Arquivo do blog

Compartilhe

Mostrando postagens com marcador Mercado de trabalho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mercado de trabalho. Mostrar todas as postagens

8 de jun. de 2012

Seu currículo já está no LinkedIn?


Estou produzindo um trabalho acadêmico sobre o LinkedIn, uma rede social que funciona, na verdade, como uma rede profissional. Diferentemente do que acontece no Orkut e no Facebok (que valorizam suas fotos e sua rotina diária), a intenção desta ferramenta é promover sua carreira profissional. Ao invés de amigos ou seguidores, nele você tem conexões. 

Minha página de "Contatos" no LinkedIn em 7/6/12
Antes mesmo de receber a proposta para produzir uma apresentação em sala a respeito desse site, eu já possuía meu currículo atualizado no LinkedIn. Para saber mais sobre este serviço e decidir criar seu perfil (caso ainda não o tenha), assista aos vídeos abaixo. 

O que é o LinkedIn? - Vídeo institucional postado na web pela própria empresa. 



Vitrine (28/02/2012) - O programa Vitrine entrevista Oswaldo Barbosa de Oliveira, presidente do LinkedIn Brasil. 


Você conhece o LinkedIn? - Vídeo feito pelos alunos do 6° semestre de Jornalismo do centro universitário Uniseb-Ribeirão Preto Fabiano Cruz e Fanny Victória para a disciplina de Edição em Telejornalismo, com o professor Jon Russo Estevão.


Procure-me no LinkedIn e estabeleça uma conexão. Vamos trocar informações profissionais. Até o próximo post!

20 de mar. de 2012

Elas na área

Ocupando cargos cada vez mais altos, mulheres brasileiras – e divinopolitanas – mostram a que vieram

Rafael Moreira
Ricardo Welbert

Em 2008, os cantores sertanejos Teodoro e Sampaio lançaram seu 23º álbum, intitulado Quem Vai Mandar no Mundo é a Mulher. A faixa que dá nome ao disco logo se tornou um dos maiores sucessos da carreira da dupla. A letra foi inspirada no crescimento da participação feminina em esferas sociais até pouco tempo dominadas pelos homens.

Em 2010, o Censo populacional realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que os compositores tinham razão. Naquele ano, as mulheres representavam 51,04% da população brasileira, enquanto os homens detinham apenas 48,96%. Estima-se a existência de 3,9 milhões de mulheres a mais do que homens no país.

Em Divinópolis, o cenário é o mesmo. Em 2010, o total de habitantes foi calculado em 213.076 (crescimento de 15,83% em relação ao último levantamento, realizado em 2000). Destes, 97,42% residem na área urbana do município. O número de mulheres (51,25%) continua superior ao dos homens (48,75%).

Mulheres na confecção em Divinópolis
(foto: Rafael Moreira)
De acordo com Antônio Rodrigues Filho, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Divinópolis (Sinvesd), as mulheres ocupam lugares estratégicos na indústria de confecção da cidade. “Elas representam 90% da massa operária e correspondem a 70% do empresariado. Essa presença marcante é um ganho muito positivo para elas, pois muitas são chefes de família”, disse.

Equanto homens tendem a trabalhar visando à produtividade (ou seja, a quantidade de peças produzidas), as mulheres objetivam a qualidade dos produtos. Para o presidente do Sinvesd, esse pensamento pode ser prejudicial à produção. “Os melhores índices de produtividade estão no Sul do Brasil, onde os homens estão mais presentes na linha de produção. Para alcançarmos os números daquela região, as mulheres que trabalham em Divinópolis precisam produzir mais”, comentou.

O predomínio de mulheres dentro e fora das indústrias de confecção influencia o consumo. Mais de 60% do que é produzido em Divinópolis corresponde à moda feminina (lingerie e roupas de praia). Marília Gomes dos Santos é gerente de uma loja de roupas na região central e garante que a clientela feminina é mais exigente. “Ao contrário dos homens, elas não se importam em pagar mais um produto de qualidade superior. Quando o produto deixa a desejar, elas criticam e pedem melhorias”, disse a comerciante.

Giovani da Silva é dono de uma confecção especializada em moda feminina. “Já tentei produzir moda masculina, mas não deu certo. Em Divinópolis o que “pega” é roupa de mulher”, afirma.

Vanildo Araújo, proprietário de um salão de beleza no bairro Belvedere, diz que as divinopolitanas levam a beleza muito a sério. “Existe uma concorrência acirrada no que diz sentido à conquista dos homens. Elas querem ficar cada vez mais bonitas. As comprometidas são as mais preocupadas com a beleza, pois não querem perder o homem para as concorrentes”, comenta.

Indiferença

A professora Batistina Maria de Souza Corgozinho, autora de um estudo sobre a evolução de Divinópolis, não vê influências positivas da maioria feminina. “Apesar de os números mostrarem uma quantidade maior de mulheres em todo o Brasil, a maioria delas continua ocupando cargos mal remunerados e não tendo tanto poder de decisão. Em Divinópolis, por exemplo, quem decide os rumos da cidade continuam sendo os homens”, afirma.

Felicidade

A jovem Elizandra Valquíria Reis, de 23 anos, ocupa um cargo tradicionalmente feminino. Ela é empregada doméstica – pelo menos por enquanto. “Pretendo recomeçar os estudos e procurar um trabalho melhor”, conta. De acordo com Elizandra, o segredo para conseguir um bom lugar é ter escolaridade. “Se para os homens é difícil conseguir boa colocação sem formação escolar, para as mulheres é um desafio maior ainda”, ressalta.

Em meio a tantos dados que mostram o aumento da presença feminina na sociedade brasileira, é importante observar a reação que estas informações causam nos homens. O pedreiro Aristides Fonseca Damasceno, que atualmente trabalha em uma obra na região central de Divinópolis, ficou feliz ao saber da predominância de mulheres. “Eu já desconfiava que elas eram maioria, porque passa muito mais mulher perto da obra do que homem. Isso é muito bom, porque se minha mulher me deixar, terei mais chances de encontrar a substituta”, afirma.

28 de fev. de 2012

Conhecimento nunca é demais

Uma pesquisa divulgada pelo Ibope em agosto de 2010 mostrou que a educação é a segunda maior preocupação dos brasileiros, perdendo apenas para a saúde. Emprego e salário aparecem em 4º lugar, citados por dez por cento dos entrevistados. Apesar de ter sido realizado há quase dois anos, o setudo pod ser considerado bastante atual. A preocupação com a educação faz muito sentido. Hoje em dia, na Era da Informação, ter apenas o Ensino Médio completo não é suficiente para muitos cargos simples. Na cidade de São Paulo, por exemplo, o candidato a gari que possuir cursos de inglês e espanhol tem muito mais chances de ser contratado - pois estes trabalhadores são frequentemente consultados por turistas estrangeiros. Cursos complementares, pós-graduação e MBA estão sendo cada vez mais considerados no mercado de trabalho.

É importante observar as ações do Governo Federal que estimulam o desenvolvimento da educação, como o Programa Universidade para Todos e o Financiamento Estudantil, que possibilitam a uma parcela maior da população o ingresso ao Ensino Superior. Com mais gente entrando na faculdade, as exigências dos contratantes estão aumentando, enquanto o diploma de graduação está se tornando comum e básico.

Tanta impertinência faz com que o candidato a uma vaga de emprego tenha dúvidas sobre o momento adequado para investir na educação - e em que área do conhecimento aplicar seu tempo e dinheiro. Para quem já possui curso superior e atua na área para a qual se formou, o ideal é dar sequência aos estudos com uma pós-graduação. Apenas por fazerem isto, já serão bem vistos pelos futuros empregadores, pois cada vez mais empresas valorizam o profissional que busca complementar sua formação acadêmica e se manter atualizado com as novidades do mercado. Cursos que ofereçam conhecimentos sobre questões do cotidiano são os mais valorizados. Para quem não deseja seguir as já bastante conceituadas áreas de Medicina e Direito, algumas boas opções são as Telecomunicações e a Mecatrônica (mecânica de robôs).

Além daqueles candidatos já formados e que possuem experiência, o mercado de trabalho recebe também os recém-formados sem experiência. É fato que tudo se começa do zero. Ninguém nasce com conhecimento nem experiência. Durante a faculdade, o estudante se depara com diversas oportunidades de estágios. Muitos deles não são remunerados - mas o aluno deve ter mais consideração pela possibilidade de aprender na prática. As principais preocupações de quem passa por um curso superior devem ser a máxima absorção dos conhecimentos oferecidos e o aprendizado prático da profissão. Se, durante esse tempo, o estudante tiver algumas horas do dia para investir em cursos de especialização, ótimo, pois eles agregam conhecimento prático e possibilitam uma intensa troca de experiência entre os envolvidos. O resultado será, certamente, um diferencial no currículo.

Na onda dos estudos sobre o mercado de trabalho, a Fundação Getúlio Vargas divulgou uma pesquisa apontando que cada ano de pós graduação cursado, abrangendo também o MBA, corresponde a mais de 40% de aumento na renda mensal de uma pessoa. Dar continuidade aos estudos é, pois, importante para alimentar o crescimento (ou seja, a maturidade) profissional. Além disto, cursos de atualização deixam o profissional a par do que acontece no mercado. Caso o trabalhador com um curso de especialização seja demitido, a possibilidade de recolocação (ou seja, de encontrar um novo emprego) também é maior. Os gestores de Recursos Humanos nas empresas também valorizam quem possui este tipo de complementação profissional. Num mercado cada vez mais competitivo, o acúmulo de conhecimento e experiências faz toda a diferença.