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19 de dez de 2011

Imóvel abandonado no centro de Pitangui acumula escombros, lixo e água parada

A saúde pública em Pitangui está ameaçada por um casarão em ruínas em frente a um dos principais cartões-postais da cidade: a igreja matriz de Nossa Senhora do Pilar. O imóvel, de número 25, não possui qualquer tipo de tranca. O acesso ao interior é livre tanto para pessoas quanto para animais. No dia 15/12, por sugestão de uma leitora do blog, visitei o lugar e fiz os registros abaixo.


Como é possível ver na imagem acima, o forro do telhado do alpendre está bastante danificado. Pode haver acúmulo de água da chuva em alguma fresta ou mesmo no local onde deveria haver uma lâmpada. 


O porão do imóvel mantém traços que, imagino, são do tempo em que escravos eram mantidos nos casarões de Pitangui. Alguns detalhes, como as grades desta janela, são bastante estranhos. 


A planta que nasceu em uma janela no pavimento inferior deixa claro que o local não passa por uma boa limpeza há muito tempo. 


Alô, equipe da secretaria municipal de Saúde e combate á dengue! As fotos acima e abaixo foram feitas especialmente para vocês. Cascas de ovos acumulando água da chuva.


Quantos mosquitos estas duas cascas poderiam render?


Esta sandália certamente não foi deixada no porão da casa por bandeirantes portugueses ou por escravos. Sua chegada ao local é bem recente. Sinal de que alguém andou se distraindo por ali.


Sala com teto solar.



Outra situação que precisa ser verificada pelas autoridades responsáveis: a fiação elétrica que passa pelo imóvel. Penso que ninguém gostaria de assistir ao incêndio de um casarão que aparece nas primeiras fotografias feitas em Pitangui. 

Não sou especialista em epidemias, mas tenho uma teoria a respeito dessa calha. Com as chuvas, a água se acumula nela e se torna criadouro do mosquito transmissor da dengue. O pequeno inseto sai, pica você, me pica, pica sua mãe, sua avó e todos nós morremos dengosos.


Quantos anos de abandono são necessários para deixar uma calha nesta situação deplorável?


Preocupado com minha própria segurança, não me arrisquei a entrar neste banheiro. O piso, de madeira, estava visivelmente fraco e poderia esconder desde cobras a escorpiões. O espaço estava tomado por teias de aranha (um pedaço de teia pode ser visto no canto direito da foto). E dentro daquele vaso sanitário e da caixinha de água da descarga? O que poderia haver lá? Filhotinhos do mosquito transmissor da dengue, talvez?


Uma espécie de porão visto de cima. Restos de vassouras espalhados pelo chão. 


Este sofá velho está em uma espécie de extensão do alpendre, na entrada do imóvel. Para aqueles tipos "baderneiros", que adoram transformar qualquer canto em motel, eis uma excelente opção. 


Encontrei, inclusive, restos de comida no imóvel abandonado. Apesar do mau cheiro, cheguei perto o suficiente para clicar os restos de pães contidos nesta sacola. 


A camada de água empoçada neste piso tem cerca de um centímetro ou dois de altura. 


Sujeira na varanda. 


Madeira, embalagens plásticas, pratinho de comida, água da chuva e pedaços de telhas. 


Destaque novamente para a sandália (que, aliás, não estava acompanhada pelo par), as cascas de ovos e, agora, também um copinho de plástico descartável. 


Lixo no porão.


Porão ou bat-caverna?


Ver esses canos assim, por baixo, é tenso. Pior é o teto: completamente encharcado.





Piso bastante empoeirado e visivelmente frágil. 


Natureza se desenvolve no interior do imóvel.


Muito lixo espalhado dentro da casa. 


Pelo que aprendi na cartilha sobre combate à dengue distribuída pelo governo municipal, estas são condições ideais para a reprodução do mosquito transmissor da dengue. 


Estas janelinhas são da Padaria Silva.


É possível ver que o pessoal da padaria Silva instalou uma espécie de tela fina nas janelas. Fizeram bem, pois mosquitos e outros pequenos insetos devem sair aos montes desse mato. 





Local onde o piso cedeu.


Teto do imóvel cedeu.






Este ponto é um dos que mais  perigosos. O piso do que seria a sala da casa desabou por completo, deixando à vista detalhes dos alicerces. 


Esta planta, confortavelmente instalada na mureta do alpendre, recebe luz solar e a água de chuva.


Para entrar no lugar, é preciso redobrar a atenção. Há armadilhas por todos os lados. Paredes que parecem prestes a desabar; pedaços de madeira e telhas espalhados pelo chão, podendo esconder cobras e outros animais perigosos. Na foto acima, o detalhe de uma escada que sobe (à esquerda) e de outra que desce. 


Como é possível ver, há muita madeira (restos do telhado que desabou), que pode se tornar esconderijo para escorpiões e aranhas. 




Não é difícil entrar no imóvel. A passagem é livre.


As imagens acima foram feitas neste endereço: casa de número 25, em frente à igreja matriz de Nossa Senhora do Pilar, no centro de Pitangui. 

Com esta postagem, o blog pretende alertar os responsáveis pelo combate à dengue (assim como outras doenças que exigem cuidados com a higiene), para que tomem as providências cabíveis. As próprias campanhas governamentais nos ensinam que a dengue mata e que denúncias devem ser feitas às autoridades responsáveis. 

O presente alerta vale também para a população, de modo geral. Pessoas que possuem imóveis desocupados, que se preocupem em vistoriá-los, verificar suas condições e evitar o acúmulo de água ou escombros. Saúde pública é de interesse de todos. É também responsabilidade de todos. 

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2 comentários:

Tatiana Santos disse...

Como assim? Um imóvel nesse estado em pleno centro da cidade e ninguém toma providencia??? Excelente denúncia, Ricardo Welbert!

Anônimo disse...

A pior notícia vem agora, pois a pouco tempo atrás, a casa ainda era ocupada, por dois moradore. (Não falarei o nome dos moradores por motivo de segurança rsrs). Acredito que foram arrastados de lá, pois a casa está desabando.
Vlw Ricardo W.

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