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16 de mai de 2012

Pitangui no jornal Estado de Minas




O jornal Estado de Minas, veículo de mídia impressa mais prestigiado em Minas Gerais, publicou, dia 15/5, reportagem sobre Pitangui em seu caderno de Turismo. O texto foi confeccionado pelo jornalista Paulo Henrique Lobato, que é descendente de família pitanguiense. Ao garimpar informações, o repórter recorreu ao blog Daqui de Pitangui, que já foi mostrado aqui como página da internet que divulga o município. Parabéns ao jornal pela excelente pauta, ao repórter pela excelente reportagem e a turma do blog que, novamente, teve o trabalho merecidamente reconhecido. 

Leia a matéria na íntegra

VIDA BOA LONGE DA AGITAÇÃO

Cidade, que já foi uma das mais importantes vilas do ouro do estado, é boa opção para servisitada e curtida. Berço de muita história, é ideal para quem busca tranquilidade

Paulo Henrique Lobato 
  
Última das chamadas sete vilas do ouro em Minas, Pitangui, fundada por bandeirantes paulistas, em 1715, é boa pedida para quem deseja passar um fim de semana ou feriado prolongado longe dos grandes centros urbanos. Casarões e fazendas coloniais, becos e outras paisagens bucólicas, minas de ouro desativadas, pescaria nos rios Pará e São João, rica culinária e um povo bastante acolhedor são algumas das muitas características dessa cidade histórica do Centro-Oeste do estado, no sopé da Serra Cruz do Monte, a 150 quilômetros de Belo Horizonte e com cerca de 25 mil habitantes.

O Centro do lugarejo, também chamado de Velha Serrana, é tombado pelo Instituto Histórico do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), num total de 16 ruas e becos e 132 imóveis. Por isso, uma dica: comece seu passeio pelas ladeiras antigas, onde está a maior concentração de casarões dos séculos 18 e 19. Lá também está a matriz de Nossa Senhora do Pilar, erguida, na década de 1940, em substituição à antiga igreja jogada ao chão por um incêndio.

Padre Belchior

Tanto o interior quanto o exterior da matriz merecem a atenção dos visitantes. Do lado de dentro, painéis coloridos do artista Giancarlo Scapolatempore, natural da cidade, contam passagens bíblicas. Do lado de fora, um dos atrativos é a escada que dá acesso à igreja. É lá que está enterrado o corpo de padre Belchior (1775-1856), conselheiro e confidente de dom Pedro I (1798-1834) e personagem importante na separação do Brasil do reino português.

Uma escritura na lápide do pároco informa que, em 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga (SP), o imperador, tão logo recebeu a famosa carta de José Bonifácio de Andrada, avisando-o da importância de a independência ser declarada, perguntou ao amigo: “E agora, padre Belchior?”. O pároco respondeu: “Se Vossa Alteza não se faz rei do Brasil, será prisioneiro das cortes e, talvez, deserdado por elas. Não há outro caminho senão a independência e a separação”.

Poucos metros acima da matriz, o imponente chafariz erguido na Praça Getúlio Vargas, datado de 1835, também ajuda a contar a história do município. Na parte frontal, o brasão do Império e a frase em latim, Viva a Constituiçam. “O chafariz também era um espaço social, onde escravos, por exemplo, se agrupavam para conversar”, conta o turismólogo Leonardo Morato. Ele e três amigos – Dênio Caldas, Licínio Filho e Vandeir Santos – montaram o blog Daqui de Pitangui (http://daquidepitangui.blogspot.com.br/).

O site, criado para resgatar a memória histórica e divulgar a cultura da cidade, sugere como passeio agradável uma ida à Serra Cruz do Monte, de onde se avista toda a cidade. “É um dos cartões-postais do local. Lá, há uma capelinha que foi erguida pelos escravos. A visão panorâmica da região é única”, diz o historiador Licínio Filho, nascido na capital e radicado em Pitangui há 12 anos.

Outra pedida é visitar, ou pelo menos apreciar, as fachadas dos casarões antigos, como o que serviu de moradia a Maria Tangará, uma das mulheres mais influentes do estado no século 18. Dona de grande extensão de terra e de centenas de escravos, ela também é lembrada por moradores antigos como uma das mulheres mais malvadas de sua época. Diz o dito popular, por exemplo, que Tangará mandou arrancar os dentes de uma escrava ao ouvir o marido elogiar o sorriso da negra. Hoje, o imóvel abriga uma escola pública.

Aconchego

Pitangui tem bons restaurantes, que oferecem a típica comida mineira. Para quem gosta de tomar uma cerveja gelada, a cidade conta com movimentados bares. A rede hoteleira também é para todos os gostos, de simples pousadas a hotel fazenda.

Para chegar ao município, siga de carro pela duplicada BR-262, em direção ao Triângulo Mineiro, e, a cinco quilômetros de Nova Serrana, entre à esquerda, na BR-494. A sétima vila do ouro fica 30 quilômetros adiante.

Saiba mais

Mãe de outras cidades

Mais do que a sétima Vila do Ouro – as outras seis, pela ordem cronológica, são Mariana, Ouro Preto, Serro, São João del-Rei, Sabará e Caeté –, Pitangui deu origem a várias cidades do Centro-Oeste mineiro. Entre seus ex-distritos ou ex-povoados estão Pará de Minas, Bom Despacho, Divinópolis, Luz, Martinho Campos e Nova Serrana. Pitangui foi fundada por desbravadores paulistas e, hoje, uma das festas mais tradicionais do município é a lavagem, com mangueiras e baldes d’água, de uma estátua, no Bairro Penha, erguida em homenagem aos bandeirantes que ajudaram a colonizar a região. A festa ocorre no domingo de carnaval.

Um comentário:

Lusine Adamyan disse...

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