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8 de abr de 2013

Divinópolis perde monsenhor Evaristo José Vicente


Gisele Souto
Ricardo Welbert

Morreu neste sábado (6/04), no Hospital São João de Deus, uma das principais referências religiosas de Divinópolis. O monsenhor Evaristo José Vicente, que completaria 80 anos no dia sete de julho, estava internado há cerca de cinco dias, com problemas respiratórios. 

Religioso faleceu durante a manhã (foto: divulgação)
Figura admirada, atuou a maior parte de sua vida na cidade, tendo começado na Igreja Nossa Senhora da Guia. Somente na Catedral do Divino Espírito Santo, trabalhou por 28 anos. Sua últimas funções foram no Santuário Bom Jesus, no bairro Niterói. Mas, devido à idade e à saúde debilitada, ultimamente não realizava celebrações. 

Morava na Vila Vicentina, no mesmo bairro. Fora de Divinópolis, trabalhou somente em Araújos e Igaratinga. Na cidade do Divino, era muito querido. Por isso, recebeu muitas homenagens. Uma delas foi em 2009, no lançamento de um selo dos Correios, que homenageou os 50 anos da Diocese de Divinópolis.

Estátua

Com a morte do monsenhor, a discórdia entre a Cúria Diocesana de Divinópolis e o Instituto Histórico de Pitangui, a 41 quilômetros, perde sua única testemunha ainda viva. Em 24 de março de 1974, o então padre Evaristo José Vicente levou uma imagem sacra de São Francisco de Paula de Divinópolis para o Instituto Histórico de Pitangui (IHP), onde assinou um recibo informando que a peça seria "incorporada ao Museu de Arte Sacra" da cidade vizinha, onde ela está até hoje. Na década passada, a Cúria Diocesana de Divinópolis tentou reavê-la, mas não conseguiu, pois a peça foi tombada como patrimônio histórico de Pitangui, e, por isso, não pode mais sair de lá.

Em 2011, em uma entrevista à revista "Questões", Evaristo deu sua palavra de fé sobre o caso. "Dom Cristiano, bispo da época, estava preocupado com a exposição de uma imagem tão importante nas então inseguras instalações da Igreja em Divinópolis. Por isso, pediu que eu a deixasse sob os cuidados do Museu de Arte Sacra de Pitangui. Levei a imagem a título de empréstimo. O museu ficou responsável pela custódia da imagem, mas não se tornou proprietário dela. Tanto é que o recibo, assinado no ato da entrega, diz claramente que a peça pertence à paróquia do Divino Espírito Santo, em Divinópolis", contou.

O velório foi realizado no Santuário Bom Jesus. Às 15h, houve missa de corpo presente. Dezenas de pessoas fãs do trabalho do padre passaram por lá.

Reportagem originalmente publicada no jornal Agora (foto: reprodução)

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