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1 de nov de 2008

Oh, dúvida...

Qualquer blogueiro que se preze tenta manter seus leitores bem informados sobre determinado assunto. No meu caso, não é diferente. Sempre que pego meu computador portátil e abro um documento em branco com a idéia de compartilhar opiniões com você me deparo com uma estranha dúvida: “sobre o que vamos falar neste post”?
Acaba que a “coisa” flui e chega a um resultado aceitável. Neste momento, resolvi refletir sobre meu momento de reflexão para a escolha da pauta da vez. São tantas notícias que eu gostaria de comentar que os pensamentos se acumulam num turbilhão de idéias. Como me manter bem informado é uma das principais atividades do meu dia-a-dia, vou dividindo os afazeres com uma leitura de jornais e revistas. Lendo hoje um jornalzinho sensacionalista que compro todos os dias, topei, entre outras manchetes trágicas, com outro caso de criança sendo espancada por babás (aqueles profissionais (certamente nesse caso não há profissionalismo algum) que você paga para cuidarem do seu filho). No caso, ocorrido em Brasília, DF, a mãe da criança instalou câmeras secretamente pela casa. As cenas de violência mostram a mulher agredindo a criança. A mãe desconfiou depois de ter notado comportamentos estranhos nos filhos. A tal babá deve prestar depoimento. Esse caso me lembra o da menina Eloá, que foi tragicamente morta pelo seqüestrador Lindemberg Alves. Ambos (a babá e o seqüestrador assassino) deveriam ser jogados em uma cela junto com outros presos chocados com a brutalidade do caso (santa mídia... Mostra suas forças nos ambientes mais secretos...) para viverem no couro o gostinho de ser preso e espancado.
Esse é um tipo de assunto que sim, me dá muita raiva. Tem gente que ainda vai culpar o sistema: “a coitadinha da babá vive estressada com sua rotina e seu baixo salário, daí a razão para amaciar os punhos na criança. O Lindemberg, tadinho... Não teria matado Eloá se a polícia não o desrespeitasse”. Ora essa... Tinham era que mandar bala nele enquanto podiam. Se ele estivesse sido morto uma vida inocente teria sido poupada. Agora, por causa da fama adquirida, Lindemberg ficará (se realmente for ficar preso) em uma cela particular ou com “colegas” mais pacíficos e igualmente maus).
Falar disso me dá uma enorme raiva e, certamente, você não quer ver isso. Você quer entretenimento, algo que te faça sorrir. E eu também quero! Teria maneira melhor que sorrir do que ajudar a quem necessita? Está chegando o Natal, por exemplo, está chegando. Vamos juntar uns brinquedos (de preferência novos) e levar de presente para as criancinhas nos hospitais? Fazer palhaçadas para alegrar uma platéia de carentes? Talvez até consigamos com isso uma manchetezinha que entrará na próxima edição do jornal no lugar de algo como “pai espanca filho até a morte”. Chega de falar de coisa ruim e vamos amar. Se vivermos de amor, seremos mais felizes.
Um abraço!

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