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30 de jan de 2008

Big Brother


Outro dia li no jornal uma definição um tanto inteligente sobre o Big Brother Brasil: "É um programa protagonizado por um grupo de pessoas que não fazem nada e assistido por milhões de pessoas que não têm nada pra fazer".

A propósito, a matéria citava um livro, Zen e As Aves de Rapina, escrito em 1968, de autoria do monge cristão Thomas Merton. Não tive a oportunidade de lê-lo, mas já tinha visto um breve resumo.


Nesse livro, o autor, um dos mais instigantes e iluminados místicos do século XX, propõe uma vivência baseada numa mescla entre os preceitos do cristianismo e do budismo como resistência ao absurdo e vazio da massificada e insossa sociedade contemporânea.


Mesmo tendo escrito décadas antes da "febre" dos reality shows, cujo principal expoente é justamente o Big Brother, num de seus parágrafos está uma reflexão que define esplendidamente o programa em questão: "A sociedade massificada se compõe em realidade de indivíduos que, se entregues a si mesmos, sabem que são zero, e que ajuntados uns aos outros numa multidão de zeros têm a impressão de adquirir realidade e poder".


Considerando o fato, eu recomento: "desligue a televisão e vá ler um livro"!

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