. Apesar disso, afirma que nunca teve dificuldade para se locomover nas calçadas ocupadas por ambulantes. "Penso que não dá pra usar a condição física para questionar os outros. Eles estão trabalhando, fazendo o serviço deles. Se eu quiser passar e eles estiverem no caminho, dou um jeito de desviar".

Ricardo Welbert
Sérgio Silva é cadeirante e diz que o que mais prejudica
sua acessibilidade são os buracos nas calçadas
Já o autônomo Sérgio Luiz Serra e Silva, de 33 anos, se desloca em uma cadeira de rodas. "Se tiver alguém me ajudando, empurrando a cadeira, não vejo problema. Aliás, as calçadas em si, cheias de buracos, oferecem mais riscos do que as mesas dos ambulantes", finaliza.

Reportagem originalmente publicada no jornal "Agora" de 7 de fevereiro de 2013.

6 de fev. de 2014

Facilidade em abrir templos favorece golpistas, diz pastor


Divinópolis supera média nacional em duas denominações

Ricardo Welbert

O aumento do número de templos evangélicos é uma realidade em várias regiões do Brasil. Principalmente nas periferias, é bastante comum o surgimento de novas igrejas, instaladas em cômodos pequenos que, em pouco tempo, ficam lotados de fiéis. Pessoas que, mesmo com baixa renda familiar, doam o dízimo (décima parte do salário), ou fazem doações em troca de um serviço isento de qualquer imposto: a fé.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde a década de 70 até os dias de hoje, o número de evangélicos no Brasil passou de 15,4% para 22,2% da população religiosa.

Em 2010, o instituto mapeou a população dos municípios a partir das religiões adotadas pelos moradores. Cada entrevistado respondeu a um questionário (tabela nº 1.489 do Censo) com 23 opções de crença evangélica registradas no Brasil (veja o quadro).

Em duas das divisões listadas pelo instituto, Divinópolis superou a média nacional de fiéis. Enquanto 0,19% da população brasileira se disseram seguidores da igreja Maranata, 0,96% dos divinopolitanos fizeram o mesmo. Segundo o pastor José Roberto Teixeira, em 2010 a igreja tinha uma cartela de 2.270 integrantes. Hoje, são 2.670.

Já os membros da Evangelho Quadrangular somaram 0,95%, na média nacional de fiéis, e 1,96%, na local.

Outra curiosidade é o empate de Divinópolis com o Brasil, na categoria de evangélicos de origem pentecostal da Igreja Nova Vida, em 0,05%.

Templos

Diferente da Igreja Católica, que submete pedidos de abertura de novos templos à aprovação do Vaticano, o protestantismo não possui controle sobre os próprios templos. A adesão de novos fiéis a esta religião faz o número de igrejas crescer de forma desordenada. Não são raros os casos de falsos pastores que alugam imóveis, montam um altar, instalam bancos, celebram cultos e depois somem com o dinheiro doado.

Por meio da assessoria de comunicação da Prefeitura, a divisão responsável pela emissão de alvarás de funcionamento disse que é muito difícil saber quantos templos religiosos existem na cidade porque eles são isentos da taxa de alvará. Porém, cerca de 18 imóveis estão registrados na Prefeitura como locais onde ocorrem cultos.

— Percebe-se que é um número muito pequeno em relação à grande quantidade de locais existentes. Em muitos casos, os moradores transformam cômodos da própria casa para receber ali os seus fiéis— comentou a assessoria.

De acordo com a assessoria jurídica da secretaria municipal de Meio Ambiente, Flávia Mourão, apesar de serem isentos de impostos, os responsáveis por templos religiosos precisam seguir normas de segurança e paz social.

— Por serem locais que reúnem grandes aglomerações de pessoas, os templos religiosos podem ser vistoriados pelo Corpo de Bombeiros, mesmo que os responsáveis não peçam a vistoria. Além disso, se for constatado que o templo produz uma intensidade de som superior ao limite máximo permitido em lei municipal para determinados horários, o responsável por ele pode ser notificado e responder de acordo com a lei imposta a todo cidadão — esclarece.

Ontem à tarde, a reportagem tentou obter o número de templos religiosos fiscalizados pelo 10º Batalhão do Corpo de Bombeiros, em Divinópolis, mas a assessoria não atendeu aos telefonemas.

Brecha para golpes

Ricardo Welbert
Elizeu Ferreira afirma que facilidade atrai aproveitadores
Na avaliação do integrante da igreja Batista (que possui oito igrejas em Divinópolis), Elizeu Ferreira, a facilidade favorece a exploração da fé.

— É claro que muitos se apresentam por aí como evangélicos, mas, na verdade, são aproveitadores que abrem templos em nome do Senhor com o objetivo de tirar dinheiro do próximo e enriquecer com isso. Não é o que ocorre com nossa Igreja Batista de Divinópolis, que possui um registro completo e atualizado de todos os fiéis e os valores de doações feitas. Estas informações ficam disponíveis na administração da igreja — explica.

Ainda segundo Eliseu, a adesão crescente de fiéis ao protestantismo se deve à presença do evangelho em locais aonde outras religiões não chegam, como nas prisões.

— No presídio Floramar, por exemplo, há uma congregação da Igreja Batista, onde presos são inseridos no contexto religioso. Ou seja: estão presos fisicamente, mas livres pela fé — diz.


Presença da religião Evangélica,
no Brasil e em Divinópolis
Variável: população residente (percentual)
Religião
Brasil 
Divinópolis
Evangélicas
22,16
12,63
Evangélicas de Missão
4,03
2,43
Evangélicas de Missão - Igreja Evangélica Luterana
0,52
0,00
Evangélicas de Missão - Igreja Evangélica Presbiteriana
0,48
0,19
Evangélicas de Missão - Igreja Evangélica Metodista
0,18
0,04
Evangélicas de Missão - Igreja Evangélica Batista
1,95
1,67
Evangélicas de Missão - Igreja Evangélica Congregacional
0,06
-
Evangélicas de Missão - Igreja Evangélica Adventista
0,82
0,52
Evangélicas de Missão - outras
0,02
-
Evangélicas de origem pentecostal
13,30
6,73
Evangélicas de origem pentecostal - Igreja Assembleia de Deus
6,46
1,32
Evangélicas de origem pentecostal - Igreja Congregação Cristã do Brasil
1,20
0,40
Evangélicas de origem pentecostal - Igreja o Brasil para Cristo
0,10
-
Evangélicas de origem pentecostal - Igreja Evangelho Quadrangular
0,95
1,96
Evangélicas de origem pentecostal - Igreja Universal do Reino de Deus
0,98
0,46
Evangélicas de origem pentecostal - Igreja Casa da Benção
0,07
-
Evangélicas de origem pentecostal - Igreja Deus é Amor
0,44
0,18
Evangélicas de origem pentecostal - Igreja Maranata
0,19
0,96
Evangélicas de origem pentecostal - Igreja Nova Vida
0,05
0,05
Evangélicas de origem pentecostal - Evangélica renovada não determinada
0,01
-
Evangélicas de origem pentecostal - Comunidade Evangélica
0,09
-
Evangélicas de origem pentecostal – outras
2,76
1,41
Evangélica não determinada
4,83
3,48
Fonte: IBGE Fonte: IBGE