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28 de dez de 2010

Webjet mancha sua reputação ao dizer que atrasos ocorreram por falta de tripulação


Ouvindo a rádio Band News FM nesta segunda-feira, dia 27, me chamou a atenção a informação de que a companhia aérea Webjet estava com 61,4% de seus voos atrasados. A empresa alegou, entre outras coisas, problemas meteorológicos que atingiram a região Sul e Sudeste do país no final de semana e na manhã de segunda, que teriam gerado atrasos e cancelamentos dos voos. Até aí, tudo bem. Afinal, não é seguro voar quando o tempo está ruim.

No entanto, em um caso específico em Confins, Belo Horizonte, a empresa teria dito que estava com tripulação insuficiente. Como pode uma companhia aérea não ter tripulação suficiente? Se não tem pessoal, para quê vender os bilhetes e deixar pessoas chateadas com os atrasos ou cancelamento? Não justifica. Uma passageira disse, em entrevista, que voltaria de seu destino pela Webjet. Por causa do ocorrido, ela prometeu optar sempre por outra companhia. Tem toda razão.

Pelo menos a falha gravemente cometida por uma empresa aérea indiana não se repetiu por aqui. Segundo o blog "Slot", do JB on-line, "uma companhia tipo budget carrier, a Spice Jet, está sendo investigada por ter dado um jeitinho na hora de solucionar um problema de excesso de passageiros. Mandou que famílias que tivessem crianças - e o conceito aqui foi amplo - as colocassem no colo dos pais, abrindo vagas para os que não conseguiam sentar.

O problema aconteceu em junho, mas só recentemente a informação sobre a investigação vazou. A Spice tinha um jato 737-900 para 212 passageiros e tripulantes pronto para decolar na proa Mumbai - Nova Déli quando a aeronave apresentou uma pane e teve de ser substituída. Como o jato reserva era um 737-800, com capacidade para 189 pessoas a bordo, sobrou um monte de gente. Alguns foram convencidos a trocar de voo. Outros, que se recusaram, só conseguiram embarcar porque as famílias a bordo se viram obrigadas a colocar "crianças" de 10 a 12 anos viajando no colo dos pais. A legislação internacional prevê que isso só ocorra com idade de no máximo dois anos.

O caso vazou porque um dos passageiros notou o que acontecia e fez uma denúncia formal à autoridade aeronáutica na Índia. A Spice Jet será chamada a se explicar, mas não se acredita em nenhuma punição além disso. Do ponto de vista da segurança de vôo, no entanto, eles bem que deveriam tomar uma multa salgada: afinal, as crianças de 12 anos que voaram no colo dos pais o fizeram sem qualquer proteção dos sistemas de segurança".


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