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6 de out de 2010

Reflexões sobre o trânsito em Pitangui


Colocar ordem no caos. Esta será a missão básica de qualquer autoridade pública que resolver trabalhar por melhorias no trânsito em Pitangui. No atual quadro governamental, este departamento é tão supérfluo que o responsável por ele é o mesmo senhor que cuida do departamento de Obras - que também é o de Trânsito.

Não é preciso refletir muito para chegar à conclusão de que existe acúmulo de responsabilidades neste ponto. Se o departamento é de Obras, deve cuidar essencialmente da manutenção dos locais públicos do município. O de Trânsito, não diferentemente do de Obras, precisa ter planejamento. A questão do trânsito não é fácil de ser resolvida.

Enviar uma equipe para construir um banco de tijolos em uma pracinha não é o mesmo que enviar pessoas que não entendem o suficiente sobre legislação de trânsito para instalar quebra-molas ou colocar placas.

Muitos condutores reclamam dos quebra-molas instalados pelo departamento de Obras e Trânsito, especialmente os da Avenida Antero Rocha, no bairro Jatobá. As lombadas são tão grandes que veículos pequenos inevitavelmente raspam o chassi nelas.

Quem executou as obras obviamente não sabia que existe um tamanho correto - que não é aquele. Recentemente, quebra-molas foram instalados no bairro Lavrado, ao lado da prefeitura municipal. Estes sim, baixos e confortáveis - depois de o departamento em questão ter recebido centenas de reclamações dos anteriores.

A grande questão é: será que o senhor Francisco Gontijo, contratado para coordenar o departamento de Obras, tem conseguido para fazer o mesmo pelo Trânsito? Sempre que o jornalismo da Onda produz reportagem sobre as mazelas que permeiam o tráfego na cidade, procura o Chico. Ele não gosta de ter suas afirmações gravadas para exibição nos noticiários, mas sempre presta esclarecimento quando perguntado.

Não vem ao caso saber as razões pelas quais o chefe de departamento não gosta de ter a voz transmitida como uma forma de conversa com a população, mas fato é que, em vários casos, Francisco citou projetos e explicou soluções que seriam postas em prática.

Uma das idéias, por exemplo, prevê o fechamento do contorno existente entre as ruas Lacerdino Rocha e Azevedos, na região central. Isso reduziria os constantes engarrafamentos. Teoricamente, funcionaria. Noutra ocasião, Francisco Gontijo falou sobre a instalação de corrimãos ao longo das calçadas da Rua do Pilar, naquele trecho de descida de veículos. A agência da Caixa Econômica Federal funciona ali. Ao longo do dia, senhores e senhoras, aposentados e pensionistas, velhinhos e velhinhas descem aquele morro, enfrentando passeios desnivelados que são obstáculos perigosíssimos.

Pena que ainda não haja previsão para início das obras. Imagino que os projetos não tenham sido aprovados pelo Executivo e Legislativo porque, ultimamente, ambos estão muito ocupados brigando entre si.

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