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4 de dez. de 2017
21 de nov. de 2017
Jornalista Marcelo Freitas explica campanha em prol do Instituto Histórico de Pitangui
O Instituto Histórico de Pitangui celebra 50 anos com uma campanha em prol da preservação de seu acervo.
29 de out. de 2012
Livro discute tombamento e suas consequências
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| A construção do tombamento (2012, Comunicação de Fato) |
A construção do tombamento, do premiado jornalista Marcelo Freitas, conta a história da evolução urbana de Pitangui, dos primeiros anos até o recente tombamento de seu centro histórico, em meio a uma intensa polêmica que envolveu o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Minas Gerais, a prefeitura e proprietários de imóveis localizados na área tombada. A publicação lança um olhar sobre o futuro. A ideia é que o tombamento, mais do que um ato jurídico, é um processo em permanente construção
Para comprar, acesse o site da editora.
Sobre o autor
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| Marcelo Freitas com seu mais novo livro (foto: Ricardo Welbert) |
Marcelo Freitas é jornalista profissional, formado em 1981 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestre em Ciências Sociais pela PUC Minas. Trabalhou nos jornais mineiros Diário do Comércio, Hoje em Dia, O Tempo e Estado de Minas. Em 2001, recebeu os prêmios Líbero Badaró e Esso Regional Sudeste pela reportagem sobre os altos salários dos deputados estaduais mineiros. Foi professor do curso de Jornalismo da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte, onde coordenou o Laboratório de Jornalismo Impresso. Foi assessor de comunicação da UFMG. Marcelo Freitas também é o autor do livro Não foi por acaso, que reconstitui a história dos trabalhadores que construíram a siderúrgica Usiminas, no Vale do Aço, Minas Gerais, e morreram no Massacre de Ipatinga. Em 2010, Não foi por acaso recebeu menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo e Direitos Humanos, dado pelo Sindicato dos Jornalistas da Cidade de São Paulo e pelo Instituto Vladimir Herzog.
16 de mai. de 2012
Pitangui no jornal Estado de Minas
O jornal Estado de Minas, veículo de mídia impressa mais prestigiado em Minas Gerais, publicou, dia 15/5, reportagem sobre Pitangui em seu caderno de Turismo. O texto foi confeccionado pelo jornalista Paulo Henrique Lobato, que é descendente de família pitanguiense. Ao garimpar informações, o repórter recorreu ao blog Daqui de Pitangui, que já foi mostrado aqui como página da internet que divulga o município. Parabéns ao jornal pela excelente pauta, ao repórter pela excelente reportagem e a turma do blog que, novamente, teve o trabalho merecidamente reconhecido.
Leia a matéria na íntegra
VIDA BOA LONGE DA AGITAÇÃO
Cidade, que já foi uma das mais importantes vilas do ouro do estado, é boa opção para servisitada e curtida. Berço de muita história, é ideal para quem busca tranquilidade
Paulo Henrique Lobato
Última das chamadas sete vilas do ouro em Minas, Pitangui, fundada por bandeirantes paulistas, em 1715, é boa pedida para quem deseja passar um fim de semana ou feriado prolongado longe dos grandes centros urbanos. Casarões e fazendas coloniais, becos e outras paisagens bucólicas, minas de ouro desativadas, pescaria nos rios Pará e São João, rica culinária e um povo bastante acolhedor são algumas das muitas características dessa cidade histórica do Centro-Oeste do estado, no sopé da Serra Cruz do Monte, a 150 quilômetros de Belo Horizonte e com cerca de 25 mil habitantes.
O Centro do lugarejo, também chamado de Velha Serrana, é tombado pelo Instituto Histórico do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), num total de 16 ruas e becos e 132 imóveis. Por isso, uma dica: comece seu passeio pelas ladeiras antigas, onde está a maior concentração de casarões dos séculos 18 e 19. Lá também está a matriz de Nossa Senhora do Pilar, erguida, na década de 1940, em substituição à antiga igreja jogada ao chão por um incêndio.
Padre Belchior
Tanto o interior quanto o exterior da matriz merecem a atenção dos visitantes. Do lado de dentro, painéis coloridos do artista Giancarlo Scapolatempore, natural da cidade, contam passagens bíblicas. Do lado de fora, um dos atrativos é a escada que dá acesso à igreja. É lá que está enterrado o corpo de padre Belchior (1775-1856), conselheiro e confidente de dom Pedro I (1798-1834) e personagem importante na separação do Brasil do reino português.
Uma escritura na lápide do pároco informa que, em 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga (SP), o imperador, tão logo recebeu a famosa carta de José Bonifácio de Andrada, avisando-o da importância de a independência ser declarada, perguntou ao amigo: “E agora, padre Belchior?”. O pároco respondeu: “Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil, será prisioneiro das cortes e, talvez, deserdado por elas. Não há outro caminho senão a independência e a separação”.
Poucos metros acima da matriz, o imponente chafariz erguido na Praça Getúlio Vargas, datado de 1835, também ajuda a contar a história do município. Na parte frontal, o brasão do Império e a frase em latim, Viva a Constituiçam. “O chafariz também era um espaço social, onde escravos, por exemplo, se agrupavam para conversar”, conta o turismólogo Leonardo Morato. Ele e três amigos – Dênio Caldas, Licínio Filho e Vandeir Santos – montaram o blog Daqui de Pitangui (http://daquidepitangui.blogspot.com.br/).
O site, criado para resgatar a memória histórica e divulgar a cultura da cidade, sugere como passeio agradável uma ida à Serra Cruz do Monte, de onde se avista toda a cidade. “É um dos cartões-postais do local. Lá, há uma capelinha que foi erguida pelos escravos. A visão panorâmica da região é única”, diz o historiador Licínio Filho, nascido na capital e radicado em Pitangui há 12 anos.
Outra pedida é visitar, ou pelo menos apreciar, as fachadas dos casarões antigos, como o que serviu de moradia a Maria Tangará, uma das mulheres mais influentes do estado no século 18. Dona de grande extensão de terra e de centenas de escravos, ela também é lembrada por moradores antigos como uma das mulheres mais malvadas de sua época. Diz o dito popular, por exemplo, que Tangará mandou arrancar os dentes de uma escrava ao ouvir o marido elogiar o sorriso da negra. Hoje, o imóvel abriga uma escola pública.
Aconchego
Pitangui tem bons restaurantes, que oferecem a típica comida mineira. Para quem gosta de tomar uma cerveja gelada, a cidade conta com movimentados bares. A rede hoteleira também é para todos os gostos, de simples pousadas a hotel fazenda.
Para chegar ao município, siga de carro pela duplicada BR-262, em direção ao Triângulo Mineiro, e, a cinco quilômetros de Nova Serrana, entre à esquerda, na BR-494. A sétima vila do ouro fica 30 quilômetros adiante.
Saiba mais
Mãe de outras cidades
Mais do que a sétima Vila do Ouro – as outras seis, pela ordem cronológica, são Mariana, Ouro Preto, Serro, São João del-Rei, Sabará e Caeté –, Pitangui deu origem a várias cidades do Centro-Oeste mineiro. Entre seus ex-distritos ou ex-povoados estão Pará de Minas, Bom Despacho, Divinópolis, Luz, Martinho Campos e Nova Serrana. Pitangui foi fundada por desbravadores paulistas e, hoje, uma das festas mais tradicionais do município é a lavagem, com mangueiras e baldes d’água, de uma estátua, no Bairro Penha, erguida em homenagem aos bandeirantes que ajudaram a colonizar a região. A festa ocorre no domingo de carnaval.
22 de fev. de 2012
O misterioso casarão da Rua José Valadares
Construção histórica está decadente. Internautas colaboram com informações sobre o imóvel
Em Pitangui, muitos são os casarões coloniais em situação de abandono. Um deles é este, que fica na rua José Valadares, região central da cidade.
Em Pitangui, muitos são os casarões coloniais em situação de abandono. Um deles é este, que fica na rua José Valadares, região central da cidade.
Estas imagens foram feitas por mim na tarde desta terça-feira (21/2). Os portões de acesso à casa costumam ficar abertos. O mato alto deixa claro a falta de preocupação em manter o local bem cuidado. Subi a rampa de acesso e tive uma surpresa ao chegar mais perto da casa. Havia um carro lá.
Havia marcas recentes de pneus, indicando que o veículo foi parado ali há pouco tempo. Não tenho, ainda, informações precisas sobre a propriedade deste imóvel, mas uma série de mensagens que recebi após a publicação desta postagem sugere que o proprietário é um ex-vereador da cidade. É possível ver também o que parece ser um carrinho de pipoca (parecido com um que costuma ficar em frente a igreja matriz).
Perguntei, no Facebook, se alguém sabia alguma coisa sobre este casarão. Recebi os seguintes comentários:
"Acho que ainda mora gente nos fundos. Conheço eles. São pessoas mais de idade, antigos moradores da comunidade de Coqueiros. Não me lembro do dono da casa, mas já ouvi comentários. Minha mae me contou que o proprietário se chama Carlos Ataíde (que, pelo que tudo indica, foi vereador em Pitangui e hoje mora em Belo Horizonte. Meu avô fez o forro de bambu no interior da casa. Eita povo que tem história!".(G. F)
"Não tenho certeza, mas acho que o dono do hotel fazenda Santa Felicidade, o doutor Evaldo, é um dos herdeiros do casarão. Acho que o lance do casarão é briga de família - que um não vende a parte pro outro por vários motivos que não sei dizer". (A. L.)
"Me parece que é da família do Carlos Athaide, dono do hotel fazenda Santa Felicidade. Uma vez eu fui lá, há uns 15 anos, e vi que quase já não ficava gente no local. Agora, quando ao carro e o carrinho de pipoca, não sei. Será que tem alguém aproveitando o abandono e depositando coisas lá?" (S. A.)
"O casarão que você fotografou é do Carlos Ataíde". (C. F.)
"O casarão pertence ao pai do Carlos Ataíde. É uma pena que mais uma parte da nossa história está se deteriorando". (C. W.)
"Sei que os fundos do casarão era onde os escravos dormiam. Este casarão era uma parte integrada ao de Maria Tangará [onde hoje funciona a Escola Estadual Professor José Valadares] que, por sinal, tive o prazer de conhecer. Este prédio por dentro possui paredes e tetos pintados. Não sei se estão em bom estado de conservação, mas este lugar que os escravos ocupavam era muito interessante. Havia um fogão de lenha enorme, comprido, e uma cozinha ampla. Talvez fossem feitas ali as comidas da mansão. É isto que sei, pois já vi". (G. S.)
Postagem atualizada em 23/2, às 19h15.
"Me parece que é da família do Carlos Athaide, dono do hotel fazenda Santa Felicidade. Uma vez eu fui lá, há uns 15 anos, e vi que quase já não ficava gente no local. Agora, quando ao carro e o carrinho de pipoca, não sei. Será que tem alguém aproveitando o abandono e depositando coisas lá?" (S. A.)
"O casarão que você fotografou é do Carlos Ataíde". (C. F.)
"O casarão pertence ao pai do Carlos Ataíde. É uma pena que mais uma parte da nossa história está se deteriorando". (C. W.)
"Sei que os fundos do casarão era onde os escravos dormiam. Este casarão era uma parte integrada ao de Maria Tangará [onde hoje funciona a Escola Estadual Professor José Valadares] que, por sinal, tive o prazer de conhecer. Este prédio por dentro possui paredes e tetos pintados. Não sei se estão em bom estado de conservação, mas este lugar que os escravos ocupavam era muito interessante. Havia um fogão de lenha enorme, comprido, e uma cozinha ampla. Talvez fossem feitas ali as comidas da mansão. É isto que sei, pois já vi". (G. S.)
Postagem atualizada em 23/2, às 19h15.
Se você sabe alguma coisa a respeito deste casarão e quer fornecer essas informações, deixe seu comentário abaixo ou envie para ricardowelbert@hotmail.com.
23 de dez. de 2011
Jornal O Independente - Dezembro de 2011
Entrou em circulação nesta quinta-feira (22) a edição de dezembro do jornal O Independente, de Pitangui. Tive publicados um flagrante e uma reportagem de página inteira.
Na capa, a manchete "estão brincando com coisa séria" traz o posicionamento do jornal diante do buraco que se formou na Rua Coronel José Saldanha, na região central. "O incrível é que durante esse período o buraco já foi tapado cinco vezes, mas não fica uma semana e volta a abrir novamente. Parece que os responsáveis pela obra não analisaram a dimensão que aquele problema pode causar. Será que estão esperando que aconteça uma tragédia no local para providenciar uma solução definitiva?", diz a legenda publicada na capa.
Destaque também para a eleição do vereador Alexandre Barros para presidente da Câmara Municipal de Pitangui. Dejair Silésio é agora vice-presidente e Célio Leiteiro (que presidiu a Casa em 2011) passa ao cargo de secretário.
Na página 2, o Espaço 107, coluna da rádio Ativa FM, traz informações sobre o programa Saudade não tem idade, exibido pela emissora. Ao lado, a coluna Flagrante traz um registro fotográfico que fiz na Avenida Antero Rocha, bairro Gameleira.
Outro destaque da edição é a disputa entre o Instituto Histórico de Pitangui e a Cúria Diocesana de Divinópolis por uma imagem sacra de São Francisco de Paulo. A reportagem foi originalmente publicada na mais recente edição da revista Questões, da Fundação Educacional de Divinópolis, onde curso Jornalismo. Devido à sua relevância, foi atualizada e republicada em Pitangui. Infelizmente, um dos entrevistados da reportagem faleceu recentemente. Ronan Ivaldo, presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico do município, colaborou (e muito) na apuração dos fatos, fornecendo-me documentos e explicações importantes sobre o assunto. Ivaldo chegou a ler a reportagem na Questões e disse-me que gostou. A história saiu no Independente poucos dias após sua morte em um acidente de trânsito (fato citado nesta nova versão da reportagem).
Estes são apenas alguns dos muitos destaques da nova edição do O Independente. Você pode adquirir seu exemplar nas bancas de Pitangui ou na redação do jornal, que fica Praça Getúlio Vargas, 49, no Centro.
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21 de dez. de 2011
Atentado ao patrimônio histórico de Pitangui
| (foto: Leonardo Morato) |
A igreja de São Francisco, em Pitangui, continua em fase de restauro. Porém, o entusiamo de alguns com a preservação deste importante símbolo da história do município vai de encontro ao desrespeito de outros que buscam destruir as coisas. Na foto acima, feita pelo turismólogo Leonardo Morato e publicada por ele no blog Daqui de Pitangui, não é possível ver a placa de identificação do tempo.
Nas imagens abaixo, feitas por mim, é possível perceber os sinais de um verdadeiro ataque ao patrimônio público e histórico. Algum sujeito desocupado, sem algo melhor para fazer, passou tinta branca na placa instalada para orientar a população local e visitantes de qualquer parte do mundo (pois traz informações em inglês).
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| (fotos: Ricardo Welbert. 21/12/11) |
O que leva uma pessoa a praticar tamanha atrocidade? Para esta placa ser colocada aí foram empregados, além do dinheiro público, vários profissionais (desde a formatação do texto, a impressão na chapa até a instalação ao lado da igreja) e todos eles tiveram seu trabalho desrespeitado por um reles pintor de quinta categoria. É lamentável.
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