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9 de nov de 2009

Prova do ENADE em Divinópolis ofuscada pela "Parada Gay"

Neste domingo (20) estive entre os milhares de estudantes brasileiros que fizeram a prova do ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). Aluno do curso de Comunicação Social, fiz a prova na sala 10 da Escola Estadual Joaquim Nabuco, em Divinópolis, centro-oeste do Estado. Coincidência ou não, durante o horário de aplicação da prova estava acontecendo a "Parada Gay" divinopolitana. Bem em frente à Joaquim Nabuco havia um trio elétrico tocando música eletrônica no último volume.

A prova começou a ser aplicada às 13h00. O barulho vindo desse trio elétrico combinado com a algazarra que rolava na Avenida 1º de Junho foi muito prejudicial para quem queria se concentrar nas questões da prova. Às 13h25 o responsável pela aplicação do Enade na Joaquim Nabuco entrou na sala e explicou que havia chamado a polícia mas que, segundo um militar, nada poderia ser feito, pois a turma da faixa colorida tinha alvará pra realizar a "Parada" justamente no domingo, justamente em frente à uma instituição de ensino concentrada na aplicação de um exame de nível nacional.

O próprio coordenador da escola concordou que os organizadores da "Parada Gay" não haviam sido comunicados do Enade. Mas precisavam ter sido? A escola também não foi comunicada de que a comemoração seria realizada em cima do seu passeio. Mas não vem ao caso. A "Parada" poderia ter sido em algum outro lugar. A escola não poderia ser carregada de caminhão até outro quarteirão.

A direção da escola foi tentar negociar por algumas horas de silêncio, mas os "paradeiros" nem ligaram. Ficaram das 13h00 às 17h00 farreando bem em frente à instituição de ensino que, repito, estava concentrada na aplicação de um exame de nível nacional. Mesmo tendo alvará, se tivessem um pingo de consciência ética, teriam dado uma trégua. Não deram a menor importância ao que estava acontecendo bem ao lado deles. Ficam querendo chamar a atenção para a "causa" que defendem, exigindo mais "educação" no que diz respeito à aceitação da liberdade de escolha da opção sexual e faltaram com o respeito tanto quanto como alguém que os discrimina.

Fiz a prova na Joaquim Nabuco, com todo aquele dance, trance, funk e outros tipos de barulhos estremecendo as janelas e balançando as carteiras. Que o Governo Federal não venha culpar a faculdade onde estudo caso eu não tenha me saído bem na prova.

Um comentário:

Marina disse...

Disse quase tudo que ia dizer no meu blog, talvez ainda diga.rs Achei uma tremenda falta de respeito e na hora eu tava pensando justamente nisso, eles "pregam" tanto o reseito e na hora de respeitar os outros nada. Eles se sentiram os melhores né? Os donos do pedaço. Nossa, fiquei indignada. Mas deixa estar, esse mundo dá voltas, eles atrapalharam o evento errado, alguma repercusão tem que ter.
Abraço

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