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3 de fev de 2011

Madeira transformada em arte

Wilton Pedro de Souza tem 37 anos e é natural de Reserva do Cabaçal, no Mato Grosso, onde nasceu em 30 de setembro de 1973. Ele é um entre muitos que vieram passear em Pitangui e acabaram ficando. Filho de pai mineiro e mãe Baiana, mudou-se para Rondônia em 1982, onde descobriu o dom de dar forma às coisas. “Minha primeira escultura foi uma imagem de Tiradentes na forca feita com argila”, conta.

A perfeição da peça fez com que o rapaz passasse a ser procurado para fazer trabalhos de vários tamanhos. Talhou em madeira o altar da igreja matriz de Colorado do Oeste, em Rondônia.



Wilton Pedro de Souza exibe imagem de São Francisco talhada por ele
(foto: Ricardo Welbert. 09/11/10)
 
O conhecimento, afirma ele, foi adquirido com a prática. “Nunca tive um mestre da arte. Estudava gravuras inspiradas nas obras do saudoso Aleijadinho”, contou. Na família, quase todos trabalham com madeira – de esculturas a móveis.

Em 1997, Wilton Pedro mudou-se para Pitangui “sem motivo algum”, ele diz. “Minha família é naturalmente nômade. Meu pai deixou Minas com destino à Bahia, depois viajou pelo Mato Grosso e agora está em Rondônia”.

Pitanguiense de coração, Wilton gosta muito deste lugar, onde já é casado, tem uma filha biológica e um enteado. Apesar de ser forasteiro, este marceneiro compartilha a mesma opinião que muitos artistas locais sobre a valorização da cultura regional. “Pitangui tem um enorme potencial artístico que, infelizmente, ainda é pouco explorado”, revela.

A paixão pela madeira incentivou Wilton Pedro a se matricular e um curso de acabamento e envernizamento de móveis em 1994 e que lhe garantiu, em 1999, a função de resinador em uma fábrica de móveis por aqui.

Para o empresário do setor madeireiro Carlos Antônio Alves (o "Carlão"), Wilton Pedro “é um verdadeiro artista. Não vejo defeitos nas obras dele. Ele escreve na madeira com uma perfeição que muitos não conseguem expressar no papel. Um artista do desenho”, avaliou.

Muitas obras do artesão estão hoje espalhadas pelo comércio pitanguienses. São placas, portas personalizadas para clientes excêntricos, além do sacrário da igreja de Santa Rita, no bairro Padre Libério. Com a dupla função (escultor e profissional de acabamento), seu trabalho está sempre presente na vida e nas residências de várias pessoas.

Além de esculturas, o artesão também produz placas (foto: Ricardo Welbert. 28/01/11)
Na opinião de Wilton, o artesanato em si é pouco valorizado na cidade. O que lhe garante o sustento da família é o fato de não viver apenas da arte. “Se fosse apenas artesão, talvez tivesse menor valor ainda”, considera. “Não existe muita concorrência no mercado de arte em madeira nesta região. Quando deixei Rondônia, pensei que encontraria muitos produtos como os meus por aqui, uma vez que a cidade tem seu artesanato na cultura”. Quem quiser conhecer pessoalmente o trabalho de Wilton Pedro de Souza pode entrar em contato direto com ele pelo fone 9122-3384 ou pelo e-mail wiltonpedrodesouza@hotmail.com.

2 comentários:

NILDE disse...

Arrazooouuu maninho....Bjos
Te amo.
Saudades de todos
Nilde Souza

Licínio Filho disse...

Parabéns ao Wilton pelo belo trabalho na madeira.
Abraço.

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