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7 de jun de 2010

Produção e consumo de conteúdos


Toda vez que entro no MSN, a primeira coisa que faço é procurar – não pelos contatos on-line e, sim, por frases inteligentes. Criei minha conta no mensageiro virtual quando tinha 16 anos. Num entusiasmo, querendo ter mil contatos para chamar de amigos (mesmo podendo a maioria não estar nem aí pra mim), adicionava Deus e o mundo. Conforme fui evoluindo em meus conceitos, vi que não fazia tanto sentido algum ter acesso a informações fúteis que eram publicadas por muitos contatos (que não estavam nem aí pra mim). Gastei quase uma hora, mas excluí um bocado de gente da minha lista.

Familiares, contatos de trabalho (hoje estes dominam!) e amigos de verdade permaneceram (mesmo alguns que insistem em publicar asneiras que eu sempre leio em minhas “passadas de olho”). Gosto de observar e fazer ligações entre situações corriqueiras, como estar simplesmente atualizando a lista de contatos, e cada nova teoria que aprendo no curso de Comunicação. Essa liberdade que o sujeito tem de gerir conteúdo num sistema global de relacionamentos se choca com a mesma liberdade que ele tem de escolher o que consumir.

Isso já existia naqueles tempos remotos em que a internet nem havia sido rascunhada. Quem quisesse, lia. Quem não, punha de volta na prateleira. Hoje, os suportes estão se misturando. O conteúdo das tevês vem publicado na rede mundial de computadores, assim como as rádios também podem ser escutadas ao vivo pelo computador. Os bons e velhos cartazes, outdoors e veículos impressos continuam operantes, cada um exercendo sua respectiva influência.

Em época de Big Brother Brasil (um programa tolo, assistido por pais que deixam de dar atenção aos filhos para assistirem ao paredão da vez, buscando sempre atualizar o andamento do jogo, ávidos para saber quem será o eliminado da vez), a procura por conteúdos sadios em meio a tantos ruídos fica mais complicada. Se vou acessar meus e-mails, lá estão elas (as informações sobre o BBB (o programa já teve 10 edições)). Nas capas das revistas Veja e Época, a birra dada por uma “tripulante” da “nave” ganha espaço. Nas frases de alguns contatos do MSN, torcida a favor ou críticos contra integrantes daquela tramóia (alguém acredita que a Globo não manipula os resultados?).

Enfim. O programa Big Brother Brasil é apenas um exemplo (clássico, bastante batido) do que eu quis comentar neste post. A liberdade de produção de conteúdo e a liberdade para consumir ou ignorar tudo isso. A mídia é, sem dúvida, um segmento social muito gostoso de se estudar. Você, por exemplo, talvez tenha considerado estas minhas palavras interessantes até o momento em que abro os parênteses para criticar determinado item da grade global. Este blog é meu. Escrevo nele o que quiser. Você, consumidor de conteúdo, leu até aqui porque quis. Espero que tenha gostado e não mude de canal (ops! Que não feche a página).

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