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20 de mai de 2016

‘Ímpeto Mortal’ surpreende e empolga a cada reviravolta em investigação

Um romance policial surpreendente. Essa é a melhor definição que encontro para resumir o que senti ao ler "Ímpeto Mortal", de Paulo Gomes. A obra publicada em 2015 pela editora Multifoco narra a história de Juarez, um homem pacato e de bom coração que vive em Carmo do Cajuru, no interior de Minas Gerais. Sem nunca ter tido muita sorte com mulheres, ele via a velhice se aproximar a passos largos enquanto se lamentava pela perda da esposa que tanto amava. Os problemas começam quando surge Juliana, mulher linda, porém com um passado muito obscuro e perigoso. Ela parece um tipo de vírus de computador programado para destruir tudo o que toca.
Capa de 'Ímpeto Mortal', de Paulo Gomes (Multifoco/Divulgação)
Juliana tem um verdadeiro dom para ser odiada. Ela conseguia, com imensa felicidade, despertar um ímpeto mortal nas pessoas (o leitor também é afetado. Portanto, cuidado). Ninguém na cidade gostava dela, por razões bem convincentes. Fracassada e com uma filha para criar, ela vê em Juarez a chance de ganhar teto de qualidade e dinheiro fácil. Passa a iludir o rapaz com juras de amor e promessas de futuro a dois. Enquanto parentes e vizinhos o alertam sobre a nova companheira, ela continua criando novos motivos para ser detestada.

Um dia, porém, a mulher aparece morta – calma, não estou dando spoiler. Essa morte é citada na sinopse do livro, pois é o ponto de partida da narrativa. Se Juliana não morresse (ou seja, se a morte dela fosse uma surpresa para o leitor), não haveria história. Pois é justamente a partir desse fato que a trama mergulha na investigação.

Confesso que por várias vezes senti meu coração bater mais forte – aquela coisa de adrenalina pulsando nas veias – ao longo das 40 páginas de "Ímpeto Mortal". O autor constrói uma teia muito interessante de relações e os capítulos sempre terminam daquele jeito que todo mundo gosta: prendendo a atenção e aguçando a curiosidade sobre o próximo capítulo.

Paulo Gomes exibe 'Ímpeto Mortal' (foto: Ricardo Welbert)
Paulo Gomes exibe 'Ímpeto Mortal', seu segundo
livro publicado (foto: Ricardo Welbert)
Passei algumas madrugadas dizendo para mim mesmo: "só mais um capítulo, porque preciso dormir", "só mais um capítulo porque já está tarde".

Chega um momento em que Juarez se torna o principal suspeito da morte de Juliana. O sofrimento do homem que acabara de se tornar viúvo pela segunda vez muitas vezes o leva a atitudes desesperadas. Ele toma decisões às cegas e quase mata o leitor de susto em alguns momentos.

Mas não são só as atitudes da vilã Juliana e do protagonista Juarez que chamam atenção. Paulo Gomes teve o cuidado artístico de presentear cada um dos personagens com cargas de relevância específicas. Todos agem, reagem, se reprimem e se impulsionam. Todos são humanos e o que um faz reflete diretamente nas ações dos demais.

Aproximo-me dos momentos finais deste comentário com muito cuidado, pois não quero revelar detalhes da investigação nem contar quais são os personagens que ganham a cena e mudam completamente os rumos da história. "Ímpeto Mortal" é o segundo romance de Paulo Gomes e, de longe, sua melhor obra até então. 

A criatividade do mineiro de Divinópolis rende personagens psicologicamente ricos. A descrição dos cenários é eficaz e facilita nossa visão mental dos locais citados – característica que me lembrou muito o norte-americano Dan Brown. 

Paulo Gomes é um excelente exemplo de como alguém ainda pouco conhecido no meio literário (ele mesmo não divulga o trabalho como deveria) pode surpreender e ser tão bom quanto autores já consagrados, como Luiz Alfredo Garcia-Roza. Você terá a certeza de que "Ímpeto Mortal" ganhará lugar de destaque em sua estante logo aos capítulos iniciais – convicção que se concretizará quando chegar o momento no qual todos enterram seus mortos.

ÍMPETO MORTAL
AUTOR Paulo Gomes
EDITORA Multifoco
ANO 2015
QUANTO R$ 55

17 de set de 2015

Novos padrões da indústria da notícia


Mais uma excelente edição do "Observatório da Imprensa", que desta vez abordou um assunto muito delicado no jornalismo: as demissões em massa nos grandes grupos de comunicação. De tudo o que foi falado, ressalto uma afirmação do jornalista Silvio Barsetti: 

"Os grandes jornais do país viraram panfletos políticos nos últimos anos. Eles se partidarizaram, perderam a credibilidade e deixaram de ter o respeito de uma fatia importante da sociedade. A partir do momento em que viraram panfletos, muita gente deixou de assinar ou de comprar [na banca]".

Ressalto que não apenas os grandes, mas também os pequenos, de circulação local. Em quase toda cidade os jornais estão ou no bolso da situação ou no da oposição - e isso fica extremamente (absurdamente) evidenciado em suas manchetes e reportagens parciais e que não dão direito ao contraditório.

Os donos desses veículos se esquecem de que o leitor de hoje tem muito mais opções de noticiosos para consumir do que os da geração passada. Logo, só paga para ler o veículo no qual confia. Uma vez que se perde a confiança, meu amigo, é difícil recuperá-la.

8 de set de 2015

José Raimundo Machado é o novo presidente do Insittuto Histórico de Pitangui

O empresário e pesquisador José Raimundo Machado é o novo presidente do Instituto Histórico de Pitangui (IHP). A solenidade de posse ocorreu no dia 29 de agosto de 2015. Abaixo trechos de vídeos e algumas fotos que produzi na ocasião. A reprodução é autorizada, desde que citada a fonte. 







































































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