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23 de mai. de 2020
17 de jun. de 2013
Caminhos para o jornalismo investigativo
Com os veículos de notícias apostando cada
vez mais em textos curtos e rasos, parece faltar espaço para reportagens
investigativas, com narrativas longas e aprofundadas. Porém, jornalistas
interessados em escrever grandes denúncias podem ficar tranquilos, pois sempre
haverá lugar para eles.
É o que afirma o americano Mark Hunter, autor
do livro Manual Global de Jornalismo
Investigativo, publicado pela Unesco. "Vão te contratar para fazer o
que tem de ser feito. Esse jornalista nunca desaparecerá. Basta fazer o que
ninguém fez ainda", ele diz.
Durante o 1º Seminário Regional de Jornalismo
Investigativo, realizado no dia 9 de março, no auditório da Universidade
Anhembi Murumbi, em São Paulo, Hunter disse que o jornalismo investigativo no
Brasil evoluiu bastante na última década. "Antes, a formação em
investigação era uma piada", ele disse.
O especialista orientou que a investigação
jornalística comece a partir de um conceito e, daí, o repórter cheque todas as
possibilidades de melhoria. Afirmou que existem três ferramentas essenciais
para a realização de uma boa investigação jornalística: hipótese, cronologia em
perspectiva e coleta de material. É fundamental a organização e a fidelidade ao
método.
Hunter finalizou com dicas preciosas para quem pretende atuar com investigação jornalística. "Se a informação for confidencial, não deve ser guardada em meios eletrônicos. Se os dados forem essenciais para a matéria, não devem ficar guardados nem na casa do jornalista, nem na redação. Por fim, se você trabalhar com pessoas ou temas perigosos, o seu nome jamais pode constar na lista telefônica", ensinou.
Hunter finalizou com dicas preciosas para quem pretende atuar com investigação jornalística. "Se a informação for confidencial, não deve ser guardada em meios eletrônicos. Se os dados forem essenciais para a matéria, não devem ficar guardados nem na casa do jornalista, nem na redação. Por fim, se você trabalhar com pessoas ou temas perigosos, o seu nome jamais pode constar na lista telefônica", ensinou.
3 de set. de 2012
"Pimenta do Reino" tem duas sessões
O jornal Agora deste domingo (2/8) trouxe reportagem minha sobre as duas sessões do espetáculo Pimenta do Reino, apresentadas em Divinópolis e Carmo da Mata. Fundada em 2006, a Companhia de Teatro celebra os cinco anos desta peça mambembe, que integra o projeto Teatro é um Barato, desenvolvido pelo grupo.
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| Reprodução da página 4 do primeiro caderno do Agora deste domingo (2) |
Divinopolitana lança disco no Raul Gil
27 de ago. de 2012
Jornal Agora de domingo (26/8)
Quem visita meu blog há mais tempo sabe que houve uma época na qual eu postava com mais frequência aqui. No entanto, devido à correria diária (com o trabalho e a faculdade), sobram apenas alguns minutos durante a madrugada para escrever alguma coisa. E como meu blog serve para armazenar minhas produções, a partir de hoje vou postar as imagens das páginas do jornal Agora com reportagens minhas e comentar a produção das matérias. É uma forma de compartilhar com vocês um pouco do meu trabalho e, ao mesmo tempo, manter este blog em dia.
Geral
Pois bem. No jornal deste domingo (26/8), tive a satisfação de contar, com exclusividade, a história de um arqueiro italiano que veio ao Brasil para competir e acabou sendo flechado pelo cupido e se apaixonando por uma divinopolitana. Poucos meses depois, ele transferiu seu título de cidadão para cá e hoje vive ao lado dela na cidade. Sem deixar de lado a paixão pelo arco e flecha, ele deseja ensinar a modalidade por aqui - no entanto, precisa de um campo especial para isto.
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| "Amor à primeira vista no Brasil", traduzido do italiano frequentemente usado pelo casal |
Educação
Também no domingo, teve matéria minha sobre a visita de mais uma escola pública de Divinópolis ao jornal Agora. Jorge Luiz Guimarães, Douglas Oliveira e eu explicamos o básico sobre nossa rotina diária, antes de a meninada conhecer a gráfica.
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| Programa pedagógico que desenvolvo no Agora tem sido um sucesso com as escolas |
Polícia
E como a criminalidade não descansa nem no final de semana, precisei cobrir um homicídio ocorrido em Carmo do Cajuru. O crime chocou a população local. Para mostrar o fato em imagem, contei com a ajuda da minha nobre colega de faculdade Marcela Knupp, que me forneceu fotos.
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| Cobertura do homicídio por Ricardo Welbert, com foto de Marcela Knupp |
16 de jul. de 2012
Jornalistas do O Tempo, Jornal Pampulha e Super Notícia param o trânsito
Publico aqui no blog a nota que recebi há pouco do Sindicado dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, pois concordo plenamente com a mobilização. Só quem é jornalista sabe o quanto nossa profissão é desvalorizada. Vivemos cobrindo greves de vários profissionais insatisfeitos com o que recebem. Em alguns casos, jornalistas precisam tornar-se personagens de matérias semelhantes.
Jornalistas do O Tempo, Jornal Pampulha e Super Notícia param o trânsito
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| Manifestação em Belo Horizonte: protestar é preciso (foto: divulgação/SJP/MG) |
A primeira manifestação da Semana de Luta dos jornalistas de jornais, revistas e portais aconteceu nesta segunda-feira (16) na portaria do jornal O Tempo, Jornal Pampulha e Super Notícia com direito a trânsito fechado. Os manifestantes se mobilizaram em frente a redação do jornal equipados com apitos, nariz de palhaço e roupas pretas.
Os jornalistas interditaram a avenida Babita Camargos e reforçaram o apitaço durante 30 minutos. O suficiente para que o patronato e a população pudesse saber sobre a insatisfação da categoria com relação aos baixos salários.
Em assembleia realizada na última quarta-feira (11), a categoria rejeitou a contraproposta patronal de aplicação de 6% de reajuste em todas as faixas salariais e de pagamento do retroativo em única parcela, na folha de julho. A partir disso, a proposta de mobilização nas redações surgiu. A aprovação de uma Comissão de Mobilização da Campanha Salarial 2012 formada por diretores do Sindicato e representantes da categoria nos jornais, portais e revistas. A rejeição da contraproposta patronal é uma resposta da categoria ao descaso dos patrões. Nós, jornalistas, não podemos mais aceitar os baixos salários. As manifestações continuam!
Carro de som, faixas e manifestação dos jornalistas. !
Hora: 15h
Local: em frente as redações
Terça-feira (17/7) - Estado de Minas
Quarta-feira (18/7) - Portais e Revistas
Quinta-feira (19/7) - Hoje em Dia
Sexta-feira (20/7) - Diário do Comércio
29 de mai. de 2012
Antiética no telejornalismo
Engana-se quem pensa que os maus profissionais do telejornalismo estão apenas nas emissoras pequenas, que não conseguem pagar para ter os melhores jornalistas. Em tempos de internet, são milhares os exemplos de materiais ruins produzidos por trabalhadores das grandes redes. Passeando pelo YouTube, encontrei esta entrevista, feita por uma repórter da TV Bandeirantes. É possível perceber que este link tornou-se um viral, recebendo, até agora, 1.012.568 acessos. Se faz rir, o povo gosta.
Como diz Boris Casoy: "isso é uma vergonha"!
O rapaz foi preso sob acusação de estupro. A repórter precisa perguntar ao suspeito o que ele sente e se aceita ou não a acusação. O rapaz se defende (direito dele), afirmando que não estuprou a vítima. Por simples desconhecimento técnico sobre o nome de um exame clínico que talvez pudesse provar sua inocência, o rapaz erra o nome do procedimento e vira motivo de chacota para a repórter.
Não consigo encontrar palavras para comentar a atitude dessa "jornalista". Teria essa jovem passado por uma faculdade de Jornalismo? Se passou, não aprendeu nada. Ela fere diversos princípios básicos de Ética e Moralidade. O jornalista que cobre crimes precisa ter muito cuidado para não condenar um suspeito perante a opinião pública. Suspeito é apenas suspeito. Apenas a Justiça pode julgá-lo e condená-lo - ainda assim, por meio de provas. A repórter tira sarro do rapaz, afirmando que se não estuprou, gostaria de estuprar.
Sinceramente, se eu fosse diretor de jornalismo da Band, colocaria essa pseudo-jornalista no olho da rua por justa causa. Na canopla daquele microfone está a logomarca de uma rede de televisão (uma empresa que, para se valorizar no mercado, precisa de credibilidade). Você, leitor, atribui credibilidade a esta repórter?
2 de fev. de 2012
Piso salarial nacional de jornalistas pode ser fixado em R$ 3.270
Agência Rádio 2
Projeto de Lei, analisado na Câmara, pode fixar em três mil e 270 reais o piso salarial nacional dos jornalistas, com jornada de trabalho de 30 horas semanais. De acordo com a proposta, de autoria do deputado Andre Moura, do PSC-SE, o valor deve ser reajustado todos os anos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor.
O parlamentar diz que o projeto se aproxima da reivindicação histórica da Federação Nacional dos Jornalistas de um piso de seis salários mínimos, atualmente em três mil e 732 reais. Hoje os valores dos pisos desses profissionais variam de um Estado para outro e ainda de acordo com cada veículo.
Pesquisas da Fenaj apontam que o piso dos jornalistas alagoanos é o maior do país, dois mil e 114 reais, seguido pelo Paraná e por São Paulo. Os menores pisos da categoria são os do Rio Grande do Norte , 850 reais e de Sergipe, de quase mil reais. Outros Estados como Amapá, Bahia e Mato Grosso sequer têm definidos os salários-base para jornalistas.
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada por três comissões.
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