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20 de set. de 2018
6 de jul. de 2018
26 de jun. de 2018
Gente morrendo por linha de pipa: até quando?
Um motociclista entregador de gás morreu depois de ser atingido por uma linha de pipa neste domingo, 24, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo reportagem publicada no “Super Notícia”, Igor Cesar Leal, de 38 anos, ainda tinha cerca de cinco entregas para fazer até encerrar o expediente e teve o pescoço cortado pelo que chamam de “linha chilena”, que é feita de cola de madeira e óxido de alumínio e corta quatro vezes mais do que o tradicional cerol à base de cacos de vidro.
De acordo com a Polícia Militar, a vítima foi atingida no pescoço e morreu na hora. O suspeito de usar a linha não foi encontrado. Segundo testemunhas, poucos minutos após o acidente, o cordão ensanguentado foi retirado do local, prejudicando a investigação do crime.
Uma das testemunhas disse que tudo aconteceu muito rápido. Igor pilotava a moto quando foi atingido pela linha e o sangue começou a jorrar. A foto acima mostra respingos no retrovisor.
Além do risco aos motociclistas, as linhas com cerol ou essa tal “linha chilena” também ameaçam pedestres e ciclistas. Segundo o Hospital João 23, em Belo Horizonte, de janeiro a maio deste ano foram dez vítimas socorridas na unidade. Já em 2017, 25 pessoas deram entrada pelo mesmo motivo. Em 2016, 33. Os dados se referem a vítimas que foram feridas mais gravemente. Casos mais leves costumam ser atendidos em outros hospitais.
Usar essas linhas cortantes é crime previsto no artigo 132 do Código Penal, que pune com pena de três meses a um ano de prisão quem expõe a vida de outra pessoa a perigo. Adolescentes flagrados na prática ilegal são levados a uma delegacia de Polícia Civil e liberados na presença dos pais ou responsáveis. Além disso, a lei 14.349, de julho de 2002, prevê multa de até R$ 1,5 mil para quem portar linha com cerol ou chilena.
Tão absurda quanto colocar a vida dos outros em risco é a pena máxima prevista para esses assassinos. Neste caso de Contagem, a vida de um trabalhador foi perdida e a pena prevista é de absurdos três meses a um ano de prisão.
Quanto vale a vida de uma pessoa? Um ano e três meses (no máximo) é um tempo de pena coerente com quem tira a vida de alguém?
Além disso, não dá pra punir só quem usa essas linhas chilenas. As polícias precisam investigar quem produz e quem vende essas armas e prender esses bandidos também (mesmo que por pouco tempo, porque o nosso Código Penal parece ter sido escrito para beneficiar criminosos). Qualquer um de nós pode ser a próxima vítima dessa brincadeira assassina.
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| Charge originalmente publicada no Agora de 26 de junho de 2018 |
8 de abr. de 2013
Operações fiscalizam táxis na madrugada
Objetivo é checar motoristas e passageiros do transporte particular
Ricardo Welbert
Sessenta veículos foram fiscalizados, 11 Autos de Infração de Trânsito foram lavrados, um carro foi removido e quatro motos foram retidas durante uma blitz da Polícia Militar, na madrugada de ontem, na região central. As abordagens aconteceram entre as avenidas 1º de Junho e Antônio Olímpio de Morais, com objetivo de abordar taxistas, mototaxistas e motociclistas suspeitos.
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| Taxista é abordado durante blitz na região central (foto: Divulgação/PM) |
As vias foram sinalizadas com placas e cones, como forma de potencializar a ação policial. Segundo as explicações da PM, viaturas foram posicionadas de forma estratégica. Uma equipe do Grupo Especializado em Prevenção Motorizada Ostensiva Rápida (GPMOR) apoiou a operação, que teve como alvo das abordagens os taxistas, mototaxistas e motocicletas em situação de suspeita.
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| Suspeitos são revistados por policiais militares (foto: Divulgação/PM) |
De forma simultânea, a polícia realizou a operação 'Proteja seu Bairro em São José dos Salgados', distrito de Carmo do Cajuru, por meio de radiopatrulhamento perto de estabelecimentos comerciais. "Várias pessoas que foram abordadas relataram que se sentiram mais seguras com a operação desencadeada pela da PM", afirmou o assessor do 23º Batalhão, capitão Jocimar Lúcio dos Santos.
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| Reportagem publicada originalmente no jornal Agora de 6/4/13 (foto: reprodução) |
Está perigoso dirigir em Divinópolis, diz motorista assaltado
Ricardo Welbert
Embora as polícias Militar e Civil se neguem a fornecer os números exatos de furtos e roubos de veículos em Divinópolis, as histórias de quem teve a moto ou o carro levado por bandidos na cidade servem de alerta. Por volta de 1h de ontem, o comerciante Wilson Martins de Freitas, de 65 anos, colocava seu Fiat Palio na garagem de casa, na rua Mato Grosso, no bairro Sidil, quando foi atacado por três homens.
"Eu estava voltando de uma reunião. Quando cheguei à esquina da minha rua, vi três rapazes sentados a mais ou menos 40 metros da minha casa. Achei que eles estivessem batendo papo, mas, quando abri o portão da garagem, os três se aproximaram de mim. Um deles me mostrou um revólver e fez ameaças. Eles pegaram meu relógio e fugiram em meu carro", conta a vítima.
Durante a fuga, os criminosos bateram na traseira de outro carro no km 123 da rodovia MG-050, sentido a Belo Horizonte, no bairro Vila Romana. O impacto foi tão forte que manchas de sangue ficaram no painel do veículo roubado. Mesmo feridos, os bandidos conseguiram deixar o carro e entrar em um matagal.
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| Policial observa veículo atingido durante fuga de criminosos (foto: Divulgação/PM) |
"Consegui recuperar alguns dos meus pertences, que estavam no carro, mas ele ficou bastante danificado. Como tenho seguro total, já mandei arrumar", conta o dono do veículo.
A rota de fuga dos ladrões foi transmitida às viaturas de plantão. Todos os hospitais de Carmo do Cajuru, Cláudio e São Gonçalo do Pará foram informados do caso e alertados para casos de três rapazes feridos.
Algumas horas depois, dois jovens, de 18 e 19 anos, deram entrada no hospital Santa Mônica, no bairro Padre Libério, em Divinópolis, onde funcionários fizeram uma denúncia de que dois suspeitos haviam chegado ao local bastante molhados, com ferimentos no rosto e na cabeça. Militares foram à unidade e prenderam Gustavo Henrique Salvino Viana, de 18 anos, que possui vários antecedentes criminais, e Lucas José Ferreira Sant'ana, de 19 anos. Com eles, foram apreendidos um celular e o relógio da vítima.
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| Assaltantes em fuga bateram carro e buscaram por socorro (foto: Ricardo Welbert) |
Os suspeitos confessaram o crime com riqueza de detalhes, explicaram como abordaram a vítima e tomaram o veículo dela. Eles ainda contaram que haviam escondido o revólver às margens de um córrego. Porém, embora tenham procurado no local, os militares não encontraram a arma.
Por causa dos ferimentos, os criminosos foram acompanhados ao Pronto-Socorro Regional. Após receberem alta médica, foram levados por militares até a delegacia. Eles responderão por assalto à mão armada, desobediência e porte ilegal de arma e foram encaminhados ao Presídio Floramar. "Espero que fiquem presos, porque existem provas contundentes e eles confessaram. Mas é possível que isso não aconteça, porque, no Brasil, a impunidade impera", reclama o motorista assaltado.
Medo
Esta não foi a primeira experiência de Wilson Martins de Freitas como vítima de assalto. Há 20 anos, ele viveu situação semelhante em São Paulo, na estação da Luz, onde foi agredido e assaltado por um grupo de homens. "Era noite e eu estava a caminho do hotel. Em São Paulo, sair na rua de madrugada realmente é muito perigoso, mas eu não esperava sentir a mesma coisa em Divinópolis, que tem população muito menor", comenta.
Para o comerciante, estes tipos de crimes na cidade só terão queda quando houver mais policiais nas ruas durante a madrugada. "A gente não vê uma presença constante de policiais nas ruas. Se houvesse mais policiais abordando as pessoas durante a madrugada, verificando seus documentos e perguntando o que fazem tão tarde nas ruas, os bandidos sentiriam medo", critica.
Ações
Conforme o jornal "Agora" mostrou em suas duas últimas edições, em reportagens sobre a incidência de furtos e roubos de veículos na cidade, as polícias Militar e Civil afirmam que não medem esforços para investigar e prender os autores destes crimes. O assessor de comunição do 23º Batalhão da PM, capitão Jocimar Lúcio dos Santos, afirma que o policiamento ocorre durante a madrugada, em vários pontos da cidade.
Pela Polícia Civil, o delegado que investiga crimes de furtos e roubos de veículos, Gildeilson Almeida Contão, disse ao jornal que 70% dos veículos furtados em Divinópolis são recuperados. Pela opinião dele, estes tipos de crimes são "esporádicos e casuais, praticados, em sua maioria, por pessoas que furtam ou roubam para quitar dívidas de drogas".
Ainda segundo explicações do delegado, estes crimes são praticados de forma "amadora", por criminosos que dão preferência para alvos fáceis, como motoristas descuidados e veículos sem equipamentos de segurança. Por isso, ele afirma, é que os motoristas devem ficar atentos à aproximação de pessoas estranhas e investir em equipamentos que possam dificultar as ações dos bandidos.
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| Esta reportagem, publicada originalmente no jornal Agora de em 6/4/13 (foto: reprodução) |
5 de abr. de 2013
70% dos veículos são recuperados, diz delegado
Ricardo Welbert
Com base na quantidade de inquéritos que verifica todos os dias, o delegado responsável por investigar crimes de furtos e roubos de veículos em Divinópolis, Gideilson Almeida Contão, afirma que cerca de 70% dos veículos furtados ou roubados na cidade recuperados. Ele faz o cálculo a partir da própria experiência diária de trabalho.
Uma tática para aumentar esse percentual é a realização semanal de operações integradas com a Polícia Militar (PM) nas regiões com maior incidência destes crimes. "Atuando na abordagem a veículos e condutores, cumprindo mandados de busca e apreensão em locais suspeitos e fiscalizando ferros-velhos, encontramos muitas irregularidades", explica.
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| Gideilson Almeida Contão salienta operações em conjunto (foto: Ricardo Welbert) |
Os estabelecimentos comerciais especializados em desmanchar veículos precisam de autorização para funcionar. Além disso, segundo o delegado, são obrigados a manter um livro de registros com todas as entradas e saídas de produtos e entregar as informações à polícia quando forem solicitadas.
"Temos investigado bastante, de modo que estes dados não estão se elevando, mas mantendo-se estagnados. Logicamente, a gente não trabalha sozinho. A PM, que atua bastante na recuperação de veículos, também merece destaque", comenta.
Quadrilhas
Contão salienta que, em Divinópolis, os crimes de furtos e roubos de veículos não são feitos por quadrilhas especializadas. Os bandidos que agem na cidade do Divino não costumam levar em conta a marca, o modelo ou o ano dos veículos.
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| Delegado Gideilson Contão afirma que roubos não são feitos por quadrilhas (foto: Ricardo Welbert) |
"Estes furtos e roubos são fatos esporádicos, casuais, praticados, em sua maioria, por pessoas que furtam para quitar dívidas com drogas. Muitas vezes, elas levam os veículos para locais afastados e os desmancham para vender peças e, com o dinheiro, alimentar seus vícios", comenta.
Na opinião do delegado, o índice de recuperação de veículos na cidade pode ser considerado bom. "A criminalidade aqui é 'amadora'. Quando os veículos possuem dispositivos de segurança, como alarmes e travas, eles ignoram e procuram veículos mais fáceis de furtar. Para nós, esse 'amadorismo' é bom, porque facilita a investigação e a redução de crimes deste tipo", diz.
As equipes de investigação, explica ele, são montadas de acordo com avaliações dos locais onde os crimes são mais praticados, o que permite detectar ações de possíveis quadrilhas.
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| Reportagem originalmente publicada no jornal Agora de 5/4/13 (foto: reprodução) |
Delegacia retifica números repassados
A reportagem abaixo foi publicada no jornal Agora de 5 de abril de 2013, um dia após a publicação, no mesmo veículo, de uma reportagem minha sobre o aumento no número de furtos e roubos de veículos em Divinópolis. No dia em que a matéria circulou, fui convidado para uma reunião na delegacia, na qual três delegados explicaram que os números fornecidos pela própria Polícia Civil estavam errados.
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| Chamada de capa para a reportagem (foto: reprodução) |
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Da Redação
A constatação de que os casos de roubos e furtos de veículos em Divinópolis triplicaram em dois anos, publicada ontem pelo Agora, repercutiu nos bastidores da delegacia regional de Polícia Civil, em Divinópolis, de onde partiram as informações que basearam a reportagem. Com base em uma planilha obtida na tarde de quarta-feira (3), no Centro de Processamento de Dados (CPD) da própria instituição, o texto apresentou a variação nos supostos registros de furtos e roubos de veículos, entre 2010 e 2013.
Depois de ler a reportagem, o delegado que apura ocorrências de furtos e roubos de veículos em Divinópolis, Gideilson Almeida Contão, convidou o repórter Ricardo Welbert, autor do texto, para uma reunião na delegacia, da qual participaram outros dois delegados da casa.
Para começar, o delegado regional, Fernando Vilaça, explicou que a tabela fornecida à reportagem apresentou números computados a partir do mês de junho de 2010. Por isso, na opinião dele, não seria correto comparar a soma dos números deste período com os de 2011 e 2012, que incluem registros de janeiro a dezembro. O que a reportagem fez foi somar as informações de 2010 e compará-las aos anos seguintes, deixando claro que os percentuais foram extraídos da tabela fornecida.
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| O delegado regional, Fernando Vilaça, afirmou que números de tabela não são exatos (foto: Ricardo Welbert) |
"Ao lidar com números delicados como estes, é preciso ter ferramentas bem mais sofisticadas do que as que temos em nossa delegacia. As melhores fontes de informação são os delegados titulares de cada tipo de caso, pois são eles que lidam diariamente com os processos de investigação", disse.
Foi preciso esclarecer que o delegado Gideilson Almeida Contão foi procurado em sua sala pela reportagem, que buscava balanços dos crimes de furtos e roubos de veículos na cidade entre 2010 e 2013. Foi ele quem sugeriu buscar as informações no CPD. Porém, na avaliação do delegado Leonardo Pio, que investiga crimes de trânsito, os dados também envolvem casos de apropriação indébita e furtos em veículos. Este detalhe, porém, não consta no documento fornecido ao jornal.
"Furto de veiculo é a subtração do automotor, não sendo o mesmo localizado. Furto em veículo é aquele furto casual, em que o automóvel é aberto e, de dentro dele, são furtados um ou mais objetos", disse o delegado.
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| Leonardo Pio explicou que furto "a" veículo não é o mesmo que furto "de" veículo (foto: Ricardo Welbert) |
Ao lembrar que a estatística referente ao ano de 2010 mostra apenas casos registrados a partir de junho, a Polícia Civil deixa claro que, se a composição de dados tivesse sido feita durante todos os dias daquele ano, incluindo furtos e roubos 'de' e 'a' veículo, a incidência de crimes naquele ano seria comprovadamente maior. Isto, de fato, altera a comparação feita pelo jornal entre os números de 2010, 2011, 2012 e 2013.
Com um exemplar do jornal de ontem em mãos, o delegado Gideilson Almeida Contão afirmou que, pela análise dos dados informados pelo CPD, não é possível concluir que um veículo é roubado a cada 12 horas em Divinópolis, conforme a principal manchete da capa.
| Gideilson Almeida Contão explicou que planilha fornecida inclui outros crimes (foto: Ricardo Welbert) |
"Na verdade, é possível que, a cada 12 horas, um veículo esteja envolvido em alguma ocorrência, que pode ser acidente de trânsito, roubo, furto, apropriação indébita, ou falta apropriação indébita, fato atípico que ocorre em uma relação entre casal. Talvez, a interpretação destes dados tenha sido equivocada, apesar de que, de forma global, a pesquisa revela um certo número. Mas, quando você vai refinar e revisar essa pesquisa nos devidos detalhes, no que é especificamente furto e roubo de veículo, temos uma redução nos furtos e roubos de veículos", argumentou.
A conclusão de que um veículo é roubado a cada 12 horas em Divinópolis foi feita a partir da soma dos dados informados na tabela fornecida pelo CPD da Polícia Civil, que mostra 730 casos de furtos e roubos consumados de veículos em Divinópolis, apenas no ano de 2012. Dividindo-se o número pela quantidade dias do período, chegou-se à média de dois registros por dia. Ainda conforme o delegado, na realidade, não é possível afirmar que os crimes de furtos e roubos de veículos, em Divinópolis, aumentaram entre 2010 e 2012.
"Estes dados estão estabilizados. Tanto é verdade que, na delegacia de furto e roubo de veículos, da qual sou titular, de janeiro até agora temos uma média de 100 inquéritos concluídos, nos quais identificamos as pessoas autoras do furto, do roubo ou da receptação. Encaminhamos isso à justiça. Deste universo, temos, mais ou menos, sem ser preciso, cerca de 80 pessoas efetivamente presas, que já aguardam julgamento", disse o delegado Gildeilson.
O delegado também criticou o uso do termo 'roubado' na manchete de capa ('Um veículo é roubado a cada 12h na cidade').
"Se a tabela fornecida classificou os crimes como 'furtos' e 'roubos', não seria possível dizer que um veículo é 'roubado' a cada 12h. Embora os leigos no assunto não saibam diferenciar 'furto' de 'roubo', nós, que entendemos disso, sabemos que não é bem assim", opinou.
Como o jornal Agora não é uma publicação segmentada a profissionais do direito, mas a pessoas de todas as classes sociais e profissões, a equipe de redação optou por usar o termo 'roubado' na manchete de capa por entender que o dicionário 'Aurélio', um dos mais respeitados no Brasil, classifica 'roubado' como 'objeto de roubo, furto ou afano'. O texto publicado abaixo da manchete de capa esclareceu, com base nas informações fornecidas, que dois veículos são 'levados por ladrões' a cada 24h na cidade. Além disso, para não deixar o leitor 'leigo no assunto' sem explicação, a reportagem publicada na página seis traz um quadro com o título 'entenda a diferença', que explica o significado jurídico de 'furto' e 'roubo'.
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| Reportagem originalmente publicada no jornal Agora de 5/4/13 (foto: reprodução) |
Leia também
Um carro é roubado a cada 12h em Divinópolis
4 de abr. de 2013
Um carro é roubado a cada 12h em Divinópolis
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| Chamada de capa para esta reportagem, publicada dia 4 de abril de 2013 no jornal Agora (foto: reprodução) |
Ricardo Welbert
Um veículo automotor é furtado ou roubado a cada 12 horas em Divinópolis. A afirmação é baseada em dados do Centro de Processamento de Dados (CPD) da Polícia Civil, obtidos com exclusividade pelo jornal Agora. Somente no ano passado, 730 casos foram confirmados. Divididos pelos 365 dias do período, chega-se ao cálculo de dois registros por dia.
As informações, extraídas de um banco de dados do Sistema Integrado de Defesa Social (Sids), mostram que, em 2010, houve 226 tentativas de furto de veículos, das quais 213 deram certo para os ladrões. Das 11 tentativas de roubos registradas no mesmo ano, 10 terminaram com veículos sendo levados por bandidos.
Das 538 tentativas de furto registradas pela polícia em 2011, apenas 23 terminaram com os bandidos presos e veículos devolvidos aos donos. Embora seis tentativas de roubo não tenham dado certo para os criminosos, outras 70 resultaram no desaparecimento de 15 carros, uma camionete e 54 motos.
O ano de 2012, por sua vez, registrou leve redução nas tentativas de furto. Faltou apenas um caso para que os números se igualassem aos 23 do ano anterior. Porém, os casos de furto consumados saltaram para 614 (crescimento de 19%). Com nove tentativas de roubo sem sucesso (contra seis em 2011), 116 foram confirmados (crescimento de 1.060% em relação ao período anterior).
Somente nestes quatro primeiros meses de 2013, que somam 93 dias (até ontem), foram confirmados 211 crimes de furtos e roubos de veículos. Se isso for dividido por estes 94 dias do ano, tem-se uma média de 2,24 veículos tomados por criminosos todos os dias.
Desde o início de 2013 até a tarde de ontem, 15 tentativas de furtos de veículos haviam sido registradas (contra 22 em todo o ano passado). Em exatos 94 dias de ano, 170 furtos foram confirmados. Embora quatro tentativas de roubo tenham sido frustradas, 41 foram deram certo para os ladrões, quantidade equivalente a 35% de todos os casos registrados ao longo de todo o ano de 2012, e 58% em relação a todas as ocorrências confirmadas em 2011.
Embora já possa ser considerado preocupante, o número de casos é ainda maior. De acordo com autoridades de segurança pública, muitas vítimas não chamam a polícia quando os crimes acontecem. Assim, o caso não passa a ser investigado e não aparece em estatísticas como estas.
O delegado que apura ocorrências de furtos e roubos de veículos em Divinópolis, Gideilson Almeida Contão, disse que o aumento na incidência desses tipos de crime é claro.
"Todos os dias ocorrem novos casos. É importante que todas as vítimas chamem a Polícia Militar para registrar o boletim de ocorrência, pois é através dele que o veículo passa a ser considerado furtado ou roubado em nosso sistema", explicou.
A incidência diária é confirmada também por Lucas dos Santos, auxiliar administrativo de um dos pátios autorizados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) a armazenar veículos recuperados pela polícia.
"A gente recebe, em média, cinco veículos recuperados todos os dias. Posso afirmar que são mais de 400 entradas por ano", comentou.
Casos ilustram
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| Furtado à luz do dia na região central, este carro continua desaparecido (foto: divulgação) |
A foto desta reportagem mostra um automóvel Vectra, prata, de placa JEZ-7962, furtado em 25 do mês passado. Por volta das 8h, o proprietário estacionou na rua São Paulo, região central. Quando voltou, às 10h30, não achou o veículo, que continua desaparecido.
Na noite de segunda-feira (1º), por volta de meia-noite, dois assaltantes abordaram o carro de um casal na rua Espírito Santo, no Centro. Armados com revólver, eles mandaram os ocupantes descerem e fugiram no veículo. A Polícia Militar foi chamada, conseguiu prender os criminosos e recuperar o veículo.
Um dia depois, um morador da mesma rua, que pediu para não ter o nome divulgado, contou que guardou o carro na garagem. Quando subia para o apartamento, percebeu que havia dois desconhecidos na garagem e resolveu observá-los de longe. Pouco tempo depois, os homens arrombaram uma caminhonete. Aos gritos, o morador chamou a atenção de vizinhos para o que estava acontecendo. Assustados, os bandidos fugiram sem levar nada.
"Na mesma hora, peguei o telefone, chamei a polícia e repassei todas as informações sobre o endereço, o horário do fato e as características dos autores. O policial disse que eu poderia ficar tranquilo, pois uma viatura viria ao local. Esperei até mais de meia-noite, e nada de o carro da polícia chegar. Para piorar, dois homens bem parecidos com os que haviam entrado na garagem passaram em frente à minha casa. A sensação é de insegurança", contou a testemunha.
Questionado sobre a demora no atendimento a este caso, o assessor de comunicação do 23º Batalhão da Polícia Militar, capitão Jocimar Lúcio dos Santos, disse que todas as viaturas de plantão recebem as primeiras informações sobre todos os crimes no mesmo instante em que as vítimas relatam a situação por telefone.
"Na verdade, um único minuto de demora é muita coisa para quem está numa situação como esta. Porém, a PM trabalha com prioridades. As principais delas são as que envolvem risco às vidas das pessoas. Em casos de assaltos à mão armada, como o que aconteceu na noite de 1º de abril, ao menos uma viatura segue imediatamente para o local".
Repercussão
Questionado sobre a incidência de furtos e roubos de veículos em Divinópolis, o capitão Jocimar Lúcio dos Santos disse que os proprietários precisam ficar atentos, para evitar os ataques.
"É recomendável que se instale equipamentos de segurança nos veículos, como alarmes, trancas de direção e travas de roda, pois eles dificultam o furto. Evitar reduzir a velocidade com os vidros das janelas abertos", orientou.
De acordo com o militar, a região central da cidade é a mais visada pelos ladrões de carros, porque a movimentação é intensa durante praticamente todo o dia. À noite, especialmente, motoristas ficam descuidados ao chegar com os veículos em casa. Estacionam em locais perigosos ou deixam a porta aberta ao abrir a garagem. Com descuidos assim, tornam-se alvos fáceis.
Entenda a diferença
Furto: ocorre quando o criminoso se apropria de algum bem (no caso, veículos) que pertence a outra pessoa sem que o proprietário perceba.
Roubo: acontece quando o criminoso faz ameaças à integridade física da vítima, usando faca ou revólver, por exemplo.
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| Reportagem originalmente publicada no jornal Agora de 4 de abril de 2013 (foto: reprodução) |
3 de abr. de 2013
Polícia incinera quase meia tonelada de drogas
Ricardo Welbert
Quatrocentos quilos de drogas, entre maconha, cocaína e crack, foram incinerados ontem à tarde, em Divinópolis. Avaliado em R$4 milhões, o material foi apreendido em ações das polícias Civil e Militar, nos três últimos anos.
Encaixotados, os produtos foram transportados sob forte escolta policial. A queima aconteceu no alto-forno de uma siderúrgica no centro industrial, a uma temperatura 1.200 Cº.
De acordo com o delegado Marcelo Nunes Júnior, o ano de 2011 teve 290 registros de autos de prisão em flagrante. Em 2012, foram 370. Neste ano, até ontem, foram 70. A droga queimada foi apreendida nestes 730 casos, nos quais mais de mil pessoas foram presas.
"Essa incineração era feita de ano em ano, mas isso deixou de ser feito neste prazo porque eu estava acumulando funções nas delegacias de tóxicos e homicídios", explicou.
Outra preocupação era o fato de que as drogas ficaram armazenadas na delegacia da cidade.
"A Polícia Civil pretende intensificar o combate à venda de drogas. Trabalhamos, agora, com um serviço de inteligência que vai chegar aos traficantes que trazem volumes maiores de entorpecentes para a cidade, até chegar aos 'cabeças' dessas organizações criminosas", disse o delegado.
Quatrocentos quilos de drogas, entre maconha, cocaína e crack, foram incinerados ontem à tarde, em Divinópolis. Avaliado em R$4 milhões, o material foi apreendido em ações das polícias Civil e Militar, nos três últimos anos.
Encaixotados, os produtos foram transportados sob forte escolta policial. A queima aconteceu no alto-forno de uma siderúrgica no centro industrial, a uma temperatura 1.200 Cº.
De acordo com o delegado Marcelo Nunes Júnior, o ano de 2011 teve 290 registros de autos de prisão em flagrante. Em 2012, foram 370. Neste ano, até ontem, foram 70. A droga queimada foi apreendida nestes 730 casos, nos quais mais de mil pessoas foram presas.
"Essa incineração era feita de ano em ano, mas isso deixou de ser feito neste prazo porque eu estava acumulando funções nas delegacias de tóxicos e homicídios", explicou.
Outra preocupação era o fato de que as drogas ficaram armazenadas na delegacia da cidade.
"A Polícia Civil pretende intensificar o combate à venda de drogas. Trabalhamos, agora, com um serviço de inteligência que vai chegar aos traficantes que trazem volumes maiores de entorpecentes para a cidade, até chegar aos 'cabeças' dessas organizações criminosas", disse o delegado.
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| Reportagem originalmente publicada no jornal Agora de 3 de abril de 2013 (foto: reprodução) |
Criminosos aplicam golpe da dívida
Ricardo Welbert
Consumidores do Centro-Oeste mineiro devem ficar atentos. Golpistas estão usando o nome do Tabelionato de Protestos de Divinópolis para fazer cobranças que não existem e enganar quem não entende as funções do cartório. Só ontem, o órgão registrou mais de 40 telefonemas de pessoas que afirmam ter sido procuradas por falsos funcionários do órgão.
Uma das vítimas é a empresária Fernanda Pereira de Rezende, de 34 anos. Dona de uma loja de artigos para presentes em Dores do Indaiá, ela recebeu um telefonema de um desconhecido, ontem pela manhã.
"A pessoa, muito educada, disse que meu nome seria protestado se não depositasse R$392, que seria a primeira de sete parcelas para quitar uma dívida", contou.
Sem se lembrar de dívida, a empresária pediu dados da empresa a quem ela deveria pagar. A pessoa do outro lado falou que não poderia fornecê-los porque o documento estava em um pacote lacrado.
"Desconfiei na hora, e disse que não pagaria dívida que não sei se é minha. A pessoa disse que meu nome iria para protesto. Pedi o número de telefone do cartório e, quando liguei, liguei, deu que os ramais estavam ocupados. Desconfiada, pesquisei no Google e descobri que o número que a mulher havia me passado era de outro município", relatou.
Quando finalmente conseguiu falar com um verdadeiro funcionário do Tabelionato de Protestos, Fernanda descobriu que havia escapado de um golpe.
"Fiquei impressionada ao saber que não havia dívida em meu nome. A pessoa que me ligou falava muito bem e poderia convencer, de forma fácil, qualquer pessoa que não tenha um pouco de desconfiança ou não saiba checar as informações de forma rápido", comentou a empresária.
O esquema não é antigo. De acordo com o escrevente Pedro Roberto Amorim Neto, o tabelionato de protestos recebe dezenas de telefonemas de vítimas todos os dias. Ele alerta que o órgão atua de acordo com a lei federal 9492/97, que não prevê a realização de cobranças por telefone ou e-mail.
"Quando um título é protocolado, a notificação segue por escrito, em via impressa, e a pessoa precisa assinar. A partir dessa etapa, ela tem um prazo de três dias para quitar a dívida, e isso não pode ser feito por meio de depósito ou transferência bancária. É preciso vir pessoalmente ao tabelionato", explica.
Além disso, o tabelionato não trabalha com prazo de horas para pagamento, mas, sim, de dias úteis. A atitude dos golpistas não gera dano financeiro para o tabelionato, mas lesa diretamente os consumidores que acreditam na conversa e depositam dinheiro nas contas bancárias informadas pelos criminosos, na esperança de pagar a suposta conta.
Crime
O delegado regional Fernando Vilaça, da Polícia Civil em Divinópolis, ficou surpreso ao ser questionado sobre casos de estelionato praticados em nome do tabelionato.
"Não temos registros destas tentativas, mas, de toda forma, é preciso que as vítimas destes golpistas registrem boletins de ocorrência e nos forneçam informações importantes, como os números dos telefones dos supostos cobradores. Isso vai ajudar bastante na investigação", diz.
Para saber
O Tabelionato de Protesto de Divinópolis funciona na avenida Antônio Olímpio de Morais, 338, no edifício Mariana, Centro. O telefone é o 3221-1838. Há, também, um site: www.protestodivinopolis.com.br.
Consumidores do Centro-Oeste mineiro devem ficar atentos. Golpistas estão usando o nome do Tabelionato de Protestos de Divinópolis para fazer cobranças que não existem e enganar quem não entende as funções do cartório. Só ontem, o órgão registrou mais de 40 telefonemas de pessoas que afirmam ter sido procuradas por falsos funcionários do órgão.
Uma das vítimas é a empresária Fernanda Pereira de Rezende, de 34 anos. Dona de uma loja de artigos para presentes em Dores do Indaiá, ela recebeu um telefonema de um desconhecido, ontem pela manhã.
"A pessoa, muito educada, disse que meu nome seria protestado se não depositasse R$392, que seria a primeira de sete parcelas para quitar uma dívida", contou.
Sem se lembrar de dívida, a empresária pediu dados da empresa a quem ela deveria pagar. A pessoa do outro lado falou que não poderia fornecê-los porque o documento estava em um pacote lacrado.
"Desconfiei na hora, e disse que não pagaria dívida que não sei se é minha. A pessoa disse que meu nome iria para protesto. Pedi o número de telefone do cartório e, quando liguei, liguei, deu que os ramais estavam ocupados. Desconfiada, pesquisei no Google e descobri que o número que a mulher havia me passado era de outro município", relatou.
Quando finalmente conseguiu falar com um verdadeiro funcionário do Tabelionato de Protestos, Fernanda descobriu que havia escapado de um golpe.
"Fiquei impressionada ao saber que não havia dívida em meu nome. A pessoa que me ligou falava muito bem e poderia convencer, de forma fácil, qualquer pessoa que não tenha um pouco de desconfiança ou não saiba checar as informações de forma rápido", comentou a empresária.
O esquema não é antigo. De acordo com o escrevente Pedro Roberto Amorim Neto, o tabelionato de protestos recebe dezenas de telefonemas de vítimas todos os dias. Ele alerta que o órgão atua de acordo com a lei federal 9492/97, que não prevê a realização de cobranças por telefone ou e-mail.
"Quando um título é protocolado, a notificação segue por escrito, em via impressa, e a pessoa precisa assinar. A partir dessa etapa, ela tem um prazo de três dias para quitar a dívida, e isso não pode ser feito por meio de depósito ou transferência bancária. É preciso vir pessoalmente ao tabelionato", explica.
Além disso, o tabelionato não trabalha com prazo de horas para pagamento, mas, sim, de dias úteis. A atitude dos golpistas não gera dano financeiro para o tabelionato, mas lesa diretamente os consumidores que acreditam na conversa e depositam dinheiro nas contas bancárias informadas pelos criminosos, na esperança de pagar a suposta conta.
Crime
O delegado regional Fernando Vilaça, da Polícia Civil em Divinópolis, ficou surpreso ao ser questionado sobre casos de estelionato praticados em nome do tabelionato.
"Não temos registros destas tentativas, mas, de toda forma, é preciso que as vítimas destes golpistas registrem boletins de ocorrência e nos forneçam informações importantes, como os números dos telefones dos supostos cobradores. Isso vai ajudar bastante na investigação", diz.
Para saber
O Tabelionato de Protesto de Divinópolis funciona na avenida Antônio Olímpio de Morais, 338, no edifício Mariana, Centro. O telefone é o 3221-1838. Há, também, um site: www.protestodivinopolis.com.br.
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| Reportagem orinalmente publicada no jornal Agora de 3 de abril de 2013 (foto: reprodução) |
2 de abr. de 2013
Homem pode ter sido morto por engano em Divinópolis
Após o registro do oitavo homicídio de 2013 em Divinópolis, a polícia trabalha com a hipótese de que a vítima, morta a tiros enquanto pilotava uma moto, não era o alvo do crime. A pessoa marcada para morrer seria o homem que estava na garupa. A reportagem que fiz a respeito, publicada no jornal Agora desta terça-feira (2), é reproduzida abaixo.
Polícia atribui oitavo homicídio do ano a engano
Vítima deu carona a jovem jurado de morte, de acordo com a PM
Ricardo Welbert
O oitavo homicídio do ano em Divinópolis foi registrado em plena tarde do sábado último (30), na rua Rubi, perto do número 626, no bairro Niterói. Jaime Maciel Lopes, de 42 anos, foi baleado enquanto pilotava uma moto. Segundo uma testemunha, ele tentou fugir a pé, mas caiu morto.
Quando a Polícia Militar chegou ao local, às 15h37, a vítima estava caída no chão, com uma marca de tiro nas costas. O local foi isolado de uma esquina a outra. Enquanto militares conversavam com testemunhas e impediam a aproximação de curiosos, o perito criminal Paulo Henrique dos Santos, da Polícia Civil, colheu informações para a investigação e liberou o corpo para o Serviço Municipal de Luto.
Ainda no local, os militares descobriram que o caso teve outra vítima. Um jovem de 20 anos, com passagens por tráfico de drogas, estava na garupa da moto conduzida por Jaime. Ele foi socorrido por um irmão e levado ao Pronto-Socorro Regional, onde o médico Carlos Miguel Valente detectou uma perfuração no abdome e outra no braço direito, que também estava fraturado. Ele foi transferido para o Hospital São João de Deus, sem risco de morte, de onde já recebeu alta.
Perseguição
À polícia, o sobrevivente contou que havia pegado carona com a vítima. Quando eles seguiam pela avenida Governador Magalhães Pinto, perceberam que estavam sendo seguidos por um automóvel Corola preto.
Na rua Rubi, os ocupantes do carro começaram a atirar. Baleado, Jaime perdeu o controle da direção e caiu. Os dois teriam tentado fugir a pé, mas Jaime não conseguiu ir muito longe. Os atiradores fugiram. Ainda de acordo com a PM, a vítima que sobreviveu não soube dizer quantos homens estavam no carro, mas desconfia da participação de dois que o ameaçaram no ano passado.
"Em princípio, a gente acredita que o alvo dos assassinos seria o rapaz que sobreviveu, porque ele possui antecedentes por tráfico de drogas e já vinha sendo ameaçado de morte. Já o condutor da moto, que morreu, não tinha histórico de envolvimento com crimes", disse o capitão Alexsander de Oliveira Silva, da PM.
4 de jan. de 2013
Furtaram a minha moto!!!
Na noite desta quinta-feira (3/1), minha motocicleta foi furtada na avenida Primeiro de Junho, região central de Divinópolis. Chamei a Polícia Militar e registrei um boletim. Mas, até o momento, o veículo não foi localizado. Veja as características e me ajude a achá-la.
- Yamaha XTZ 125, vermelha, ano 2004 e placa JVE-3472, registrada em Pitangui, MG.
- Na parte frontal, acima do farol, há dois adesivos pretos, com a silhueta de um homem e uma mulher.
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| Esta é outra moto, de mesmo modelo, parecidíssima com a minha |
Peço, por favor, que fiquem de olho nas motocicletas que virem por aí. Quem tiver informações pode repassá-las à polícia pelo 190 ou 181 (no qual você não precisa se identificar). Falar comigo também pode ser útil. Meu e-mail e MSN são ricardowelbert@hotmail.com. No Facebook, é só procurar por "Ricardo Welbert".
21 de nov. de 2012
Idosa perde R$ 24 mil em golpe
Vítima acreditou em promessa de recompensa e criminosos fugiram com dinheiro
Ricardo Welbert
Por mais que seja mostrado na imprensa, o crime de estelionato (cometido quando alguém busca obter vantagem própria por meio de fraude ou trapaça) continua fazendo vítimas em Divinópolis. Ontem, uma aposentada de 70 anos, moradora do bairro Jardim Nova América, entregou R$ 24 mil em dinheiro a uma dupla de golpistas. Quando percebeu o erro, era tarde demais.
O crime aconteceu por volta das 12h30. A idosa estava na rua Rio de Janeiro, perto do número 420, quando foi abordada por um homem de aproximadamente 75 anos. Moreno, de cabelos grisalhos e bem vestido, o desconhecido disse que era da cidade de Formiga e procurava um local, mas não se lembrava qual. Bem-intencionada, a idosa foi gentil com o sujeito e passou a conversar com ele.
Então, um rapaz de aparência jovem, cerca de 30 anos e pele clara, apresentou-se aos dois. Dizendo que se chamava Henrique, ele comentou que ouviu a conversa e que conhecia o local que o homem procurava. A partir daí, como em um passe de mágica que a senhora não conseguiu decifrar naquele instante, o idoso disse que tinha um bilhete premiado no valor de R$5.590.000,00 e que, caso os dois o ajudassem a receber o prêmio, daria R$ 590 mil aos dois.
Mas, conforme o idoso, os dois precisariam pagar R$ 60 mil para que o prêmio fosse retirado. Acreditando que estava diante de uma boa oportunidade de negócio, a idosa se ofereceu para ir a uma agência do Banco do Brasil na rua São Paulo, onde poderia sacar suas economias. Enquanto o homem mais velho esperava em um carro no lado de fora do banco, o mais jovem acompanhou a vítima dentro da agência. Como a quantia a ser sacada seria alta demais para ser realizada no caixa eletrônico, a operação foi efetuada no caixa convencional.
A idosa sacou todos os R$ 24 mil que estavam em uma conta em nome do marido. Depois de pegar o dinheiro da mulher, os dois homens pediram que ela fosse a uma agência da Caixa para sacar o valor do prêmio e prometeram que, dentro de alguns instantes, iriam à mesma agência. Porém, a mulher esperou por cerca de três horas e nenhum dos dois apareceu. Ela percebeu que havia caído em um golpe e chamou a polícia.
Arrependida
A vítima do golpe aceitou conversar com este repórter, mas pediu para não ter o nome revelado. Muito abalada, ela falou sobre a decepção que sofreu.
- Os dois pareciam ser boas pessoas. Conversamos bastante e eles ganharam minha confiança. Levei-os ao banco e acreditei quando disseram para eu ir à frente para sacar o prêmio. Estou muito triste, bastante decepcionada. Não esperava passar por isso - lamentou.
Ainda segundo a vítima, as câmeras do circuito interno do banco podem ter gravado o rosto do golpista que entrou com ela na agência. A reportagem procurou a gerência do Banco do Brasil, mas os telefonemas não foram atendidos.
PM orienta população a desconfiar
O assessor de comunicação do 23º Batalhão da Polícia Militar em Divinópolis, Leônidas Ribeiro, disse que a população precisa desconfiar de pessoas que prometem dinheiro fácil. No caso de idosos, como no fato informado pelo Agora, é preciso ter sempre um acompanhante.
- Idosos que vão ao banco acompanhados por familiares ou amigos de confiança correm menos riscos de caírem em golpes como este. Especialmente agora, com a aproximação do período de compras de Natal, as ruas ficam cada vez mais cheias de consumidores, o que desperta o interesse dos criminosos - explica.
É neste período que a PM realiza a 'Operação Natalina', com o aumento no número de policiais nas ruas. Em Divinópolis, os trabalhos ainda não estão marcados.
- Nesta época do ano, a cidade recebe muita gente de fora, incluindo aproveitadores. É preciso ficar atento para não ser enganado com promessas de recompensas ou pedidos de contribuições em nome de entidades beneficentes. Quem cair em golpe precisa chamar a polícia o quanto antes, para que consigamos encontrá-los a tempo - disse o capitão.
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| A reportagem acima, originalmente publicada no jornal Agora de hoje (21/11/2012) |
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