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22 de jun de 2010

Quando a natureza vira o jogo


Nesta segunda-feira, dia 21, o Jornal Nacional (TV Globo) começou com imagens de verdadeiras catástrofes resultantes da fúria das águas no Brasil. Pessoas em Pernambuco e Alagoas choravam diante de escombros. Duas mulheres lamentavam: “acabou com nossa cidade, nossas vidas e nossos filhos”. A praia de Boa Viagem, em Recife, estava cheia de lixo. Eletrodomésticos, móveis, brinquedos... Vários itens arrastados pelas águas das chuvas foram parar nos rios e levados até o mar.

Minha irmã, religiosa demais, comenta: “isso não pode ser coisa de Deus”. Não mesmo. É coisa de gente. Seres humanos. Integrantes desta espécie dona de uma consciência que, em casos como estes, parece servir apenas de enfeite. Um acessório de sua existência. Os alagamentos, as inundações e mudanças climáticas são resultados da poluição causada pela única espécie que danifica o planeta em que vive.

A Terra está sabiamente ajustada (seja pela mão de Deus ou pelos mistérios da natureza). Consta na lei da selva que um animal maior precisa comer um menor para sobreviver. O equilíbrio da cadeia alimentar é natural e faz parte das necessidades fisiológicas no mundo dos bichos. Já no dos humanos, os interesses vão além: são políticos, econômicos, não medem conseqüências, apenas visam lucros. Não se preocupam com os resultados trágicos, apenas gozam o prazer das cifras.

As catástrofes climáticas são causadas pelo excesso de lixo despejado na natureza. O consumismo desenfreado, a falta de informação e de educação. De tempos em tempos, a natureza precisa se revoltar, matar muitos, derrubar casas, alagar cidades, destruir fortunas. Ainda assim, o grito do planeta soa abafado pelo comodismo de seus habitantes. O ouro, metal raro, é retirado aos montes das profundezas enquanto, na superfície, o líquido que corre solto é desvalorizado e poluído.

Será preciso a falta dele (porque, continuando assim, logo não haverá mais água potável e ficará cada vez mais difícil reciclá-la) para que os homens comecem a chorar menos e agir mais. Fecho o texto fazendo alguns pedidos: evite jogar lixo nas ruas, não desperdice água, não polua o ar, gaste menos energia, ande menos de carro. Se você já é adulto e se considera burro a ponto de não conseguir se adaptar a estes hábitos, pelo menos os repasses às crianças. Porque o futuro do planeta está nas mãos delas.

Um comentário:

Marina disse...

É, e ainda somos chamados animal racional! Também acho absurdo o que fazem pelo vil metal, como se isso pudesse comprar água quando ela acabar, o que espero que não aconteça, mas no nível em que estamos difícil. Também a mesma ganancia fez a catastrofe natural da mancha do golfo do México, animais morrendo, risco a vida humana e ninguém parece se importar muito, até pararam de falar um pouco nisso. É onde vamos parar eu não sei, sei que se cada um não tirar seu popô da cadeira e fazer alguma coisa a próxima espécie extinta será a nossa.

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