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4 de fev de 2014

Câmeras do Olho Vivo chegam na segunda quinzena

Com atraso no cronograma, Central de Gerenciamento de Rede começa a ser instalada hoje

Ricardo Welbert

O prazo para a instalação das 32 câmeras do projeto Olho Vivo em Divinópolis, inicialmente revisto para terminar em abril, foi prorrogado até julho. O motivo foi o atraso na liberação de um documento que garante o acordo comercial entre o Estado e a Master, empresa contratada para realizar o serviço na cidade.

De acordo com gerente da Master, Wagner Vaz de Mello, o atraso não deve prejudicar a conclusão do trabalho.

— Enquanto esse documento não fosse assinado, não haveria liberação de verba para cumprir com as obrigações financeiras. Por isso, precisamos interromper o trabalho até que o documento fosse emitido, o que ocorreu em janeiro. Agora, temos o prazo de seis meses renovado, passando a vigorar até julho, mas isso será feito até maio — explica o diretor da Master.

Embora a Master tenha sede em Divinópolis e o cronograma de execuções do projeto Olho Vivo já fora apresentado, a empresa não poderia, segundo Mello, dar sequência à instalação antes do documento ser firmado.

— Não posso, por conta própria, pegar uma bobina de fibra ótica em nosso galpão e instalar a rede. Precisamos trabalhar com materiais de uso exclusivo da Polícia Militar, que nos chega já com a sequência numérica que os identifica como patrimônio do Estado — esclareceu o diretor.

Wagner Vaz de Melo também contou que recebeu um e-mail do consórcio responsável pela realização da obra, informando que o restante dos equipamentos do Olho Vivo será entregue ao 23º BPM, na terceira semana deste mês.

— Pelo que consta na mensagem, as câmeras e os cabos de fibra ótica chegarão a Divinópolis já registrados como patrimônio da PM, ou seja, prontos para serem instalados. O início desse trabalho será imediato — disse.

Espaço

Divulgação/Seds
Central de gerenciamento será instalada no 23º Batalhão
Ontem, houve mudanças em algumas salas do 23º Batalhão para liberar o espaço em que será instalada a central de gerenciamento e monitoramento do Olho Vivo, e de onde as câmeras serão gerenciadas e as imagens processadas. Ainda segundo Wagner Vaz de Mello, a instalação do cabeamento e de alguns equipamentos da central deve começar hoje, pela manhã.

Procurada pela reportagem para comentar o atraso na assinatura do contrato, a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) disse apenas que cabe à Polícia Militar responder sobre o assunto. A assessoria geral do órgão, em Belo Horizonte, não atendeu a três tentativas de telefonemas. A assessoria do 23º BPM também não soube informar sobre o atraso.

Município

De acordo com o secretário municipal de Trânsito e Transportes, Simonides Quadros, a Prefeitura está em dia com o andamento das obras de instalação do Olho Vivo na cidade.

— A partir do momento em que os equipamentos começarem a funcionar, o Estado vai arcar com os custos de manutenção pelos próximos dois anos. A partir de então, o Município assumirá as despesas. Além disso, contrataremos 14 funcionários para trabalhar na central de gerenciamento, mas ainda não sei como essa contratação será feita—disse Quadros.

Ideia de implantação se arrasta há décadas

A implantação do Olho Vivo em Divinópolis começou a ser discutida em 1990. A proposta prevê a instalação de câmeras para monitorar a prática de crimes. A polícia ficará a cargo de fazer o monitoramento das imagens. O projeto já foi instalado em 20 municípios mineiros. Nestes locais, ficou comprovada a redução da criminalidade após a implantação. Em Divinópolis, a prefeitura ficará responsável pela manutenção do sistema, que custará cerca de R$ 300 mil por ano. As análises para definir os pontos que receberão as câmeras começaram em outubro do ano passado, pontos estes que já foram definidos.


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