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6 de abr. de 2012

Tijolos da discórdia

Neste feriadão (6/4), reservei a manhã para entrevistar moradores de uma rua do bairro Chapadão, em Pitangui, sobre as condições de tráfego por lá (que não são nada boas). Isto, porém, será tema de um post no futuro. Quero mostrar agora um fato curioso que encontrei bem perto do local onde fui gravar. 

Na Rua Maravilhas, o proprietário de um terreno resolveu adiar a construção e deixou um monte de tijolos no meio da rua. Segundo um vizinho, motoristas enfrentam problemas no local por causa do material. Um pequeno acidente teria acontecido quando um veículo precisou desviar dos tijolos. 

Material abandonado na Rua Maravilhas (foto: Ricardo Welbert. 6/4/12)
Consegui o endereço do suposto dono dos tijolos e fui procurá-lo para saber se ele pretende removê-los da rua. Porém, não o encontrei. 

O inusitado

Segundo o vizinho que comentou o problema, a quantidade de tijolos existente hoje na rua seria a mesma deixada há quatro anos. Isso mesmo: há quatro anos. 

Em outro bairro da cidade, onde morei, se você coloca uma pilha de tijolos na porta da sua casa, no dia seguinte 20% do total (no mínimo) terá sido furtado. Em uma semana, não sobraria tijolo para contar história. Neste caso, o proprietário é uma pessoa de sorte.

23 de dez. de 2011

Jornal O Independente - Dezembro de 2011

Entrou em circulação nesta quinta-feira (22) a edição de dezembro do jornal O Independente, de Pitangui. Tive publicados um flagrante e uma reportagem de página inteira. 


Na capa, a manchete "estão brincando com coisa séria" traz o posicionamento do jornal diante do buraco que se formou na Rua Coronel José Saldanha, na região central. "O incrível é que durante esse período o buraco já foi tapado cinco vezes, mas não fica uma semana e volta a abrir novamente. Parece que os responsáveis pela obra não analisaram a dimensão que aquele problema pode causar. Será que estão esperando que aconteça uma tragédia no local para providenciar uma solução definitiva?", diz a legenda publicada na capa. 


Destaque também para a eleição do vereador Alexandre Barros para presidente da Câmara Municipal de Pitangui. Dejair Silésio é agora vice-presidente e Célio Leiteiro (que presidiu a Casa em 2011) passa ao cargo de secretário.


Na página 2, o Espaço 107, coluna da rádio Ativa FM, traz informações sobre o programa Saudade não tem idade, exibido pela emissora. Ao lado, a coluna Flagrante traz um registro fotográfico que fiz na Avenida Antero Rocha, bairro Gameleira. 


Outro destaque da edição é a disputa entre o Instituto Histórico de Pitangui e a Cúria Diocesana de Divinópolis por uma imagem sacra de São Francisco de Paulo. A reportagem foi originalmente publicada na mais recente edição da revista Questões, da Fundação Educacional de Divinópolis, onde curso Jornalismo. Devido à sua relevância, foi atualizada e republicada em Pitangui. Infelizmente, um dos entrevistados da reportagem faleceu recentemente. Ronan Ivaldo, presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico do município, colaborou (e muito) na apuração dos fatos, fornecendo-me documentos e explicações importantes sobre o assunto. Ivaldo chegou a ler a reportagem na Questões e disse-me que gostou. A história saiu no Independente poucos dias após sua morte em um acidente de trânsito (fato citado nesta nova versão da reportagem). 

Estes são apenas alguns dos muitos destaques da nova edição do O Independente. Você pode adquirir seu exemplar nas bancas de Pitangui ou na redação do jornal, que fica Praça Getúlio Vargas, 49, no Centro. 

Relacionadas

O antigo rádio do jornal "O Independente"


Asfalto molhado provoca acidente e mata pitanguienses na BR-262



16 de dez. de 2011

Segue velório de pitanguienses mortos em acidente na BR-262

Movimentação intensa neste momento no velório de Pitangui, onde estão sendo veladas as duas vítimas de um acidente ocorrido na noite desta quinta-feira (15) com uma ambulância da prefeitura da cidade. O presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Pitangui, Ronan Ivaldo, e o motorista da ambulância, Caio Augusto Lopes Cançado, morreram na hora. 

Caio Augusto Lopes Cançado
Caio Augusto era funcionário público contratado para o setor de transportes da prefeitura de Pitangui. Reconhecido por não reclamar de dificuldades e trazer sempre um sorriso no rosto e disposição para ajudar quem precisasse. Caio deixa mulher e um filho de 13 anos muito apegado ao pai. 

A terceira ocupante da ambulância, Maria Helena Maia Gouthier Caldas ("Lelé"), secretária de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico de Pitangui, esposa de Ronan Ivaldo, foi levada primeiramente para o pronto-socorro do hospital Nossa Senhora da Conceição, em Pará de Minas, e transferida hoje para o João XXIII, em Belo Horizonte, onde permanece com quadro clínico estável, sem risco de morte. 

Ronan Ivaldo com a esposa, Maria Helena Maia
(foto: Ricardo Welbert. 17/06/11)
De acordo com familiares, ela ficou bastante machucada, principalmente na região da clavícula e do maxilar. Ainda segundo parentes que estiveram no velório, Lelé ainda não foi informada sobre a morte do marido. Os médicos teriam dito que ela não possui condições de deixar a unidade para dar o último adeus ao companheiro. Os sepultamentos de Ronan Ivaldo e Caio Augusto estão previstos para daqui a pouco, às 17h. 

A pessoa

Ronan Ivaldo era presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Pitangui. Era também empresário, proprietário da sorveteria Cara Melada. Sempre empenhado em assuntos relacionados à cultura do município, Ronan era uma das fontes de informações relacionadas ao tema mais procuradas por jornalistas interessados em contar alguma história da cidade. Eu mesmo já o consultei diversas vezes. 

Parentes e amigos de Ronan relataram há pouco que ele costumava dizer, irônicamente, que tinha as três coisas que mais matam no Brasil: vício em cigarro, câncer e trânsito, pois teria uma agitada rotina de viagens para Belo Horizonte, onde se submeteria à quimioterapia. 

Na última terça-feira (13), estive com Ronan em uma lanchonete no centro de Pitangui. Disse a ele o quanto me senti feliz em saber que sua luta contra o câncer estava rendendo bons resultados. Quem viu Ronan há alguns meses, quando ele e a esposa procuravam o diagnóstico correto para sua doença, percebe como ele ganhou peso nos últimos dias. Sempre bem humorado até mesmo nas piores situações, Ronan me disse que estava surpreso com a própria recuperação, pois temia não estar aí (no mundo dos vivos) para comer castanha no Natal. 

Eu, como amigo de Ronan, posso dizer que este camarada fará falta em Pitangui. Tive a satisfação de dizer a ele várias vezes o quanto admiro seu empenho em preservar o patrimônio histórico de Pitangui. Com sua morte, em meu ciclo de amizades, assim como na cidade de Pitangui, ficou um grande vazio. 

Ronan Ivaldo
(foto: reprodução do YouTube)

Relembre

No vídeo abaixo, Ronan fala sobre ações da Justiça para conservar casarões de cidades históricas de Minas, particularmente em Pitangui. 


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Asfalto molhado provoca acidente e mata pitanguienses na BR-262

Começa o velório de Ronan Ivaldo



Asfalto molhado provoca acidente e mata pitanguienses na BR-262


Luiz Silva (Espacial FM)

A BR-262 foi novamente palco de uma tragédia. Desta vez, foi na região de Sítio Novo, em Florestal. O acidente foi por volta das 19h20 desta quinta-feira (15). Segundo levantamentos, a ambulância Fiat Doblo, placa HLF 1143, da prefeitura municipal de Pitangui, ficou sem controle perto da lanchonete Milhão, na pista Belo Horizonte/Pará de Minas, rodou e bateu na traseira da caminhonete D10 baú, GLQ 1552, de Mateus Leme, que estava parada no acostamento com defeito mecânico.

Cabo Diógenes, dos Bombeiros
(foto: Luiz Silva)
Cabo Diógenes Albuquerque, do Corpo de Bombeiros de Pará de Minas, comandou a equipe que esteve no local. Segundo ele, a ambulância, que era dirigida por Caio Augustos Lopes Cançado, de 45 anos, rodou ao ficar sem aderência com a pista, que estava encharcada de água da chuva. Aliás, chovia forte no momento da tragédia.




Caio Augusto (vítima fatal)
De acordo com Diógenes, o motorista e o passageiro da Doblo, Ronan Ivaldo da Silva Souza, 49 anos, tiveram morte instantânea. “Chovia bastante no momento do acidente. O motorista e o paciente morreram no local. Socorremos a esposa de um deles em estado grave para o hospital de Pará de Minas. O local estava bem escuro, mas era possível ver que ela estava inconsciente e bastante ferida.”, afirma o policial. 




O impacto chegou a empurrar o veículo atingido a uma distância de aproximadamente cinco metros do local em que estava parado. 

A esposa de Ronan, Maria Helena Maia Gouthier Caldas, 49, viajava no banco da frente, ao lado do motorista, e sofreu ferimentos graves. Ela foi encaminhada pelos bombeiros para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Pará de Minas, inconsciente.

(foto: reprodução do YouTube)


Ronan Ivaldo era presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico de Pitangui e passou o dia fazendo exames médicos em Belo Horizonte. A esposa dele, Maria Helena Gouthier, é secretária municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico do município. Ela continua internada no HNSC.



Cabo Diógenes Albuquerque salienta que só nesta quinta-feira, o Corpo de Bombeiros atendeu a quatro acidentes na BR-262, trecho entre o Milhão e o trevo de Pará de Minas. O bombeiro adverte que é preciso reduzir a velocidade ao trafegar pela rodovia, que está com vários pontos onde o veículo pode aquaplanar com facilidade:

“A PRF estava vindo de outra ocorrência de acidente. Os motoristas muitas vezes não conhecem a rodovia. Com a chuva, ocorre a aquaplanagem. É o que estamos vendo. É preciso diminuir a velocidade e ter mais atenção”, afirma. 

Assim que a notícia da tragédia chegou a Pitangui várias pessoas correram atrás de informações. As vítimas eram muito queridas na cidade e isso comoveu ainda mais os pitanguienses.

Os corpos de Caio Augustos Lopes Cançado e Ronan Ivaldo da Silva Souza estão no velório municipal e serão sepultados às 17h desta sexta-feira no cemitério de Pitangui.

Relacionados

Começa o velório de Ronan Ivaldo



Começa o velório de Ronan Ivaldo

Ronan Ivaldo (foto: reprodução do YouTube)
Já está sendo velado no velório municipal de Pitangui o corpo do presidente do Conselho de Proteção do Patrimônio Cultural e Turismo do município, Ronan Ivaldo. Ele faleceu após sofrer um acidente na noite desta quinta-feira, na BR-262, perto de Florestal. O sepultamento será às 17h.

Novas informações sobre a tragédia a qualquer momento, aqui no blog. 

Relembre 

Veja reportagem sobre ação da Justiça na recuperação de casarões histórico de Minas. Ronan Aparece algumas vezes. 

15 de dez. de 2011

Acidente com ambulância de Pitangui mata dois e fere uma

Duas pessoas morreram nesta quinta-feira (15), depois que a ambulância onde elas estavam capotou na BR-262, em Florestal, na região Central do Estado. A ambulância pertencia à prefeitura de Pitangui e levava três pessoas.

Morreram o motorista, Caio, e o passageiro Ronan Ivaldo, presidente do Conselho Municipial de Patrimônio, Cultura e Turismo de Pitangui, Ronan Ivaldo.

A secretária municipal de Turismo, Cultura e Patrimônio Histórico de Pitangui, Maria Helena Maia Gouthier Caldas ("Lelé"), esposa de Ronan Ivaldo, também estava na ambulância e teria sido arremessada para fora do veículo. Ferida, ela foi socorrida para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, o Pronto-Socorro de Pará de Minas. 

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não soube informar a gravidade dos ferimentos. A pista não precisou ser interditada, mas o trânsito ficou lento no local. Ainda não há informações sobre as causas do acidente.

Novas informações sobre esta fatalidade e o estado de saúde de Maria Helena a qualquer momento aqui no blog e na programação da rádio Amigos FM 90,9.

Arquivo 


No vídeo abaixo, Ronan Ivaldo concede entrevista sobre ações da Justiça nas cidades históricas de Minas Gerais.  Vale a pena assistir e relembrar a presença deste grande cidadão pitanguiense. 


Abaixo, o registro de um dos muitos encontros meus com a secretária Maria Helena Maia Gouthier Caldas. Desejo uma boa recuperação a esta grande amiga e força para superar a triste perda do marido.

O autor deste blog ao lado da amiga e colega de trabalho na prefeitura de Pitangui, Maria Helena Maia
(foto: Selma Assis. 31/10/11)

14 de dez. de 2011

Canteiro ou pasto?

Bodes saboreiam vegetação em canteiro na Avenida Antero Rocha (foto: Ricardo Welbert. 13/12/11)

Na Avenida Antero Rocha, em Pitangui, os canteiros centrais estão sendo uma verdadeira atração turística para bodes. Em plena manhã de terça-feira, os animais se alimentam calmamente. Na principal via de acesso aos bairros Gameleira, Jatobá e Padre Libério, representam risco de acidentes de trânsito. 

A secretaria municipal de Desenvolvimento Urbano argumenta que enviar equipes para cortar a vegetação no período chuvoso é perder tempo, pois logo a grama cresce novamente. Se depender dos bodes, o mato continua como está. Eles gostam de bancar os "jardineiros" do lugar. 

O proprietário dos animais não foi encontrado por este blogueiro nas imediações. Falta saber se ele tem alguma explicação a dar sobre os animais soltos em via pública. O que, por lei, não é permitido. A demora da prefeitura em atualizar o Código de Posturas do município, que é bastante antigo, impossibilita a cobrança de multas a quem deixa bichos passeando em via pública. Sabendo desta brecha na fiscalização, os donos abrem as porteiras para que a criação busque nos canteiros e praças a refeição de cada dia.

7 de nov. de 2011

Esgoto a céu aberto exige cuidados

Em Pitangui, esgoto a céu aberto traz desconforto para a população e coloca em questão a capacidade do poder público de enfrentar o problema de modo competente. Prefeito diz que a solução está na educação dos cidadãos

Ricardo Welbert

Córrego em Pitangui (foto: Ricardo Welbert)
O setor de saneamento básico representa um dos maiores desafios para os gestores municipais. Em Pitangui, o esgoto produzido pela população é um dos mais antigos problemas. Com relevo montanhoso, o local é cortado por córregos que recebem águas pluviais e detritos. No período de seca, o nível da água diminui, fazendo com que os materiais sólidos fiquem retidos nos cantos, aumentando o mau cheiro e atraindo mosquitos.

O aposentado Messias dos Santos Lemos, de 62 anos, é vizinho de um córrego no bairro Gameleira e diz que o ideal seria interromper o curso dos riachos e limpar todo o caminho. Porém, não soube explicar como fazer isto. “Do jeito que está não pode ficar. Essa porcaria toda é a pouca vergonha das autoridades. O prefeito deveria colocar tambores nas esquinas. Talvez assim as pessoas parem de jogar lixo onde não devem”, sugeriu.

Opinião diferente tem o soldador Rogério Nunes, de 48 anos, que mora ao lado do mesmo córrego. “A prefeitura faz a coleta do lixo em todos os bairros. Mesmo assim, existem pessoas sem consciência que confundem o quintal dos outros com a lixeira de casa”, comenta.

Para a dona de casa Adriana Fonseca, o pior de tudo são os pernilongos. “Eles gostam de sujeira. Onde tem esgoto, lixo, embalagens, pneus e até animais mortos, eles fazem a festa”, conta.

Em outro ponto da cidade, agora na região central, Célia Maria Timóteo, 43, balconista, falou sobre o incômodo causado pelo esgoto que corre a céu aberto nos fundos do local em que trabalha. “Mesmo com o estado de poluição avançado, vi uma pessoa jogando lixo e resolvi conversar com ela. Acho que todos nós, cidadãos, precisamos atuar como fiscais do meio ambiente e dos bons costumes. As pessoas reclamam do problema que todas elas criam. Mesmo com a natureza gritando por socorro, a maioria finge não ouvir”, lamentou.

Meio dia. No fogão à lenha, um vasto cardápio de comidas típicas de Minas. No ar, misturado com o cheiro de tempero, o odor que exala de um córrego que passa nos fundos e é trazido pelos ventos. Para Normando Lemos, 42, proprietário de um restaurante na Rua Lacerdino Rocha, uma situação bastante desagradável. “Deveriam dar início a um processo de despoluição imediata, instalando manilhas em caráter de urgência e arborizando as margens para evitar que as pessoas se aproximem”, sugeriu.

Prefeito já sabe

Em seu gabinete, o chefe do Executivo pitanguiense, Evandro Mendes (PT), recebeu a reportagem e falou sobre a situação dos córregos da cidade. “Antigamente, no tempo dos índios que viviam na região, estes riachos eram a principal fonte de subsistência. Era onde bebiam, se banhavam, lavavam suas vestes e utensílios. Eles, porém, tinham muito respeito pela natureza e evitavam poluir as águas. Hoje, as pessoas zelam pela limpeza do quintal de casa e jogam lixo dentro dos córregos. Pensam que tem domínio sobre a natureza, mas não têm. E a natureza reage. Com as chuvas, começam as enchentes que fazem as correções necessárias no leito”, divagou.

Para o prefeito, o capeamento (colocação de pedras soltas no fundo dos córregos) não é o melhor a ser feito. “Não se fala mais nisso e, sim, na recuperação dos córregos”, acrescentou. Perguntado sobre alguma atitude que esteja sendo tomada para amenizar ou resolver de vez o problema, Mendes disse que o melhor a ser feito é educar a população para que não jogue lixo nos regueiros. “Existe tecnologia para interceptar e tratar a água. Porém, ela exige investimentos constantes em manutenção”. O prefeito de Pitangui avaliou de forma negativa o comportamento das empresas de saneamento básico que preferem tratar a água totalmente poluída ao invés de recolher o esgoto de forma separada.

De acordo com o político, os governos do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) e da atual, Dilma Rousseff (mesmo partido), registram investimentos maciços em saneamento básico, com tratamento de esgoto e fim dos lixões que chegam a contaminar o lençol freático. “Em Pitangui, esse depósito de lixo a céu aberto não existe mais porque criamos a Associação de Catadores, oferecemos um galpão para a separação do lixo e realizamos a coleta seletiva com um caminhão para o lixo seco (reciclável) e outro para o molhado (restos de comida), que segue para um aterro controlado”, contou.

Outra atitude tomada por Evandro Mendes, de acordo com ele próprio, foi o convênio firmado com o abatedouro de gado. “Antes, os resíduos de animais processados no matadouro iam parar no córrego. A prefeitura cedeu espaço para uma empresa licenciada pela Fundação Estadual do Meio Ambiente que realiza a eliminação adequada dos materiais orgânicos”, afirma.

“Ainda espalhamos pela cidade vários coletores de pilhas e baterias, para que a população não faça o descarte nas sacolas destinadas aos catadores ou ao aterro controlado”, disse o prefeito. Os resíduos são colocados no subsolo, em uma vala de concreto que impede o contato dos componentes químicos com o meio ambiente.

Todos estes procedimentos adotados pela prefeitura, ainda segundo seu administrador, integram um conjunto maior que visa despoluir os córregos do município. Para isso, ele diz, precisa da participação de todos. “Já lançamentos várias campanhas educativas para que as pessoas evitem descartar lixo nos riachos. Apesar de haver um número considerável de moradores que não se identificam com as mensagens, continuaremos tentando. As crianças são os principais alvos, pois muitos pais já possuem uma mentalidade formada de que local de lixo é no córrego. A criança, conhecendo o mal que isso gera, chama a atenção dos pais”, explicou.

Engenheiro vê politicagem

O engenheiro civil sanitarista Pedro Xavier Filho conhece bem cada um dos córregos de Pitangui. Em seu escritório, no centro histórico da cidade, ele usa o Google Earth para detalhar os caminhos percorridos pelas águas e lamenta não ter conseguido convencer um ex-prefeito a aprovar um projeto seu que poderia amenizar o sofrimento de quem mora à beira do esgoto. 

Galeria de córrego que deságua
no centro de Pitangui (foto: Ricardo Welbert)
Filho projetou um sistema de comportas, que seriam pequenas barragens instaladas em determinados pontos dos córregos. Funcionaria como uma válvula de descarga. Quando o nível atingisse o ponto máximo, onde haveria uma bóia, a engrenagem seria acionada, a tampa subiria e a água desceria em alta velocidade, limpando o caminho e acabando com os ovos de pernilongos depositados nas poças. Se houvesse alguma pane no motor, a água represada não passaria por cima e, sim, pelos lados, o que impediria inundações. Seria uma espécie de barragem, operando automaticamente e suportando grande volume de água”, explicou. A ideia, segundo o engenheiro, não foi apresentada à atual gestão municipal. "Seria perda de tempo. Não investiriam tanto em algo que ninguém veria", lamentou.

Solo forte

De acordo com o engenheiro Filho, o solo de Pitangui é composto por um tipo de argila muito consistente. O assoreamento dos córregos é criado pelo acúmulo de entulhos. “Em Belo Horizonte, vários córregos estão sendo capeados, mas é uma obra muito cara. Nem todo político quer investir nisso”, comentou.

Um dos grandes problemas da atualidade, segundo ele, são aquelas pessoas que, sem formação adequada, dão palpites errados e tomam importantes decisões relacionadas ao meio ambiente. “Abriu-se um mercado de emprego que virou modismo”.

Para resolver o problema sanitário, o engenheiro sugere a construção de novas galerias que cobririam todos os trechos de córrego a céu aberto. Asfaltadas por cima, se transformariam em grandes avenidas que seguiriam em linha reta até a baixa região central. “Para isso, porém, seria preciso investimento do governo Federal, porque obra de esgoto fica embaixo do chão e nenhum político local quer investir recursos próprios em algo que não estará ao alcance dos olhos dos eleitores. Verba federal chega carimbada e com ordem de serviço. O Brasil nunca teve tanto dinheiro como hoje. Deveria ajudar municípios menores a acabar de vez com o esgoto a céu aberto”, confessou. 

Ao que tudo indica, será difícil, pelo menos nos próximos quatro anos, ver o sonho de Filho realizado, uma vez que o grosso da verba federal destinada à infraestrutura está sendo injetado em estádios de futebol. 

19 de abr. de 2011

Estudantes de Pitangui ajudam a combater a dengue

Cidadania é agir em benefício de uma cidade e seus cidadãos. Alunos do Colégio Municipal Lima Guimarães deram um ótimo exemplo de cidadania ao realizaram uma passeata contra a dengue no dia 14 de abril. A manifestação aconteceu no bairro Chapadão.

Alunos deixam prédio da escola em direção às ruas: educação e combate efetivo
(foto: Luciana Cordeiro)

Crianças usaram instrumentos musicais para fazer barulho e chamar atenções para sua causa
(foto: Luciana Cordeiro)

Garoto segura cartaz da campanha de combate à dengue: educação começa na escola
(foto: Luciana Cordeiro)
Os estudantes receberam o apoio de um supervisor de combate à endemias e de uma educadora em saúde. Eles distribuiram panfletos e mobilizaram a população para a importância de se combater o mosquito transmissor, já sabendo que o número de notificaçãoes da doença no naquele bairro tem aumentado significativamente nos últimos meses. Parabéns para o Colégio Comercial Municipal Lima Guimarães pela atitude responsável. 

7 de mar. de 2011

Tristes realidades

Fevereiro foi mês de tragédias pela região centro-oeste de Minas.

Por volta das 3h da madrugada da quarta-feira 23, policiais rodoviários de Pará de Minas foram chamados ao quilômetro 483, da BR-352, perto da balança de pesagem de caminhões em Pitangui, onde depararam com o Ford Fiesta vermelho, de Nova Serrana, batido em um barranco.

A condutora do Fiesta, Alexandra Marcela Viegas de Faria, de 21 anos, teve morte instantânea e o seu corpo estava dentro do veículo. Pelos levantamentos iniciais, ela aparentemente perdeu o controle do carro e bateu de frente com o barranco.

De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual, a vítima não possuía carteira de habilitação. O corpo foi removido pelo serviço funerário após o trabalho da perícia técnica. Alexandra Marcela Viegas de Faria morava em Pitangui.

Na página da jovem no Orkut, parentes e amigos estão deixando suas mensagens de saudade, tristeza e incredulidade.



Na página de recados da jovem Alexandra Marcela no site de relacionamentos orkut.com, lamentações de parentes e amigos (foto: reprodução da internet)



Na tarde da sexta-feira (25/2), registrou-se uma fatalidade em Nova Serrana. Edson Gontijo de Souza, de 53 anos, conduzia um automóvel Ford Escort, cor cinza, com placa de Divinópolis. Ele teria perdido o controle em uma curva, rodado na pista e batido de frente com a carreta Mercedes-Benz branca, placa de Bom Despacho, conduzida por um homem 50 anos. De acordo com a PRE, com o forte impacto, o Escort se partiu ao meio e o condutor teve morte instantânea. O corpo da vítima ficou completamente dilacerado.

Veículo se partiu ao meio (foto: Israel Ferreira)
Sem controle, a carreta invadiu a contramão de direção e parou fora da pista. O motorista teve apenas ferimentos leves e estava muito assustado. Ele contou aos policiais que chovia forte no momento em que o carro rodou na pista.

O corpo de Edson Gontijo de Souza foi liberado para a funerária após os trabalhos periciais. Muito óleo da carreta ficou espalhado pelo asfalto e o Corpo de Bombeiros de Nova Serrana precisou lavar a pista para evitar novos acidentes.

Na manhã do sábado seguinte, eu estava em casa quando recebi um telefonema. Havia ocorrido outro acidente na BR-352, agora no sentido Pitangui / Martinho Campos. Fui imediatamente para o local e deparei com o corpo de um homem sendo levado na traseira de um veículo de funerária. Mais uma vítima fatal.

O condutor de um VW Gol teria dormindo enquanto dirigia e invadido a pista contrária. Bateu de frente com um caminhão, teve um dos braços arrancado e sofreu vários ferimentos pelo corpo. Morte instantânea.

Automóvel Gol ficou destruído na batida que tirou a vida de seu condutor (foto: Ricardo Welbert 06/2/11)

Em nenhum dos casos que mencionei as estradas estavam ruins. Aliás, boa parte das rodovias da região está com asfalto muito bem conservado. Porém, isso às vezes favorece o aumento de velocidade. As rodovias também tem placas alertando quanto aos limites de rapidez.

Entra ano e sai ano, o governo renova as abordagens das campanhas de combate à dengue – e muita gente não consegue atender ao simples pedido de não deixar água acumulando em latas, pneus, garrafas, vasos de plantas..., enfim.

As placas das estradas tem sido como as campanhas de combate ao aedes: existem por toda parte, mas estão sendo negadas por muitos. Quem sofre as conseqüências são os vizinhos que pegam dengue e os condutores que trafegam pela mesma pista que pessoas inconseqüentes que não sabem de suas responsabilidades quando estão entre a poltrona e o volante.