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17 de set. de 2015

Novos padrões da indústria da notícia


Mais uma excelente edição do "Observatório da Imprensa", que desta vez abordou um assunto muito delicado no jornalismo: as demissões em massa nos grandes grupos de comunicação. De tudo o que foi falado, ressalto uma afirmação do jornalista Silvio Barsetti: 

"Os grandes jornais do país viraram panfletos políticos nos últimos anos. Eles se partidarizaram, perderam a credibilidade e deixaram de ter o respeito de uma fatia importante da sociedade. A partir do momento em que viraram panfletos, muita gente deixou de assinar ou de comprar [na banca]".

Ressalto que não apenas os grandes, mas também os pequenos, de circulação local. Em quase toda cidade os jornais estão ou no bolso da situação ou no da oposição - e isso fica extremamente (absurdamente) evidenciado em suas manchetes e reportagens parciais e que não dão direito ao contraditório.

Os donos desses veículos se esquecem de que o leitor de hoje tem muito mais opções de noticiosos para consumir do que os da geração passada. Logo, só paga para ler o veículo no qual confia. Uma vez que se perde a confiança, meu amigo, é difícil recuperá-la.

29 de mai. de 2012

Antiética no telejornalismo

Engana-se quem pensa que os maus profissionais do telejornalismo estão apenas nas emissoras pequenas, que não conseguem pagar para ter os melhores jornalistas. Em tempos de internet, são milhares os exemplos de materiais ruins produzidos por trabalhadores das grandes redes. Passeando pelo YouTube, encontrei esta entrevista, feita por uma repórter da TV Bandeirantes. É possível perceber que este link tornou-se um viral, recebendo, até agora, 1.012.568 acessos. Se faz rir, o povo gosta. 


Como diz Boris Casoy: "isso é uma vergonha"! 

O rapaz foi preso sob acusação de estupro. A repórter precisa perguntar ao suspeito o que ele sente e se aceita ou não a acusação. O rapaz se defende (direito dele), afirmando que não estuprou a vítima. Por simples desconhecimento técnico sobre o nome de um exame clínico que talvez pudesse provar sua inocência, o rapaz erra o nome do procedimento e vira motivo de chacota para a repórter. 

Não consigo encontrar palavras para comentar a atitude dessa "jornalista". Teria essa jovem passado por uma faculdade de Jornalismo? Se passou, não aprendeu nada. Ela fere diversos princípios básicos de Ética e Moralidade. O jornalista que cobre crimes precisa ter muito cuidado para não condenar um suspeito perante a opinião pública. Suspeito é apenas suspeito. Apenas a Justiça pode julgá-lo e condená-lo - ainda assim, por meio de provas. A repórter tira sarro do rapaz, afirmando que se não estuprou, gostaria de estuprar.

Sinceramente, se eu fosse diretor de jornalismo da Band, colocaria essa pseudo-jornalista no olho da rua por justa causa. Na canopla daquele microfone está a logomarca de uma rede de televisão (uma empresa que, para se valorizar no mercado, precisa de credibilidade). Você, leitor, atribui credibilidade a esta repórter?

25 de out. de 2011

Liberdade no humor

Desrespeito ou brincadeira? No último mês, a frase "eu comeria ela e o bebê", dita pelo humorista Rafinha Bastos no programa CQC, da Rede Bandeirantes, sobre a cantora Wanessa, que está grávida, teve grande repercussão. A artista sentiu-se ofendida, acionou a emissora e o humorista foi suspenso por tempo indeterminado. Após a punição, Rafinha, que é autor de outras declarações polêmicas, atacou a cantora e o canal nas redes sociais. Ele chegou a pedir demissão, mas a questão ainda está em aberto na emissora.

O programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, reuniu comentaristas de peso e apresentou reflexões interessantes sobre o caso. Outros temas expostos atualmente também foram tratados de forma exemplar.

Parte 1 


Parte 2


Parte 3 


Este caso envolvendo Rafinha Bastos e Wanessa já foi tratado aqui no blog. Relembre: