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5 de abr de 2013

70% dos veículos são recuperados, diz delegado


Ricardo Welbert

Com base na quantidade de inquéritos que verifica todos os dias, o delegado responsável por investigar crimes de furtos e roubos de veículos em Divinópolis, Gideilson Almeida Contão, afirma que cerca de 70% dos veículos furtados ou roubados na cidade recuperados. Ele faz o cálculo a partir da própria experiência diária de trabalho.

Uma tática para aumentar esse percentual é a realização semanal de operações integradas com a Polícia Militar (PM) nas regiões com maior incidência destes crimes. "Atuando na abordagem a veículos e condutores, cumprindo mandados de busca e apreensão em locais suspeitos e fiscalizando ferros-velhos, encontramos muitas irregularidades", explica.

Gideilson Almeida Contão salienta operações em conjunto (foto: Ricardo Welbert)
Os estabelecimentos comerciais especializados em desmanchar veículos precisam de autorização para funcionar. Além disso, segundo o delegado, são obrigados a manter um livro de registros com todas as entradas e saídas de produtos e entregar as informações à polícia quando forem solicitadas.

"Temos investigado bastante, de modo que estes dados não estão se elevando, mas mantendo-se estagnados. Logicamente, a gente não trabalha sozinho. A PM, que atua bastante na recuperação de veículos, também merece destaque", comenta.

Quadrilhas

Contão salienta que, em Divinópolis, os crimes de furtos e roubos de veículos não são feitos por quadrilhas especializadas. Os bandidos que agem na cidade do Divino não costumam levar em conta a marca, o modelo ou o ano dos veículos.

Delegado Gideilson Contão afirma que roubos não são feitos por quadrilhas (foto: Ricardo Welbert)
"Estes furtos e roubos são fatos esporádicos, casuais, praticados, em sua maioria, por pessoas que furtam para quitar dívidas com drogas. Muitas vezes, elas levam os veículos para locais afastados e os desmancham para vender peças e, com o dinheiro, alimentar seus vícios", comenta.

Na opinião do delegado, o índice de recuperação de veículos na cidade pode ser considerado bom. "A criminalidade aqui é 'amadora'. Quando os veículos possuem dispositivos de segurança, como alarmes e travas, eles ignoram e procuram veículos mais fáceis de furtar. Para nós, esse 'amadorismo' é bom, porque facilita a investigação e a redução de crimes deste tipo", diz.

As equipes de investigação, explica ele, são montadas de acordo com avaliações dos locais onde os crimes são mais praticados, o que permite detectar ações de possíveis quadrilhas.

Reportagem originalmente publicada  no jornal Agora de 5/4/13 (foto: reprodução)

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