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8 de abr de 2013

Oficina de palhaço propõe terapia com riso

Ricardo Welbert

O mês de abril em Divinópolis vai ter palhaçada, sim, senhor, com uma oficina ministrada por Juvenal Bernardes, o 'Batatinha'. O objetivo é permitir um mergulho no universo do riso por meio de um ser mágico, que habita o imaginário desde a infância. A oficina é inspirada no jogo cênico do palhaço Clown, personagem que transforma a possibilidade de errar em espetáculo e, sem se intimidar, expõe seu fracasso, para delírio do público.

"Mesmo errado, ele segue sempre em frente, permitindo uma relação única com o fracasso. Na oficina, vamos usar isso de forma terapêutica, que é tendência em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde isso é trabalhado de forma muito bacana", diz Juvenal Bernardes.

A proposta, ele conta, é uma sucessão de jogos e dinâmicas que tornam o erro um instante de aprendizagem e de constatação de que o medo de fracassar e parecer ridículo é uma punição infundada que só faz prejudicar nosso desempenho. "Trata-se de usar a técnica do palhaço para permitir ao participante um encontro com sua criança interior. Além de divertido, é muito bom para combater o estresse e as tristezas da vida", comenta Bernardes.

Exercícios de respiração, jogos que aguçam o reflexo e estimulam a criatividade através da liberdade de estar em cena e em estado de jogo, técnicas de escuta, observação e atenção, improvisações, uso consciente dos níveis de energia, através de ações simples e da reflexão sobre o ridículo de cada um, estimulam a confiança, a aceitação e a sensibilidade.

Como participar

O curso é para pessoas interessadas no tema, com idade mínima de 15 anos. As aulas serão ministradas em 20 e 21 de abril, na avenida Rio Grande do Sul, 1.430, antiga Casa Barkaça. A inscrição custa R$ 60 e pode ser feita na Boutique do Livro, à avenida Antônio Olímpio de Morais, 487, no Centro. Ao término, serão emitidos certificados de participação. Os telefones para outras informações são: 3215-6921 ou 8815-9122.

O palhaço Batatinha

Juvenal Bernardes é ator, palhaço e contador de histórias. Em sua formação, participou de cursos e oficinas de palhaço com Cícero Silva (palhaço Titetê, do Doutores da Alegria), Ézoi Magalhães (do Barracão Teatro, de Campinas), Allain Vigneau (Lastravagante, da Espanha), Stefano Caratinelli (Giullari del Diavolo, da Itália), Johnny Melville (da Escócia), Vera Abud (As Graças, de São Paulo), César Gouveia (Jogando no Quintal, da capital paulista), Bruno Godinho (Yepocá, de Belo Horizonte), e de oficinas de contação de histórias com Roberto de Freitas, Zé Bocca, Jiddu Saldanha, Ludovic Souliman (da França) e Nícia Grillo. Em 2009, fundou a Cia. Borandá - Palhaços, Palcos e Palavras. É criador da Roda de Histórias, espaço de fomento á arte da contação de histórias e do projeto Nascentes de Histórias, de preservação da memória oral.

Reportagem originalmente publicada no jornal Agora de 7/4/13 (foto: reprodução)

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