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26 de set de 2011

O pré-sal precisa ficar aqui

O senador Cristovam Buarque (do PDT do Distrito Federal) apresentou uma proposta de criação de um fundo social com recursos da exploração do petróleo da camada pré-sal. Os recursos, segundo o senador, deveriam ser usados apenas em áreas transformadoras como a educação. 

Cristovam Buarque considera que não há nada mais importante para nós hoje do que a saúde. Mas, ainda segundo ele, a saúde nos mantém vivos e não transforma o país. Ele afirma que é preciso ter dinheiro para a saúde, mas esse dinheiro não deve sair do petróleo. “As verbas para saúde precisam sair do orçamento”, disse. 

Os recursos, estimados pelo senador em R$ 40 bilhões de reais em 2020, seriam divididos em três partes. Duas para a arrecadação básica e uma para a inovação tecnológica. A distribuição seria proporcional ao número de alunos na escola, ao desempenho dos alunos e à evolução desse desempenho. 

No século XVIII, o Brasil viveu o auge da exploração do ouro. Produziu uma riqueza incalculável. A maior parte dela foi para a Coroa Portuguesa. Em Portugal, construíram-se igrejas majestosas e fabricaram-se jóias de ouro puro. Outra parte da extração foi para Inglaterra, onde foi investida em máquinas. O Brasil, com seu ouro, ajudou a financiar a revolução industrial inglesa. Recursos minerais, no entanto, são limitados. O ouro acabou, os estrangeiros foram embora e deixaram aqui um monte de buracos, uma população sofrida e a dívida externa.

Agora, temos que concordar com o senador Cristovam Buarque e exigir que os recursos do petróleo fiquem no Brasil e sejam investidos em inteligência, na educação, porque o petróleo, sem a inteligência e o conhecimento para transformá-lo em combustível, não passa de uma lama fedida. Não podemos deixar que a riqueza do petróleo vá para o exterior, muito menos para os bolsos dos governantes. Empregar os royaltes da exploração petrolífera em educação é garantir novas fontes de riqueza quando o petróleo acabar. 

Um comentário:

Tatiana Santos disse...

Concordo, Ricardo. Não podemos deixar que aconteça com o pré-sal o mesmo que aconteceu com o ouro.

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