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3 de jan de 2011

Bem melhor que o primeiro, “Tropa de Elite 2” é prova de que o cinema brasileiro também sabe liderar bilheterias

Sucesso em todo o Brasil, o filme nacional “Tropa de Elite 2”, de José Padilha, bateu “Avatar” e conquistou o título de maior bilheteria da história do cinema brasileiro. E não é opor menos. Wagner Moura volta ainda mais brilhante ao dar vida a Nascimento, agora ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e secretário de Segurança do Rio de Janeiro. Enquanto o primeiro teve foco nas ações táticas do Bope, “Tropa de Elite 2” lançou olhar sobre a administração da secretaria de Segurança Pública do Rio e as polícias que atuam naquele Estado, especialmente na capital. A corrupção que corrói as esferas do poder público foi a questão mais problematizada na trama.

Veja o trailer

Terceiro filme

Correm os rumores de que José Padilha estaria pensando em mais um “Tropa”. Imagino que, caso seja verdade, o diretor precisará de muita inspiração para criar algo bom. Afinal, o segundo filme apresenta o fechamento da carreira de Nascimento na polícia. Inclusive, ao final, o próprio personagem diz que, para ele, “acabou” a vida de policial. Ele até sugere que não haja mais Polícia Militar no Rio – alegando que a instituição esteja sendo um antro de corrupção. Seria impossível que ele voltasse ao Bope.

Uma boa idéia seria trazer o filho de Nascimento - que no segundo filme critica a profissão do pai, colocando-o em uma zona de conflito entre família e trabalho. Em uma das cenas mais comoventes, o garoto pergunta ao pai por que o trabalho dele é matar pessoas. No desenrolar dos acontecimentos, o rapaz se torna vítima da violência no Rio ao ser baleado e quase morrer. Ele poderia seguir a carreira do pai e, em uma futura fita, voltar como membro do batalhão especial.

Dizem que em time que está ganhando não se mexe. Um terceiro filme talvez desgastasse muito a história – ainda porque sabemos que se trata de um enredo muito próximo da realidade social do Rio de Janeiro.

6 comentários:

João Victor Araripe disse...

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Visitarei diariamente seu blog, pois me interessei muito ! Espero que sempre visite o meu também !

Feliz 2011 !

Paulo Cheng (Rico) disse...

Cara, eu comprei a uns dois meses atrás o livro "Tropa de Elite". Li num fôlego só em 3 dias. Sugiro a leitura dele.

Ricardo Welbert disse...

Obrigado, João Victor! Vou acessar seu blog já, já. Obrigado também Paulo pelo comentário. Sobre o livro "Tropa de Elite", tenho ele em minha estante e garanto que li no mesmo fôlego que você. Estou com alguns livros aguardando para serem lidos. Assim que terminá-los, comprarei o "Tropa de Elite 2".

André disse...

Cara, acredita que até hoje eu não assistei nem o primero "Tropa de Elite"?!

Parece ser mto bom essa continuação.

Uma coisa que vc disse e que eu achei interessante, é com relação ao cuidado em que o diretor deve ter para não "afundar" o nome (conceito) do filme. O primeiro disseram que foi bom, o segundo está sendo um sucesso... agora, cautela será necessário para se pensar num terceiro filme.

Parabéns pelo post! Ficou ótimo eu vou tentar ir ao cinema (não vou há mais de um ano) para ver esse filme que me chamou mta atenção.

Até depois Ricardo.

Fábio Machado disse...

E isso aí Ricardo! Muito boa sua análise do filme...mas acho que o um terceiro tropa vai ser muito bom porque vai pegar o cenário nacional, a panorâmica sobre Brasilia, dá a entender que ele pode "cair para cima" ou seja se tornar um coordenador da inteligencia nacional ou da Policia Federal, se isso acontecer temos um herói nacional! Se ele já num é!
Abraços amigo!

Ricardo Welbert disse...

Oi, André. Concordo contigo. Agradeço pela visita e pelo comentário. Recomendo que assista, urgentemente, aos dois filmes (obedeça a ordem: veja o primeiro, depois o segundo). Fábio, meu amigo jornalista carismático, prazer em tê-lo também por aqui. Espero que o terceiro filme - se houver -, como você disse, siga a regra de ser sempre melhor que o que o antecedeu. Abraços aos dois!

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